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Masters 1000 de Monte Carlo: Rei do saibro, Rafael Nadal enfrenta maior desafio da temporada em retorno ao circuito

Foto: Manuel Queimadelos Alonso/Getty Images

Defendendo 4.680 pontos na terra batida, espanhol é colocado mais uma vez contra parede; qual será sua reação?

A temporada do saibro na ATP finalmente dá as caras nesta segunda-feira (16 de abril) com a abertura do Masters 1000 de Monte Carlo, em Mônaco. O torneio no Principado abre oficialmente a jornada na terra batida, que em dois meses ainda contará com os importantes ATP 500 de Barcelona, Masters 1000 de Madrid e Roma e ainda o Grand Slam de Roland Garros. Depois de faturar praticamente tudo em 2017, o espanhol Rafael Nadal tem a árdua missão de defender incríveis 4.680 pontos no piso que é considerado o seu predileto. O problema é que o Touro Miúra vem de lesões, que o afastaram das competições desde o Aberto da Austrália, em janeiro. Depois de retornar às quadras na semana passada, sendo fundamental na vitória da Espanha sobre a Alemanha nas quartas de final da Copa Davis, o atual líder do ranking terá sua prova de fogo. Será que ele se tornará o primeiro tenista a conquistar pela primeira vez 11º títulos em um único torneio? Confira tudo sobre a gira europeia!

 

Pressionado

Saibro e Rafael Nadal são sinônimos de conquistas. É este o espírito do espanhol, que depois de renascer na temporada passada, ganhando nada menos do que quatro dos cinco torneios disputados na terra batida, terá que repetir o feito. Se já não bastasse a própria cobrança pelo alto desempenho, o Touro Miúra, que recentemente atingiu a 170ª semana na liderança do ranking da ATP, empatando com John McEnroe, depende de um mais uma conquista para segurar a primeira posição. Isso porque ele defende o título de Monte Carlo e ao mesmo tempo está 100 pontos acima de Roger Federer, o segundo colocado e que está fora gira europeia por opção própria. Assim, cada partida realizada pelo jogador de Mallorca será decisiva.

Convivendo com lesões desde o Aberto da Austrália, Nadal volta ao circuito depois de ajudar seu país a vencer a Alemanha na Copa Davis, superando Philipp Kohlshreiber e Alexander Zverev, respectivamente. Apesar de estar se sentindo bem, como fez questão de afirmar em entrevistas recentes, ele ainda não atingiu o auge de sua forma física. Mas isso será o suficiente para vencer em Mônaco?

 

Os adversários

Se já não bastasse a pressão natural por defender o título de Monte Carlo, onde pode ser tornar o primeiro tenista na Era Aberta do Tênis a alcançar pela primeira vez 11 troféus de uma mesma competição, Rafael Nadal está numa chave que promete ser duríssima. Isso porque o espanhol pode encontrar Novak Djokovic, ex-número 1 e que ainda busca a melhor forma física, ou mesmo Dominic Thiem, uma das ameaças na gira do saibro do ano passado, já nas quartas de final.

Cabeça de chave número 9, Djoko tem seu desempenho ainda visto com certa desconfiança. Facilmente batido nos Masters 1000 de Indian Wells e Miami, o sérvio briga para retomar a confiança dentro de quadra. Até por isso, o bicampeão do torneio (2013 e 2015) aposta na retomada de uma parceria de 11 anos com o técnico eslovaco Marian Vajda para voltar ao caminho das vitórias.

Já Dominic Thiem, sétimo colocado na ATP, é sem dúvida uma real ameaça ao reinado de Nadal por conta do que fez em 2017. Isso porque o austríaco de 24 anos é assumidamente um dos bons nomes no saibro e porque foi um dos responsáveis por quebrar a sequência 17 vitórias consecutivas do espanhol no ano passado, superando-o nas quartas de Roma. Resta saber se o garoto, que acaba de se recuperar de uma lesão no tornozelo, estará 100%.

 

Correndo por fora

Apesar da ausência de Roger Federer, o Masters 1000 de Monte Carlo tem tudo para ser um torneio bastante interessante já que quatro jogadores do Top 5 estão inscritos: Rafael Nadal (1º), Marin Cilic (3º), Alexander Zverev (4º) e Grigor Dimitrov (5º).

Os olhos da mídia e dos torcedores estão obviamente voltados para a performance do Touro Miúra, mas é bom ficarmos atentos ao jogo de Cilic, que já pega uma pedreira na estreia. O croata, vice-campeão do Aberto da Austrália, enfrenta o vencedor do duelo entre o espanhol Fernando Verdasco, vice do Rio Open 2018 e que está próximo de sua vitória de número 500 no circuito, e o uruguaio Pablo Cuevas.

Quem também entra com boas ambições é Kyle Edmund, que desde a lesão de Andy Murray no quadril, vem sendo o número 1 da Grã-Bretanha na ATP. Vindo de um vice-campeonato no Marrocos, o britânico acaba de atingir sua melhor colocação no ranking – 23º colocado. Será que ele manterá o alto desempenho? É o que vamos conferir!

 

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