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Copa do Mundo Rússia 2018

Grupo E na Copa do Mundo 2018: Brasil, Suíça, Costa Rica e Sérvia

Com mais qualidade e talento, Brasil não deve ter problemas para se classificar no Grupo E da Copa do Mundo.

Foto: Fox Sports/Gazeta Press/Reprodução

Sob o comando de Tite, Brasil recupera o bom futebol e chega para a Copa do Mundo como uma das equipes favoritas ao título.

Depois de uma campanha medíocre em quase todo o primeiro turno das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo da Rússia sob o comando de Dunga – em sua segunda passagem pelo comando da seleção nacional –, mudanças foram feitas e Tite – que deveria ter substituído Felipão imediatamente após o final da Copa de 2014 – assumiu a equipe e com uma inesperada arrancada, conquistou o primeiro lugar na fase eliminatória e agora, cabeça de chave, chegará à Rússia cheio de moral para medir forças com Suíça, Costa Rica e Sérvia, seus adversários no Grupo E.

 

Brasil

A sexta colocação no primeiro turno das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo – além do péssimo futebol apresentado – custou a Dunga, capitão do tetra em 1994, seu emprego de treinador do time nacional. Chamado para “segurar o rojão”, Tite tinha 12 jogos pela frente para, pelo menos, colocar o Brasil na repescagem. Fez mais que isso.

Foi uma campanha invicta a partir da chegada dele: 10 vitórias e 2 empates que deram ao Brasil o primeiro lugar na classificação e mostraram ao mundo que, apesar de tudo que aconteceu em 2014, o futebol brasileiro ainda estava vivo.

O novo técnico apostou em jogadores como Paulinho, Renato Augusto, Daniel Alves e Miranda para serem a espinha dorsal de sua seleção. Com eles em campo, o bom futebol de Neymar, Coutinho e William com a amarelinha voltou a aparecer e Gabriel Jesus se firmou como o centro-avante que a seleção tanto precisava.

Jogando de forma moderna, compactada, com triangulações e em alta intensidade, a seleção brasileira recuperou o prestígio perdido e hoje, ao lado de Alemanha e França, é a grande favorita para a conquista do título.

 

Suíça

Com 90% de aproveitamento na fase de grupos das Eliminatórias Européias, foi por muito pouco que a Suíça não chegou à Copa do Mundo como cabeça de chave – após uma campanha quase perfeita que teve 9 vitórias e apenas 1 empate. A derrota para Portugal na última rodada do Grupo B, levou os suíços para a repescagem contra a Irlanda do Norte e a uma classificação no sufoco – vitória por 1 a 0 (pênalti) no jogo de ida e empate sem gols no de volta.

Sob o comando do técnico Vladmir Petkovic, mudou seu tradicional estilo de jogo (ferrolho e contra-ataque) e passou a jogar mais com a bola nos pés, aproveitando-se mais do talento de seus jogadores campeões do Mundial Sub-17 em 2009 – como o lateral Ricardo Rodríguez, do Milan, o meia Xhaka, do Arsenal, e o atacante Seferovic, do Benfica – além de se utilizar da experiência de “veteranos”, como o lateral Lichtsteiner, da Juventus, e o zagueiro Djourou, ex-Arsenal.

Apostando muito no talendo do meia Xherdan Shaqiri, do Stoke City – “bola de segurança” da equipe e capaz de decidir a partida em uma jogada –, os helvéticos chegam à Copa do Mundo com potencial para complicar a vida do Brasil no Grupo E.

 

Costa Rica

Supresa no Brasil em 2014, a Costa Rica chegará à Rússia envelhecida e sem novidades. Nomes como o goleiro Keylor Navas (Real Madrid) e do meia Bryan Ruiz (Sporting) já são mais conhecidos do mundo.

Para chegar a sua quinta Copa do Mundo consecutiva, a Costa Rica do técnico Óscar Ramírez cumpriu seu papel de favorita – ao lado de Estados Unidos e México – e conquistou sua vaga. Mas sem brilho: em 10 jogos, foram apenas 4 vitórias, além de tropeços diante de Panamá e Honduras que poderiam te custado muito caro.

A equipe vem de uma série de 5 jogos sem vitórias – e sofreu uma goleada de 5 a 0 contra a Espanha. Apesar da grande campanha na Copa de 2014 – quando foi eliminada apenas nas quartas de final, contra a Holanda nos pênaltis, não empolga para 2018 – mesmo tendo sido semifinalista da Copa Ouro em 2017.

Com um time experiente – mas muito velho – chega como a grande zebra do grupo e com poucas chances de ir além da primeira fase.

 

Sérvia

Os sérvios não se classificaram para a Copa do Mundo de 2014 e também ficaram de fora da última Eurocopa – conquistada por Portugal. Nesse meio tempo foram campeões do Mundial sub-20 derrotando o Brasil em 2015. A classificação para a Copa do Mundo da Rússia é um retorno da seleção aos principais torneios. Mas não foi exatamente um “passeio”.

Com uma campanha equilibrada – mas que não empolgou ninguém – a Sérvia se classificou em primeiro lugar no Grupo D, que contava também com as seleções de País de Gales, Áustria, Irlanda, Moldávia e Geórgia, obtendo 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota.

Com a classificação garantida para a Copa do Mundo, o técnico Slavoljub Muslin deu lugar a Mladen Krstajic que trocou o cauteloso 3-6-1 (que virava um 3-4-3) pelo ofensivo 4-5-1 dando mais chances a jovens como Milinkovic-Savic, da Lazio e que foi destaque no título em 2015.

Liderada pelo meia Nemanja Matic (Chelsea), a Sérvia retorna a uma Copa do Mundo oito anos depois de sua última participação (2010) disposta a apagar a má-impressão daquela ocasião, quando não passou da fase de grupos.

 

Quem avança

Difícil acreditar que o Brasil não se classifique no grupo. As chances de não conquistar o primeiro lugar são pequenas. O problema, para o Brasil, começa a partir da segunda fase, quando, em teoria, enfrentará equipes mais qualificadas (o calendário apertado deu a Tite poucas oportunidades para colocar a seleção brasileira frente a frente aos grandes europeus e isso pode pesar negativamente durante a Copa).

Para a segunda vaga do grupo, Sérvia e Suíça devem “se matar” para seguir adiante – com ligeira vantagem para a Suíça, que chegará à Rússia um pouco mais “organizada”. A Costa Rica deve ser o fiel da balança do grupo. Navas não será o bastante para manter o time vivo na Copa e quem perder pontos para os costarriquenhos poderá ver a sua classificação escorrer pelo ralo.

 

Continuando

Amanhã daremos continuidade a nossa série de artigos sobre a Copa do Mundo, analisando o Grupo F formado por Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul.

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