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Paixão Nacional: Nenhuma novidade

Voltamos ao mesmo assunto, mas a 16ª rodada do Campeonato Brasileiro segue mostrando o óbvio: não adiantra trocar o técnico se a estrutura do clube está errada. E nem todos os técnicos são como Abel Braga – que tem feito milagre com o limitadíssimo elenco do Fluminense.

Semana passada, Pachequinho do Coritiba, Roger Machado do Atlético-MG e Alexandre Gallo do Vitória não resistiram à sequência ruim de resultados e foram demitidos. O caso de Gallo serve para ilustrar melhor o pensamento da cartolagem brasileira: há cerca de 2 meses no cargo, ele, na verdade, mal teve tempo de conhecer o elenco com o qual iria trabalhar. Ainda buscava uma forma de extrair o melhor do Vitória que tem, sim, um time horroroso e – não importa quem assine a súmula como técnico –, deverá ser rebaixado no final do ano. Na primeira e inevitável sequência ruim, a diretoria achou por bem entregar a cabeça do “professor” para a torcida e, quem sabe, diminuir a sua irritação com o elenco de qualidade duvidosa montado pela mesma diretoria que contratou e demitiu Gallo.

Faltando ainda o jogo entre São Paulo e Grêmio hoje à noite, uma rápida olhada na tabela do Brasileirão mostra que as mudanças não surtiram nenhum efeito – em alguns casos houve até uma piora, como , por exemplo, o Atlético-PR que voltou a flertar com a zona do rebaixamento após a saída de Eduardo Baptista que, se não fazia um trabalho brilhante, pelo menos mantinha a equipe longe do Z-4 – de onde, sempre é bom lembrar, ele a tirou quando assumiu o cargo. Coritiba, Vitória e Atlético-MG (além, é claro, do Atlético-PR) perderam na rodada. Do grupo de clubes que trocaram de comando durante a temporada, apenas a Chapecoense venceu (o Vitória, que foi pro jogo “sem técnico”).

O único que aparenta ter se dado bem com uma mudança de comando foi o Sport que, apesar da derrota para o Palmeiras ontem, parece ter se encontrando no Brasileirão com o “profexô” Vanderlei Luxemburgo e pode, verdadeiramente, acreditar no “pojeto” de conseguir uma vaga no G-6. Um resultado que poderá ser considerado “fabuloso” pelo Sport ao final da temporada.

Dorival Junior, à frente do São Paulo, tentará hoje à noite, no Morumbi, contra o Grêmio, vice-líder do Brasileiro, entrar para o clube das trocas que deram certo e sentar na mesma mesa que Luxemburgo. Não será fácil, mas também não será impossível.

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