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2ª fase do Mundial Masculino de Vôlei: confira palpites, prognósticos e muito mais na nossa prévia

Seleção Brasileira de Vôlei Masculino
Foto: Tarso Sarraf/Inovafoto/CBV

Brasil supera as expectativas e escapa de “grupo da morte”, caminhando para uma classificação segura para a terceira fase

O Brasil está com um rendimento acima do esperado no atual Mundial Masculino de Vôlei que é jogado na Itália e na Bulgária. Com quatro vitórias em cinco jogos, a equipe comandada por Renan dal Zotto superou França, Canadá, Egito e França, só tropeçando mesmo na Holanda nesta fase inicial. O resultado geral é dos mais animadores: a seleção se classificou para a segunda etapa do Mundial como a líder da sua chave, deixando a França em segundo e mandando os Azuis para uma sequência muito mais complicada.

A equipe brasileira agora integra o Grupo F, enfrentando Bélgica, Eslovênia e Austrália, adversários bem mais acessíveis que os do Grupo H, com França, Polônia, Sérvia e Argentina.

 

Wallace é destaque

A seleção brasileira chegou às finais das últimas quatro edições do Mundial. A equipe foi campeã em 2002, 2006 e 2010, com um vice em 2014 diante da fortíssima Polônia, a vencedora de então. E quem está animando o atual grupo para repetir esses resultados é o oposto Wallace, que coleciona boas atuações neste campeonato. Contra a China, no fechamento da primeira fase, ele foi o maior pontuador da partida, com 21 acertos, seguido por Douglas Souza, com 13.

“Sabemos agora quais times podemos enfrentar, seja saindo em primeiro, seja saindo em segundo. O importante era sair com o máximo de pontos possíveis desta fase, sabemos que carregamos os pontos. Um ponto perdido contra a China, por exemplo, lá na frente poderia fazer falta. Era importante, após a derrota contra a Holanda, sairmos com a ‘cartela cheia’. Sair do momento complicado e fazer esses seis pontos que nos deixam na briga. Essa é a hora de crescermos e melhorarmos, pois a segunda fase será ainda mais difícil que essa primeira”, analisou o levantador Bruninho.

“Assim que acabou o jogo contra a França, falamos que não poderíamos cair na armadilha de ter vencido, que teríamos outras boas equipes para enfrentar pelo caminho. Como dizemos, não existe mais adversário fraco, qualquer equipe pode complicar um jogo, como a China fez no começo”, seguiu o central Lucão. “Tudo que foi conversado, conseguimos encaixar dentro de quadra e a equipe cresceu. Espero que esse crescimento continue para seguirmos bem na próxima fase.”

“Os outros times sabem o que estão fazendo, então, com o passe quebrado, não vão enfrentar nosso bloqueio”, afirmou Maurício Souza, também central. “Com o passe na mão, fica um pouco mais complicado de chegarmos, estão explorando. Mas podemos evoluir sim nesse fundamento. Vamos trabalhar e treinar para crescermos.”

Bem ao seu estilo, o técnico Renan prevê muitas dificuldades: “As três seleções que vamos enfrentar chegaram aqui por méritos e estão no seu melhor momento dentro da competição após uma primeira fase muito boa. É preciso ter todo cuidado com as três equipes”, afirmou.

Para ele, a estreia contra a Austrália já será uma pedreira: “A Austrália fez um bom jogo contra uma das seleções mais fortes da atualidade, que é a equipe dos Estados Unidos, fazendo um resultado de 3 sets a 2. Eles têm um time alto e que tem o ataque como uma arma forte. Temos que encarar esse primeiro jogo da nova fase como uma primeira grande final”.

 

E as demais potências?

Como já analisamos, o Brasil tem sido uma das surpresas positivas deste Mundial. Seguindo a lógica encarada antes do campeonato, era de se imaginar que a equipe ficasse atrás da França em seu grupo.

Ainda mais surpreendente que o Brasil tem sido a invicta Itália, com cinco vitórias até aqui, deixando para trás até a poderosa Rússia, que terminou sua chave na terceira colocação, com três vitórias e duas derrotas.

A Polônia também está 100% e agora abala as estruturas do “grupo da morte”, ao lado de Sérvia, França e Argentina. Trata-se de uma chave das mais fortes da história do Mundial. Outra seleção que merece menção pela sua invencibilidade é a dos Estados Unidos. E as surpresas são Holanda e Irã, que acumulam quatro vitórias e uma derrota e prometem complicar a vida dos favoritos nas suas chaves.

 

Como será a 2ª fase do Mundial de Vôlei Masculino na Itália e Bulgária

Período: até o dia 23 de setembro
  • Grupo E – Itália, Holanda, Rússia e Finlândia
  • Grupo F – Brasil, Bélgica, Eslovênia e Austrália
  • Grupo G – EUA, Irã, Bulgária e Canadá
  • Grupo D – Polônia, Sérvia, França e Argentina

 

Sistema de disputa

Os times carregam os resultados da primeira fase na disputa desta segunda etapa da competição. Os líderes de cada uma dessas chaves subsequentes seguem na disputa, assim como os dois melhores segundos colocados no geral. Vem então a última fase de grupos, com duas chaves de três equipes – os dois melhores de cada chave avançam às semifinais, com os ganhadores chegando à decisão.

 

Jogos do Brasil na 2ª fase do Mundial

Sexta-feira, 21 de setembro
  • 12:00 – Brasil x Austrália
Sábado, 22 de setembro
  • 15:30 – Brasil x Eslovênia
Domingo, 23 de setembro
  • 15:30 – Brasil x Bélgica

 

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