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Tênis: Raio-X da temporada 2018 da ATP

Foto: AP Photo/Andy Wong

Com Big Four de volta, chave masculina promete ser uma das mais competitivas dos últimos anos; surpresas de 2017 tentam mostrar protagonismo

No tênis é assim: o ano nem virou e a maioria dos atletas já está na corrida contra o tempo para entrar em forma visando a próxima temporada. E como de costume, teremos três torneios abrindo logo no dia primeiro de janeiro de 2018 o ano da Associação dos Tenistas Profissionais. Com o Big Four – Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Murray – de volta e boas surpresas como Alexander Zverev e Dominic Thiem, a corrida pelo posto de número 1 da chave masculina tem tudo para ser uma das mais concorridas das últimas jornadas. Confira o raio-x de 2018!

 

O calendário

A temporada dá início com três ATPs 250 simultaneamente em janeiro – Brisbane, Doha e Pune -, mas as atenções estão todas voltadas para o primeiro Grand Slam do ano, no Melbourne Park. O Aberto da Austrália, que ocorre de 15 a 28 do próximo mês, é o primeiro grande desafio da elite, que ainda terá mais três torneios valendo a pontuação máxima de dois mil pontos, como o Aberto da França, em maio; Wimbledon, em julho; e finalmente o Aberto dos Estados Unidos, em agosto.

Ao todo, o calendário da ATP terá 47 semanas, indo até o dia 23 de novembro, com a final da Copa Davis. Por falar na competição entre países organizada pela ITF (Federação Internacional de Tênis), serão mais três datas ao longo de 2018: os finais de semana dos dias 2 de fevereiro, 6 de abril e 14 de setembro.

Além da Davis e dos quatro Grand Slams, os tenistas terão pela frente nove Masters – Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madrid, Roma, Toronto, Cincinnati, Xangai e Paris – , que são disputados em quadra rápida e no saibro. Ao todo, são 68 torneios de ordem ATP 250 (42); ATP 500 (13); Masters 1.000 (9) e Grand Slam (4). Ao final do ano, teremos o ATP Finals, que reúne os oito melhores do ranking em Londres.

 

Minitemporadas

Muitos dos tenistas de elite ainda não definiram o calendário todo para 2018, mas muitos focam em minitemporadas visando os torneios mais importantes do ano. Se Brisbane e Doha são as competições consideradas importantes para ganhar ritmo para o Aberto da Austrália, o Rio Open e o ATP 500 de Barcelona são chaves para a gira no saibro, que conta com três Masters em pouco mais de um mês – Monte Carlo, Madrid e Roma – e que termina em Paris, com Roland Garros. Já a temporada na grama começa com os tradicionais Queens e Halle até desencadear nas quadras do All England Club com Wimbledon. Os torneios em piso duro em Toronto e Cincinnati são boas preparações para o Aberto dos Estados Unidos, o último GS do ano.

 

Big Four

Depois de Rafael Nadal, que terminou o ano como número 1, e Roger Federer, maior vencedor de GS com 19 conquistas, dividirem as atenções ganhando dois Grand Slams cada – o espanhol venceu Roland Garros pela décima vez e faturou em Nova Iorque, enquanto o suíço ganhou o torneio na Austrália e conquistou o octa em Wimbledon –, a chave masculina promete ser bem mais intensa com o retorno de outros dois gigantes.

Recuperado de lesão no cotovelo que o afastou das quadras durante todo o segundo semestre, Novak Djokovic é nome certo para brigar pelo topo. O sérvio retorna às competições em Abu Dhabi, mas sua grande ambição é o Aberto da Austrália, onde é o maior vencedor com seis títulos.

Outra importante figura do tênis mundial tem tudo para fazer frente ao Touro Miura e Federer é Andy Murray. Assim como Djoko, o britânico parou mais cedo neste ano para tratar de uma lesão no quadril. Porém, o bicampeão olímpico – 2012 e 2016 – espera recuperar o tempo perdido.

 

As surpresas

Enquanto Djokovic e Murray estiveram fora, alguns bons nomes apareceram no Top 10. Dos cinco estreantes no ranking ao fim de 2017, quem tem mais chances de evolução é Alexander Zverev, de apenas 20 anos. O alemão conquistou os Masters de Roma e Montreal e outros três ATPs.

Outro estreante, porém, com mais casca, é Grigor Dimitrov, de 26 anos. O búlgaro, que pela primeira vez ganhou um Masters – o de Cincinnati -, coroou seu ano ao vencer o ATP Finals, em Londres.

Quem também se destacou foi Dominic Thiem. Quinto colocado no ranking e atual campeão do Rio Open, o austríaco pode se gabar por ter sido o único tenista a bater Rafael Nadal no saibro – nas quartas de final de Roma – , onde sabemos que o espanhol é praticamente imbatível.

Entre os mais experientes que podem fazer frente ao Big Four, destaque para o argentino Martin Del Potro, que voltou a fazer uma temporada completa após sérias lesões, e Stan Wawrinka, que retorna às quadras depois de uma cirurgia no joelho.

 

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