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Gilbert Durinho e missão no UFC Flórida: luta ’em casa’, top 15 na mira e um novo trunfo na manga

Foto: Divulgação/UFC

No próximo sábado, dia 24 de fevereiro, Gilbert ‘Durinho’ Burns volta ao octógono para enfrentar Olivier Aubin-Mercier. Pelo UFC Fight Night que acontece na Flórida, Estados Unidos, o brasileiro entra em ação em busca de sua segunda vitória consecutiva. Depois de nocautear Jason Saggo em um dos golpes mais espetaculares da temporada de 2017, o brasileiro segue treinando para mostrar que é muito mais do que um especialista em jiu-jitsu. Tomem nota: ele não tem medo de porrada.

Durinho chegou ao UFC em julho de 2014. Apadrinhado pelo amigo Vitor Belfort, o niteroiense emplacou três vitórias em suas primeiras apresentações no octógono. Hoje, com um total de sete lutas, cinco vitórias e duas derrotas dentro do octógono, ele se aproxima do top 15 da categoria dos leves e se preparar para encarar Aubin-Mercier. Foi o próprio brasileiro que desafiou o canadense após sua última luta.

Em conversa com Durinho na última semana, durante uma entrevista para o LANCE!, o lutador deixou claro que não se preocupa tanto assim com o sempre controverso ranking oficial do UFC, mas sabe que uma vitória pode colocá-lo entre os 15 melhores atletas da divisão até 70kg.

Para garantir seu posto entre os tops da divisão, Durinho tem motivações especiais. A primeira dela é poder lutar perto de casa. O brasileiro vive há quatro anos na Flórida, estado onde acontece o UFC Fight Night da próxima semana. Ele terá o apoio de amigos, alunos e família no desafio contra Olivier. Mais do que isso, ele não terá de se preocupar com o cansaço – e o medo – de fazer viagem de avião. Não se impressionem, pois ver um casca-grossa do mundo das lutas com medo de avião é mais comum do que parece.

Um dos líderes da Combat Club, academia que assumiu após deixar a Blackzilians, Gilbert Durinho tem aprimorado a parte de trocação. Já o conheço há um tempo e sempre ouvi dele mesmo seu gosto pela trocação, apesar de ser um fenômeno quando o assunto é luta de chão. Seu jiu-jitsu de alto nível é apenas uma carta que poucos atletas têm no octógono. Atualmente, ele trabalha para fazer frente aos tops da divisão também na luta em pé. Ele quer um novo trunfo na manga. Não foi à toa que ele nocauteou Jason Saggo com um direto avassalador em sua última luta e quer fazer o mesmo contra Olivier Aubin-Mercier neste sábado. O trabalho com o técnico e amigo Henri Hooft.

No UFC Flórida, Durinho terá a chance de vencer “em casa”, emplacar a segunda vitória consecutiva no octógono, entrar no top 15 da divisão dos leves e, de quebra, mostrar mais uma vez que tem capacidade para fazer parte da nova geração de talentos do Brasil no UFC.

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