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Paulista A1

Gabigol marca e o Santos vence o São Paulo no clássico da 8ª rodada do Campeonato Paulista; Palmeiras empata com a Ponte, mas segue invicto

Com 3 gols em 3 jogos pelo Santos no Paulistão 2018, Gabigol mostra vontade e eficiência em seu retorno ao futebol brasileiro

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Jogando em casa, o São Paulo foi vítima da velocidade e da disciplina tática do Santos que soube definir a partida na melhor oportunidade que teve no segundo tempo.

“Rei dos Clássicos”, Gabigol aproveitou o bom cruzamento de Eduardo Sasha para, na tarde de ontem, 18,  fazer o seu 3º gol em 3 jogos pelo Santos no Campeonato Paulista em seu retorno ao clube. Números bem melhores que os 2 gols marcados em 18 meses na Europa. Foi o gol de número 60 do atacante com a camisa do Santos. Desses 60, 12 (20%) foram marcados em clássicos: 6 contra o Palmeiras, 3 contra o Corinthians e 3 contra o São Paulo. Nada mal para um atleta que voltou ao Brasil em baixa e cercado de desconfianças – e me incluo entre os céticos que começam a dar o braço a torcer. Já no pântano que virou o Moisés Lucarelli, o Palmeiras não saiu do 0 x 0 com a Ponte Preta, mas segue líder e invicto.

 

Talento versus Velocidade

No duelo entre o talento do São Paulo (com Nene, Cueva e Diego Souza) e a velocidade do Santos (com Gabigol, Sasha, Copete e Arthur Gomes), prevaleceu a velocidade. Mas não foi fácil.

Enfrentando uma defesa que foi concebida e treinada por ele, Dorival Júnior soube anular a saída de bola do Santos de Jair Ventura – que ainda se beneficia muito do que foi implantado no time durante a longa passagem de Júnior pelo clube. Com isso, Gabigol passou os primeiros 45 minutos do jogo isolado no ataque; praticamente como um espectador ao lado de Sidão que pouco trabalhou.

De seu lado, o Tricolor do Morumbi mantinha a posse de bola e exigia trabalho de Vanderlei, que soube parar as tentativas de Diego Souza.

Mais agressivo no 2º tempo, o Santos partiu em velocidade pela direita com Sasha que, logo aos 8 minutos, cruzou para Gabigol que entrou livre de marcação – numa falha bisonha da defesa do São Paulo – e mandou a bola para o fundo das redes de Sidão. Como bem disse Walter Casagrande em seu comentário durante a transmissão do jogo, os zagueiros do São Paulo erraram, “alguém tinha que acompanhar o centroavante”. Como não tem nada a ver com o problema, o jovem matador santista foi lá e guardou o seu.

O Peixe então se fechou na defesa e passou a atuar nos contra-ataques. Pelo lado do São Paulo, Dorival Júnior mexeu no time: colocou Valdívia no lugar de Marcos Guilherme (atendendo os gritos da torcida); trocou, depois, Cueva por Brenner e, finalmente, Diego Souza por Tréllez. O resultado foi, como era de se esperar, nenhum. Valdívia segue jogando muito abaixo daquilo que jogava antes de se contundir e, dificilmente, será solução para os problemas do Tricolor. Brenner no lugar de Cueva foi uma tentativa de criar um “fato novo” no time – e mais eficiente teria sido sacar Petros para a entrada de Brenner. Sem entrosamento nenhum com o restante do time e ainda abaixo fisicamente, Trelléz foi outra alteração inócua.

A derrota colocou um fim à sequência de 4 vitórias seguidas do Tricolor (2 pela Copa do Brasil e 2 no Paulistão) e deu a Jair Ventura um pouco mais de tranquilidade para dar andamento ao seu trabalho no Peixe.

 

Jogando no pântano

Ponte Preta e Palmeiras bem que tentaram, mas o pântano que virou o gramado do estádio Moisés Lucarelli, encharcado pela chuva, não ajudou em nada. Sem as mínimas condições de desenvolverem um futebol minimamente agradável os times de Roger Machado e Eduardo Baptista assitiram às poças de água do campo atingirem uma média respeitável de desarmes – superior à de muito volante por aí – no jogo que fechou a rodada no domingo. O empate em 0 a 0 refletiu bem o que foi a partida, com o Verdão tentando propôr alguma coisa e a Macaca esperando para se aproveitar de algum erro do adversário. Guerra pelo Palmeiras, no 1º tempo e Orinho pela Ponte (já no final do 2º) tiveram as melhores chances. Desfalcado de Felipe Melo (opção do treinador para não correr o risco de ver seu volante titular tomar o 3º cartão amarelo) e de Borja (lesionado), o Palmeiras segue invicto no Paulistão, líder do Grupo C e da classificacão geral, mas acumula agora 2 empates seguidos antes do clássico contra o Corinthians no próximo final de semana. A Ponte Preta, por sua vez, chegou aos 10 pontos e divide a liderança do Grupo C com o São Paulo – que tem um jogo a menos.

