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Guia do Mundial Masculino de Vôlei: confira palpites, prognósticos, favoritos e muito mais

Seleção Brasileira de Vôlei Masculino
Foto: Tarso Sarraf/Inovafoto/CBV

Competição será realizada na Itália e na Bulgária a partir deste domingo (9) e conta com as 24 melhores seleções do planeta

Acabou a espera. Considerada pelo fanático como uma competição tão importante quanto a Olimpíada, o Mundial Masculino de Vôlei já está prestes a erguer a bola. A competição será disputada desta vez na Itália e na Bulgária, que recebe os primeiros jogos neste domingo (9). A abertura será em Roma, às 15h30 (de Brasília), com um Itália x Japão ao ar livre no tradicionalíssimo Foro Itálico. O Ganhador conta (e analisa) tudo o que é necessário saber para a competição.

O que esperar do Brasil?

A seleção brasileira chegou às finais das últimas quatro edições do Mundial. A equipe foi campeã em 2002, 2006 e 2010, com um vice em 2014 diante da fortíssima Polônia, a vencedora de então. O desempenho da seleção nesta edição tem ares de incógnita, embora o técnico Renan dal Zotto demonstre otimismo. “A seleção teve um período bom de treinamento e consequentemente vai se apresentar melhor fisicamente e mais bem estruturada taticamente para esta nova fase da temporada”, afirmou Renan, que está na Alemanha com a equipe para dois amistosos com o país anfitrião nesta sexta (7) e no próprio domingo (9), na cidade de Dresden.

Vale repassar quem são os convocados do Brasil para o Mundial. Muitos talvez sejam desconhecidos do grande público. Os levantadores serão Bruninho e William; os opostos desta vez serão Wallace e Evandro. Os demais jogadores são os centrais Lucão, Maurício Souza, Éder e Isac, os ponteiros Lipe, Lucas Lóh, Douglas e Kadu, e os líberos Thales e Maique.

O Brasil integra o Grupo B e enfrenta Egito, França, Holanda, Canadá e China na cidade de Ruse, na Bulgária. “A ideia é chegar ao Mundial da melhor maneira possível, dentro das nossas possibilidades. É um campeonato extremamente difícil, onde já temos um primeiro grupo bastante equilibrado. É importante começar forte desde a primeira partida e crescer cada vez mais, jogo a jogo, para chegar à reta final com condições de disputar um título”, finalizou o treinador.

Quem merece atenção

A ordem de forças do vôlei masculino ficou bem clara depois da edição da Liga das Nações disputada no final de julho. O título da Rússia não foi obra do acaso. A equipe está forte como poucas outras na história recente da modalidade, com os ataques descomunais de Volkov e o bloqueio absurdo de Muserskiy. Não há o que discutir sobre o favoritismo russo neste Mundial. O MVP da Liga das Nações, Anthony Mikhaylov, também merece menção.

Na nossa avaliação, um pouco depois, aparecem os Estados Unidos, que não conquista o Mundial desde 1986. O time americano também poderia conquistar o título da Liga das Nações, não fosse uma derrota no limite para a França na semifinal, com um 15/13 no tie-break. Vale demais observar o desempenho do oposto Anderson e de Sander, um dos melhores atacantes da atualidade.

Não dá para deixar de citar também a França, uma seleção que poderia até estar acima da Rússia não fosse a lesão do polêmico Ngapeth. Ele está com problemas no abdômen e sua participação no Mundial está correndo sério risco – mesmo que atue, não será no auge das suas condições físicas. Uma pena, pois a França tem um timaço, com as sempre positivas presenças de Le Roux e Toniutti.

Depois aparece o Brasil, que realmente vai precisar reverter os prognósticos atuais para ter chances de título. Em uma análise inicial, Rússia, Estados Unidos e França brigam pelos três lugares do pódio. Um pouco depois aparecem Brasil, Polônia, Sérvia (seleções que costumam crescer no Mundial) e a anfitriã Itália (apenas por jogar em casa).

Como será o Mundial de Vôlei Masculino na Itália e Bulgária

Período: de 9 a 30 de setembro
  • Grupo A – Argentina, Bélgica, Eslovênia, Itália, Japão e República Dominicana
  • Grupo B – Brasil, Canadá, China, Egito, França e Holanda
  • Grupo C – Austrália, Camarões, Estados Unidos, Rússia, Sérvia e Tunísia
  • Grupo D – Bulgária, Cuba, Finlândia, Irã, Polônia e Porto Rico

Sistema de disputa

Cada seleção enfrenta as adversárias do seu grupo, e as quatro melhores avançam para a segunda fase (carregando os resultados da primeira como critério de desempate). Os países dos grupos A e C formam um outro grupo, assim como os do B e D.

Os líderes de cada uma dessas chaves subsequentes seguem na disputa, assim como os dois melhores segundos colocados no geral. Vem então a última fase de grupos, com os dois melhores de cada chave avançando às semifinais e à decisão.

 

Jogos do Brasil na 1ª fase

Quarta-feira, 12 de setembro
  • 13:00 – Brasil x Egito
Quinta-feira, 13 de setembro
  • 16:30 – Brasil x França
Sábado, 15 de setembro
  • 16:30 – Brasil x Holanda
Segunda-feira, 17 de setembro
  • 16:30 – Brasil x Canadá
Terça-feira, 18 de setembro
  • 16:30 – Brasil x China

 

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