Baiano

Bahia derruba tabu de 16 anos, bate Vitória no Barradão e alcança 47º título do Campeonato Baiano

Bahia campeão baiano 2018
Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Mesmo precisando de apenas um empate na casa rival, Esquadrão de Aço voltou a superar o Leão e voltou a levantar uma taça na casa rival após quase duas décadas

Com direito a todos os ingredientes de uma final, como provocações e pressão rubro-negra no Barradão, e até situações que fogem dos bons costumes do futebol, como o apedrejamento ao ônibus da delegação tricolor, o Bahia conquistou neste domingo (8 de abril) o 47º título do Campeonato Baiano. Mesmo jogando com o empate debaixo do braço, o time dirigido por Guto Ferreira derrotou novamente o Vitória na decisão por 1×0, com gol de Elton, e voltou a comemorar um título na casa rival após 16 anos – desde o empate em 2×2 pela Copa do Nordeste de 2002. Confira tudo sobre a trajetória do Bahia na competição e os números do campeão de 2018.

 

O maior campeão da Bahia

O título alcançado pelo Bahia na tarde de ontem representa muito mais do que uma simples conquista sobre o arquirrival. Demonstra o retorno triunfal do clube que desde 2013 tem apostado em novos conceitos de gestão, buscando uma administração profissional. Também é uma forma de segurar o Vitória, que brigava pelo tricampeonato consecutivo. Se reinou no passado do Baiano, como entre 1930 e 1980, o Tricolor viu o Leão se aproximar entre os anos 90 e 2000, quando os rubro-negros venceram nada menos do que 15 estaduais.

Porém, o Esquadrão de Aço tem recuperado o fôlego. A taça do Baiano desta temporada fez os Tricolores ultrapassarem os rivais em relação as conquistas do Estadual nesta década. O Bahia agora conta com quatro troféus, diante de três do Leão e um do intruso Bahia de Feira.

Além disso, o Bahia aumentou a invencibilidade diante do maior rival para oito jogos. Sem perder desde 27 de abril do ano passado, quando foi superado no jogo de ida da Copa do Nordeste por 2×1, os Tricolores alcançaram quatro vitórias e três empates na sequência.

 

Das críticas à taça

Se lembrarmos o início de 2018 de Guto Ferreira no comando técnico do Bahia, a situação não era nada boa. A instabilidade demonstrada pelo clube nos primeiros jogos do Baiano – derrota para o Bahia de Feira na abertura – e na Copa do Nordeste – equipe perdeu logo na estreia, em plena Fonte Nova, para o Botafogo-PB – se transformaram rapidamente em reclamações dos torcedores, que ainda não haviam engolido o fato de o treinador ter deixado o clube no ano passado para assumir o Internacional.

Porém, aos poucos, Guto foi dando liga ao elenco, que ao longo da competição contou com o retorno de Allione e viu o garoto Vinicius, que terminaria o campeonato na vice-artilharia com seis gols – Neilton, do Vitória, acabou na frente com sete gols – se firmar como um dos bons nomes da nova geração baiana.

Segundo colocado ao final da primeira fase com dois pontos a menos que o Vitória, o Bahia tinha campanha de líder. Afinal, contava com o melhor ataque do torneio, com 21 gols, e a melhor defesa, com apenas seis tentos sofridos. O mata-mata veio e o clube abriu o confronto com o Juazeirense. Após 0x0 em Juazeiro, a força da Fonte Nova apareceu no jogo da volta e o placar de 3×0 sacramentou a ida do clube à finalíssima.

Assim como ocorreu no ano passado, quando viu o Vitória jogar com dois resultados iguais e utilizá-los na campanha do bicampeonato – dois empates na decisão de 2017 – , o Bahia precisava derrubar a vantagem rival. E, desta vez, a Arena Fonte Nova precisava ser fundamental. O placar de 2×1 na partida de ida era tudo o que Guto Ferreira e seus comandados queriam para tirar os rubro-negros da zona de conforto. O duelo no Barradão chegou e um empate era necessário. Mas os maiores campeões baianos da história fizeram mais.

 

O jogo do título

Podemos dizer apenas uma coisa sobre o desempenho tricolor no Barradão: o Bahia foi valente! Depois do triunfo por 2×1 em casa, o Esquadrão do Aço foi para o jogo na Toca com a clara missão de segurar o ataque rubro-negro. Porém, os primeiros minutos davam indícios que seria bem complicado, já que Neilton, Nickson e Jonatas Belusso criavam as principais chances para os donos da casa.

A situação tricolor começou a mudar após a blitz inicial não resultar em nada. E, isso, graças ao goleiro Douglas, que fez importantes intervenções ainda na primeira parte do jogo, que se não tivessem acontecido, teriam mudado o rumo do confronto. O Bahia voltou do intervalo mais ligado e deu um belo cartão de visitas aos dois minutos, alcançando uma vantagem ainda maior. Zé Rafael recebeu passe de Marco Antônio e fez o arremate. Fernando Miguel fez ótima defesa, mas a bola sobrou para Elton, que de cabeça, abriu o placar.

Com 1×0, o Bahia viu o 47º título baiano ficar muito mais próximo. Os minutos foram se passando e um dos principais destaques do Vitória saiu machucado – Neilton. Assim, os visitantes seguraram a pressão rubro-negra e garantiram mais uma taça.

 

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