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Entenda por que 2018 pode entrar para a história da Superliga Feminina de Vôlei

Dentil Praia Clube Superliga Feminina de Vôlei
Foto: Divulgação Dentil/Praia Clube

Possibilidade de título do Dentil/Praia Clube pode encerrar a dinastia de Rio e Osasco. Poucos lembram quando foi o último ano sem conquista de nenhum desses dois clubes…           

A Superliga Feminina de Vôlei vai viver um 2018 de expectativa rara. A primeira grande questão vai ser saber se o Dentil/Praia Clube, hoje o líder invicto da temporada, vai manter o ritmo e avançar na competição como muitos esperam. A equipe está realmente jogando de maneira fantástica. Ganhou todas as 13 partidas que fez, e um detalhe deixa a campanha das meninas de Minas ainda mais brilhante: dessas 13 vitórias, nada menos que 11 foram obtidas por 3 sets a 0, e somente duas partidas precisaram de quatro sets para terminar. A superioridade do Praia Grande é tamanha que o time jamais foi ao tie-break nesta Superliga.

 

História pura

Sediado na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, o Praia Clube entrou na Superliga Feminina na temporada 2008/2009 – ou seja, bem no meio da dinastia vivida entre as tradicionais equipes de Rio de Janeiro e Osasco.

O Praia Clube é hoje comandado pelo experiente treinador Paulo Coco, assistente de José Roberto Guimarães nos títulos olímpicos de 2008 e 2012. E é uma verdadeira seleção que ele tem hoje em mãos.

Todas as suas titulares ou têm largas passagens pela seleção brasileira ou estão jogando realmente em um nível selecionável. O grande destaque da equipe é na posição de central, com as brilhantes Walewska e Fabiana, dupla que marcou época na seleção brasileira e que agora tem sido uma muralha para as adversárias. As posições de oposta e ponteira contam com jogadoras igualmente qualificadas como a americana Fawcett e as também gabaritadas Amanda, Fe Garay e Claudinha. A líbero é Suellen – outra de ampla trajetória na seleção.

A excelente campanha não faz o comandante Paulo Coco cruzar os braços. Para ele, de nada vai importar a trajetória até aqui se o time não fizer aquilo que dele se espera nos mata-matas, a partir de março.

“Tivemos um crescimento muito grande, não há dúvidas sobre isso. Alguns setores melhoraram demais, nosso volume de jogo é outro. A nossa média de bloqueio por jogo é interessante. Mas ainda podemos evoluir. Nosso saque vinha bem, mas em algumas partidas erramos bastante, e essa insegurança nos complica”, analisou o treinador.

“Ainda precisamos de mais regularidade e consistência em todos os fundamentos. Estamos alternando, em alguns momentos. Não adianta só bloquear e defender, é preciso atacar e sacar bem. Potencial para crescer nós temos, assim como um caminho gigantesco a ser percorrido para estar no mais alto nível”, concluiu Paulo Coco.

Ele pode entrar para a história ao ser o técnico da primeira equipe campeã da Superliga Feminina sem ser Osasco ou Rio de Janeiro. Talvez nem o mais fanático por vôlei lembre qual foi o último ganhador da competição sem ser nenhum desses clubes – vamos ajudá-los.

A última conquista da Superliga a não ficar nem em Osasco e nem no Rio de Janeiro foi a da temporada 2001/2002, quando o Minas Tênis Clube ganhou aquela taça. A decisão ocorreu diante do Osasco. Ou seja: o que o Dentil/Praia Clube está se credenciando a conquistar é algo que não ocorre há mais de 15 anos.

Neste período, o Osasco levantou o troféu em quatro finais, enquanto o Rio ficou com as outras dez taças. Impressionante.

 

Chance de reação

É claro que o Sesc-RJ, comandado por Bernardinho, e o Vôlei Nestlé, do técnico Luizomar de Moura, merecem atenção máxima. Os dois times têm boas chances de reagir no returno – e especialmente nos mata-matas.

O Sesc-RJ merece um olhar todo especial. A campanha da equipe só não é 100% porque houve a derrota para o Praia Clube. São 12 vitórias e uma única derrota até aqui. O time de Osasco oscilou um pouco mais, mas o momento que exige de fato a regularidade é o playoff que o time conhece tão bem. O momento da equipe de Luizomar demonstra 9 vitórias e 4 derrotas, apenas um resultado favorável a mais que o Camponesa/Minas, que aparece com 8-5 e boas chances de atingir a semifinal e tentar lutar contra as equipes que vêm mais à frente.

 

Jogos da 3ª rodada do returno da Superliga Feminina

Sábado, 9 de janeiro

  • 18:30 – Bauru x BRB/Brasília – Palpite: Bauru
  • 19:30 – Hinode Barueri x Sesi-SP – Palpite: Barueri
  • 19:30 – Nestlé x São Cristóvão Saúde/São Caetano – Palpite: Nestlé
  • 20:00 – Sesc-RJ x Renata Valinhos/Country – Palpite: Sesc
  • 20:00 – Camponesa/Minas x Fluminense – Palpite: Minas

Sábado, 23 de janeiro

  • 19:30 – Dentil/Praia Clube x Pinheiros – Palpite: Praia Clube

 

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