Regionais

Sampaoli, Jardine, Diniz, Valentim e Ceni: quem sobreviverá aos estaduais?

Podem cair

A temporada 2019 ainda nem começou mas já é possível dizer quem são os técnicos com mais chances de chegarem desempregados ao Brasileirão

Fotos: Reprodução

O ano está chegando ao fim e a temporada 2019 começará trazendo consigo os amados – e odiados – campeonatos estaduais. Nacionalmente conhecidos como “máquinas de demitir técnicos”, alguns dos principais estaduais do ano que vem terão grandes atrativos em seus bancos de reservas – como, por exemplo Jorge Sampaoli e André Jardine em Santos e São Paulo; Fernando Diniz e Alberto Valentim à frente de Fluminense e Vasco e Rogério Ceni rumo à sua segunda temporada no Fortaleza. E embora as casas de apostas ainda não tenham registro de odds para as chances de queda prematura de cada um deles, é possível traçar alguns prognósticos – conhecendo o modo como funciona o futebol brasileiro – e ter um norte em nossos palpites para o tradicional bingo dos técnicos que – não deveria –, mas faz parte da rotina dos nossos “professores”.

Melhores sites de apostas

Saque em

1-2

Dias

R$200

Bônus

+4

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

R$200

Bônus

+3

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

Transmissão

ao Vivo

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

R$200

Bônus

+2 More

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

R$777

Bônus

+8 More

Saque em 1-2 - Dias

Campeonato Paulista

André Jardine seguirá à frente do São Paulo?

Conhecido pelo bom trabalho que fez nas categorias de base do São Paulo, André Jardine é visto pela direção do clube como uma espécie de Fábio Carille do Morumbi. Trabalhando há algum tempo como auxiliar fixo no time principal, Jardine foi “preparado” para ser uma solução no comando técnico da equipe. A dúvida é se foi preparado por tempo suficiente. Quando assumiu o time na reta final do Brasileirão deste ano, sua primeira ação foi reconduzir Nenê ao time titular. É sabido que a insatisfação do meia com a reserva foi um dos fatores que provocaram a demissão de Diego Aguirre.

Jardine não tem currículo e nem títulos para se impôr sobre o experiente elenco do São Paulo e muito menos para vencer uma queda-de-braço dentro dos vestiários com Nenê, Diego Souza e Jucilei. A improvável volta de Hernanes ao Morumbi poderia dar ao treinador um importante aliado nos vestiários. Como isso não deverá acontecer, Jardine começa o ano com as maiores chances de ser demitido até o final do Campeonato Paulista – a menos que repita Fábio Carille em 2017 e vença o torneio.

 

Jorge Sampaoli terá o tempo que precisa em Santos?

Esqueçam a seleção argentina na Copa da Rússia. Aquilo foi um erro em todos os aspectos. Analisem Sampaoli pelo que fez na Unversidad de Chile e na seleção chilena. É este o técnico que o Santos contratou. Mas para que sua metodologia dê resultados, o treinador argentino precisa de tempo e este será seu maior desafio na Baixada Santista. Trabalhando com uma diretoria que mais atrapalha do que ajuda, Jorge Sampaoli seguirá vendo o Peixe perder jogadores com os quais gostaria de contar e ter reposições abaixo do esperado. Este foi um dos problemas enfrentados por Jair Ventura quando chegou à Vila Belmiro e não será diferente agora. Se tiver tempo, o professor conseguirá montar um time competitivo mesmo com atletas limitados tecnicamente.

Mas a paciência do torcedor brasileiro costuma ser curta com técnicos estrangeiros e por mais que Sampaoli tenha sido “carregado” pela torcida do Peixe em sua chegada ao Brasil, um fracasso no estadual e um início de Brasileirão vacilante podem determinar sua queda. De todo modo, as suas chances de cair ao final do Campeonato Paulista são pequenas… infinitamente menores que as de André Jardine.

 

Campeonato Carioca

Fernando Diniz é o nome para comandar o Fluminense?

Após um grande trabalho que levou o Audax ao título de vice-campeão paulista em 2016 jogando um futebol ofensivo e trabalhando um desenho tático abertamente inspirado no tiki-taka do Barcelona de Pep Guardiola, Fernando Diniz colecionou tropeços muito por conta de seu excessivo apego a um único modelo de jogo que, obviamente, precisa de (muito) tempo para ser assimilado e não se encaixa em qualquer tipo de elenco. O Atlético-PR foi campeão da Copa Sul-Americana usando muitos dos princípios implantados no elenco por Diniz, mas com adaptações estruturadas por Thiago Nunes que deram à equipe a consistência necessária para ser campeã.

Se entendeu a lição e está pronto para mudar alguns de seus dogmas, Diniz poderá ser a solução para o Fluminense. Mas seu tempo será curto. Contratado por Pedro Abade, o técnico não deverá encontrar muito respaldo na nova diretoria que deverá ser eleita em janeiro – segundo acordo que está sendo costurado entre as várias correntes políticas do clube para antecipar as eleições da nova diretoria.

