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Copa do Mundo Rússia 2018

Grupo G na Copa do Mundo 2018: Bélgica, Panamá, Tunísia, Inglaterra

Liderada por Eden Hazard, a seleção belga chegará para a Copa do Mundo disposta a mostrar todo o potencial de sua mais talentosa geração

Foto: Getty Images

Belgas e ingleses têm todo favoritismo para conquistarem as duas vagas do grupo.

As seleções da Bélgica e da Inglaterra não tem do que reclamar no sorteio da Copa do Mundo da Rússia: dividindo o Grupo G com as seleções de Panamá e Tunísia, os Red Devils e o English Team são – antes do início da competição – os grandes favoritos para ficarem com as duas vagas do grupo, aguardando pelos vencedores do Grupo H (outro que ficou complicadinho após o sorteio).

 

Bélgica

Líder invicta do Grupo H nas Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo, com 9 vitórias e apenas 1 empate, a seleção da Bélgica sobrou na fase de classificação e fez valer a sua superioridade no grupo que tinha ainda as seleções de Grêcia, Bôsnia, Estônia, Chipre e Gibraltar, e se classificou com um aproveitamento de 93,3%.

Chega para a Copa do Mundo da Rússia como cabeça de chave e liderada pelo talento de Eden Hazard, meia-atacante que há algum tempo segue atuando em alto nível pelo Chelsea. Mais envelhecida e experiente que o grupo que também passou invicto pelas eliminatórias e disputou a Copa do Mundo no Brasil em 2014 – e chegou às quartas de final, sendo derrotado, então, pela Argentina –, a seleção belga conta ainda com os talentos do goleiro Courtois (Chelsea), do meia Dembélé (Tottenham) e do atacante Lukaku (Manchester United).

Chegará à Rússia disposta a extrair o máximo de sua geração mais talentosa no futebol e para assumir de vez um papel de protagonista nos mundiais. É candidata ao título, mas sem o mesmo favoritismo de França, Alemanha, Brasil, Espanha e Portugal.

 

Panamá

Embora seja considerada uma equipe em evolução dentro da Concacaf e tenha conseguido se classificar para a Copa do Mundo da Rússia sem depender de repescagem ao se garantir em terceiro lugar no hexagonal final das eliminatórias – deixando para trás, por exemplo, a Seleção dos Estados Unidos que não ficava fora de uma Copa desde 1994 –, a Seleção do Panamá não fez uma campanha de encher os olhos e teve um aproveitamento de apenas 43,3% em sua caminhada rumo à Rússia com 3 vitórias, 4 empates e 3 derrotas em 10 jogos (nos últimos 5, foram 2 derrotas, 2 vitórias e 1 empate).

Liderada pelo (e dependente do) talento do veterano atacante Luis Tejada, de 35 anos, a seleção panamenha desembarca para sua primeira Copa do Mundo sem grandes ambições, consciente de que chegar ao “evento principal” foi um grande feito e que avançar além da fase de grupos é pouco provável.

 

Tunísia

Líder invicta do Grupo A das Eliminatórias Africanas, com 77,8% de aproveitamento em 4 vitórias e 2 empates, a Tunísia, campeã da Copa das Nações Africanas em 2004, chega para sua 5ª Copa do Mundo com o objetivo de, pela primeira vez na história, avançar além da fase de grupos.

Para isso, dependerá muito do talento do meia Wahbi Khazri – pertencente ao Sunderland e que atua, por empréstimo, no Rennes. É nos pés do camisa 10 que estão depositadas todas as esperanças da seleção, que entrou para a história 40 anos antes, em 1978, na Copa da Argentina, ao se tornar a primeira equipe africana a vencer um jogo de Copa quando derrotou o México por 3 a 1. Este é, até hoje, o melhor desempenho da Seleção da Tunísia em uma Copa do Mundo (1 empate, 1 vitória e 1 derrota).

 

Inglaterra

A Seleção da Inglaterra, campeã mundial em 1966, chega para sua 15ª Copa do Mundo sob o comando do técnico Gareth Southgate – que não é nenhuma unanimidade entre os súditos da rainha Elizabeth, assim como não era o seu antecessor, Sam Allardyce, o breve, que assumiu a equipe no lugar de Roy Hodgson, comandante do English Team entre 2012 e 2016. Allardyce caiu no mesmo ano e deu lugar ao interino/definitivo Southgate.

Apesar de toda a “bagunça” com os técnicos – que quase azedou o chá em Windsor – a seleção inglesa conseguiu sua classificação para a Copa do Mundo com relativa tranquilidade. Líder invicta do Grupo F nas eliminatórias, a equipe conquistou 8 vitórias e 2 empates, obtendo um aproveitamento de 86,7%, que arrancou aplausos discretos do príncipe William.

A seleção chega para a Copa, evidentemente, com algum favoritismo na luta pelo título, mas, assim como a Bélgica, está atrás dos “pesos-pesados” (França, Alemanha, Brasil, Espanha e Portugal).

As esperanças – e liderança – da seleção inglesa estão nos pés de Harry Kane, atacante do Tottenham que faz uma temporada excepcional na Premier League e é o símbolo máximo da renovação pela qual passou o English Team desde a última Copa do Mundo.

 

Quem avança

Difícil imaginar uma cenário que não contemple Bélgica e Inglaterra com as duas vagas do grupo. Mais difícil ainda é imaginar Panamá ou Tunísia com uma das vagas. Os favoritos devem se classificar e o grande jogo do grupo deverá ser – é claro – o confronto direto entre ingleses e belgas que encerrará o grupo dia 28 de junho, as 15h, no Estádio Kaliningrado e deverá definir quem se classifica em primeiro lugar e quem leva a segunda vaga.

 

Continuando

Amanhã encerramos a nossa série de artigos sobre a Copa do Mundo, analisando o Grupo H formado por Colômbia, Japão, Polônia e Senegal.

 

O que foi dito até aqui

Clique nos grupos para ler os demais artigos de nossa série especial sobre a Copa do Mundo.

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