 

Resumo da 8ª rodada do Campeonato Paulista

Santo André 1 x 1 Bragantino

Santo André e Bragantino abriram a 8ª rodada do Campeonato Paulista no sábado, 17, no estádio Bruno José Daniel. O duelo, de muita movimentação, mas pouca qualidade técnica, foi definido ainda no primeiro tempo. Gerley abriu o placar para o Bragantino aproveitando rebote do goleiro Neneca logo aos 5 minutos. Com a vantagem, o Massa Bruta recuou e passou a jogar nos contra-ataques. Os donos da casa partiram para cima e empataram aos 32 minutos com Hugo em um lance bastante confuso – um bate-rebate na área do Brangantino que terminou com o chute de Hugo desviado pelo defensor Diego Macedo antes de parar no fundo do gol dos visitantes. O segundo tempo manteve o mesmo cenário: o Santo André buscando jogo e o Bragantino encolhidinho para aproveitar um contra-ataque. Gerley quase fez para o Massa Bruta, enquanto que Joãozinho e Aloísio desperdiçaram as melhores chances para o Ramalhão. O resultado mantém o Bragantino, há 6 jogos sem vencer, na 2ª colocação do Grupo A e o Santo André na 3ª do Grupo B.

São Caetano 1 x 0 Ferroviária

Então lanterna da classificação geral do Campeonato Paulista, o São Caetano do técnico Pintado conseguiu sua primeira vitória em casa nesta edição do torneio nos acréscimos do 2º tempo de um jogo ruim de doer contra a Ferroviária. Após um 1º tempo com alguma movimentação e disposição da equipe de Araraquara, a etapa final foi uma desgraceira sem fim. Os visitantes pareciam não terem voltado do vestiário – tanto que chutaram apenas duas vezes no gol dos donos da casa durante os últimos 45 da partida. Mais no desespero e menos na técnica, Pintado colocou os reservas Nonato e Carlão no jogo e aos 46 da etapa final a dupla conseguiu fazer o gol salvador que garantiu os 3 pontos ao Azulão, que segue no rebaixamento ao lado da Linense – agora lanterna – que joga hoje contra o Novorizontino.

Mirassol 1 x 1 Ituano

Ameaçados pela zona do rebaixamento na classificação geral do Paulistão, Mirassol e Ituano fizeram um duelo bem movimentado na matinê do domingo. Como era de se esperar, os donos casa foram pra cima do Galo Rubro-Negro e abriram o placar na bola parada com Zé Roberto, mas a má pontaria de Paulinho impediu o Leão de ampliar. Melhor para o Ituano que encontrou seu gol com Claudinho em jogada individual também no 1º tempo. Na etapa final, os dois times voltaram com menos disposição e a qualidade do jogo caiu de vez quando Ricardo Silva, do Ituano, foi expulso. Com um a menos, o Galo fechou-se na defesa e contou com a má qualidade do ataque do Mirassol para garantir o empate – um resultado que mantém os dois times fora do Z-2. O Mirassol, entretanto, pode terminar a rodada com a passagem para a Série A2 garantida até a próxima rodada caso a Linense vença o Novorizontino hoje a noite.

São Bento 0 x 0 Botafogo

Com muita marcação no meio-campo e pouca criatividade, São Bento e Botafogo fizeram um jogo no mínimo chato em Sorocaba. Os goleiros das duas equipes atuaram como meros espectadores durante os 90 minutos, assistindo a chutes de longa e média distância com pouca pontaria. Nem mesmo as mudanças promovidas pelos técnicos Paulo Roberto Santos e Léo Condé durante o 2º tempo mexeram com a dificuldade crônica das duas equipes em criar jogadas com algum perigo de gol. No final, o empate serviu para manter as duas equipes na vice-liderança de seus grupos (C e D) seguindo rumo às quartas de final.

 

Fechando a rodada

O Corinthians encerra a 8ª rodada enfrentando o Red Bull Brasil hoje, dia 19, a partir das 20 horas no estádio Moisés Lucarelli – ou no que sobrou dele após Ponte Preta x Palmeiras. Sofrendo muito com os erros de posicionamento de sua defesa na bola aérea parada e sem opções no elenco para substituir Jô, o Timão chega levemente pressionado para o jogo contra o RBB e um novo resultado negativo pode tumultuar o ambiente no Parque São Jorge às vésperas do Derby contra o Palmeiras e da estreia na Libertadores no próximo dia 28, contra o Millonarios da Colômbia, em Bogotá. A fase realmente não ajuda – e a boa série de vitórias no Paulistão ajudou a disfarçar os sérios problemas do Corinthians –, mas o Alvinegro tem condições de conquistar os 3 pontos contra o RBB e alguma paz para se preparar para o clássico do próximo final de semana contra o todo-poderoso Palmeiras. Para ser bem-sucedido, tudo indica que Fábio Carille promoverá o retorno de um novo/velho esquema tático no Timão: o 4-2-3-1, trazendo Camacho de volta ao time titular para atuar ao lado de Gabriel – o que mandará Jadson de volta ao banco de reservas – e o retorno de Clayson ao 11 inicial após (nova) contusão de Marquinhos Gabriel – outra vez, quando ele estava conquistando um espaço entre os titulares.

Também às 20 horas, o fraco time da Linense recebe o Novorizontino que vê no duelo de logo mais sua grande chance de colocar um fim à incômoda série de 3 jogos sem vitórias.

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