Diante deste cenário, Diniz perde força. Se for bem sucedido no Campeonato Carioca, terá sido uma “escolha de consenso” entre os vários grupos que dominam os bastidores do Tricolor. Se for irregular no estadual, perderá o emprego em sinal de “demonstração de força” da nova diretoria que, a bem da verdade, não o contratou.

E a culpa, de novo, será do Abade.

 

Como fica Alberto Valentim no Vasco?

Após uma passagem-relâmpago pelo futebol egípcio, Alberto Valentim retornou ao Brasil e assumiu a bronca de livrar o Vasco de mais um rebaixamento. Conseguiu ser bem-sucedido em sua missão nos acréscimos do Brasileirão e com uma pressão descomunal em cima de si e do elenco. Segue no Vasco porque o clube, na real, não tem recursos para ir ao mercado em busca de um novo nome, mas é outro treinador que não tem respaldo e que não sobreviverá a uma campanha irregular no Campeonato Carioca. Na comparação com Abel Braga (Flamengo) e Zé Ricardo (Botafogo), tem grandes chances de cair antes do início do Brasileirão (assim como Fernando Diniz).

Zé Ricardo corre por fora, e precisará tirar leite de pedra – de novo – do elenco botafoguense para chegar inteiro ao Campeonato Brasileiro de 2019. Tem uma posição mais estável, pero no mucho.

 

Campeonato Cearense

Rogério Ceni seguirá como Mito em Fortaleza?

Campeão da Série B com o Fortaleza no ano de seu centenário, Rogério Ceni dificilmente corre risco de demissão durante o Campeonato Cearense. Assim como Lisca – que fez excelente campanha com o Ceará em 2018 – Ceni contará com a paciência da torcida e as bênçãos da diretoria para seguir seu trabalho no  Brasileirão. Apenas um desastre no cearense derrubará o M1to de sue posto, mas resultados ruins no Brasileirão inevitavelmente encurtarão sua estadia em Fortaleza – e o mesmo vale para Lisca no Ceará.

 

Campeonato Mineiro

Raposa e Galo mudarão de comando antes do Brasileirão?

Bi-Campeão da Copa do Brasil com o Cruzeiro, Mano Menezes já está acostumado com a relação de “amor e ódio” que a torcida da Raposa tem com ele. Para o atual campeão mineiro, a conquista do estadual não importa. O objetivo da próxima temporada é a Libertadores e campanhas irregulares no estadual e no Brasileirão serão “toleradas” se o time seguir bem na competição continental.

A situação de Levir Culpi, entretanto, é outra. Trabalhando com um clube que troca de técnico como eu troco de camisas, o “tio do pavê” do futebol brasileiro apenas segue empregado porque Cuca está afastado das atividades profissionais para tratar de problemas de saúde. Diferente de Mano Menezes, os resultados no Campeonato Mineiro – e a recuperação de Cuca – determinarão a longevidade de Levir Culpi na Cidade do Galo. As chances de demissão são enormes.

 

Campeonato Gaúcho

Tudo tranquilo com Tricolores e Colorados

Ídolo no Grêmio, campeão da Copa do Brasil, da Libertadores, Gaúcho e da Recopa Sul-Americana, Renato Gaúcho dificilmente sairá do Tricolor antes do término de seu contrato. Romildo Bozan, presidente do clube, fez um esforço sobre-humano para manter o treinador em Porto Alegre após o assédio do Flamengo e dificilmente se livrará do “professor” tão facilmente. Claro que uma queda brusca de rendimento poderá acabar com a longevidade de Renato à frente do Tricolor, mas este é o mais improvável dos cenários por tudo que o treinador já mostrou nestas mais de duas temporadas à frente do Imortal.

No rival, Internacional, a situação de Odair Hellmann não é de todo diferente. Embora o Colorado tenha perdido seu rendimento e saído da luta pelo título do Campeonato Brasileiro, o treinador conduziu uma equipe que voltava da Série B – sem o título – ao terceiro lugar do Campeonato Brasileiro lutando de igual para igual com os ricos Palmeiras e Flamengo. Não é pouca coisa.

É claro que Hellmann não inicia a temporada com o mesmo prestígio que Renato Gaúcho tem no Grêmio – e a torcida do Internacional está, assim como a do Flamengo, carente de títulos. A prioridade da temporada é conquistar um título “pesado” como Brasileiro, Libertadores ou Copa do Brasil. É claro que um tropeço no Campeonato Gaúcho aumentará a pressão sobre os ombros de Hellmann, mas não será o suficiente para demití-lo (a menos, é claro, que o time passe vergonha diante do arquirival).

 

Como ficam os odds

Com a bola rolando dentro dos campeonatos estaduais será mais fácil as casas de apostas estabelecerem odds para traçarmos os prognósticos das trajetórias dos técnicos no início de 2019. Mas por tudo que sabemos do futebol brasileiro – e pelo movimento dos bastidores e do Mercado da Bola – é possível afirmar que a corda tem mais chances de arrebentar no lado mais fraco, no caso, dos técnicos com menos “currículo”.

Comentários

Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Voltar