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Superstição? Roger Federer repete “preparação campeã” e retorna à Copa Hopman em 2018

Foto: AP Photo/Tim Ireland

Depois de 14 anos de ausência, suíço disputa pela segunda temporada consecutiva o torneio-exibição entre países na Austrália

Você já ouviu falar naquela expressão “em time que está ganhando não se mexe”? Bom, no caso do multicampeão Roger Federer, o ditado está mais para um torneio que foi o pontapé inicial de um 2017 brilhante na Associação dos Tenistas Profissionais! Depois de um ano excepcional, voltando a ganhar dois Grand Slams – Aberto da Austrália e Wimbledon – e terminando na segunda posição do ranking da ATP, o suíço volta a encarar a Copa Hopman, torneio-exibição onde no ano passado ele começou sua caminhada rumo a uma temporada quase perfeita. Dá só uma olhada no resumo da competição que está em sua 30ª edição e que vai até o dia 6 de janeiro em Perth, na Austrália.

 

A fera

Há um ano, quando Roger Federer voltava de uma complicada lesão no joelho esquerdo, que culminou em seis meses fora das quadras e em seu primeiro procedimento cirúrgico em toda carreira, o suíço surpreendeu até os mais otimistas a fazer uma temporada impecável. Escolhendo a dedo cada torneio – optou por não jogar, por exemplo, a temporada no saibro e consequentemente Roland Garros – , o maior vencedor de GS da história com 19 conquistas voltou a levantar as taças do Aberto da Austrália e Wimbledon. Ele ainda venceu os Masters 1.000 de Indian Wells, Miami e Xangai, além do ATP 500 de Basel, em sua terra natal.

A enxurrada de títulos fez Federer atingir a incrível marca de 95 conquistas como profissional e a segunda posição entre os maiores campeões da era moderna de tênis, que tem Jimmy Connors na liderança com 109 troféus.

Aos 36 anos e com muita “lenha para queimar” ainda na ATP, o suíço aposta na Copa Hopman, um torneio-exibição, para entrar com tudo em 2018 e ainda mirando o Aberto da Austrália, que começa em duas semanas. Ele repete a parceria do ano passado na pré-temporada com a compatriota Belinda Bencic, de apenas 20 anos e atualmente em 74º no ranking da WTA.

A boa notícia é que o suíço já estreou com o pé direito na competição, vencendo no último sábado o japonês Yuichi Sugita por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/3. Ele ainda faturou o jogo de duplas mistas ao lado de Bencic, batendo Sugita e Naomi Osaka de virada, por 2×1, parciais de 2×4, 4×1 e 4×3. A Suíça lidera o Grupo B do campeonato com três vitórias, já que Bencic também ganhou seu primeiro jogo.

 

O formato

Considerado um torneio-exibição e disputado entre países – são 16 tenistas -, a Copa Hopman não vale pontos para os rankings da ATP e WTA, mas é levada bastante a sério pelos tenistas. Prova disso é a participação de diversos Tops, como o próprio Roger Federer, e sua longevidade, já que em 2018 a competição completa 30 anos.

O formato é simples. São dois Grupos – A e B – com quatro países cada. Cada nação conta com dois jogadores – um masculino e um feminino. Há jogos de simples entre homens, mulheres, que são disputados no formato normal de três sets, e duplas mistas, que apesar de também serem jogados em três sets, vence quem atingir quatro games. Depois de os quatro países de cada chave se enfrentarem dentro de seus grupos, os dois líderes do “A” e “B” fazem a final no dia 6, em Perth.

A competição conta neste ano com a anfitriã Austrália, Bélgica, Canadá e Alemanha no Grupo A, e Suíça, Estados Unidos, Rússia e Japão, no Grupo B.

 

As feras II

Roger Federer, como não poderia deixar de ser, é a “menina dos olhos” do torneio, mas a Copa Hopman possui nomes de respeito atuando na 30ª edição. O jovem alemão e um dos contados para acabar com a hegemonia do Big Four – Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray – na temporada, Alexander Zverev, comanda a Alemanha, que ainda conta com Angelique Kerber – campeã do Aberto da Austrália e dos Estados Unidos em 2016. O Grupo A ainda tem David Goffin e Elise Mertens pela Bélgica; Vasek Pospisil e Eugenie Bouchard pelo Canadá; e Thanasi Kokkinakis e Daria Gavrilova, representando o país-sede.

Já na chave B, os norte-americanos Jack Sock e Coco Vandeweghe, atuais vice-campeões do torneio, são as principais ameaças a Federer e Bencic. O grupo ainda tem os russos Karen Khachanov e Anastasia Pavlyuchenkova e os japoneses Yuichi Sugita e Naomi Osaka.

 

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