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Tênis: Estados Unidos encerram jejum e conquistam a Fed Cup

Foto: AP Photo/Sergei Grits

Belarus perdeu a final e ainda sonha com seu primeiro título da competição

Os Estados Unidos derrotaram Belarus por 3 a 2 e encerraram seu mais longo jejum de títulos na Fed Cup. Foram dezesseis anos de espera para o grito de “We are Number one” sair da garganta ao som de “We are The Champions”, da banda de rock Queen. Confira como foi a conquista.

 

Como foi a decisão?

Belarus nunca tinha ido tão longe na Fed Cup. Por causa disso, a arena Chizhovka lotou e um barulho ensurdecedor foi feito a todo momento pelo público presente. Parecia uma partida de futebol.

No sábado, Coco Vandeweghe bateu a Aliaksandra Sasnovich por duplo 6/4, fazendo 1 a 0 para os Estados Unidos.

Na sequência, Aryna Sabalenka deixou tudo igual ao surpreender Sloana Stephens por 6/3, 3/6 e 6/4. Vale o registro que Stephens conquistou o US Open há pouco tempo.

A estória de sábado se repetiu no domingo. A décima colocada do ranking mundial, Vandeweghe superou Sabalenka por 7/6 (7/5) e 6/1. O troco veio com Sasnovich sobre Stephens: 4/6, 6/1 e 8/6.

O desempate ficou para o confronto de duplas. Vandeweghe jogou com Shelby Rogers. O time norte-americano derrotou Sabalenka e Sasnovich por 6/3 e 7/6 (7/3) para subir no lugar mais alto do pódio.

Com cem por cento de aproveitamento no fim de semana, não precisa nem dizer que Coco Vandeweghe se tornou uma heroína em seu país. Ela é atualmente a 10ª do ranking mundial de simples, 61ª nas duplas,  já ganhou dois torneios de simples da WTA e outros dois jogando com uma parceira.

 

A campanha

Os Estados Unidos estrearam ‘goleando’ a Alemanha por 4 a 0, em fevereiro. As pelejas foram disputadas em Maui, no Havaí, com piso duro.

Nas semifinais, as norte-americanas deram as boas-vindas à República Checa, no saibro, em Tampa, na Flórida. O mata-mata foi muito acirrado e as da Estátua da Liberdade ganharam por 3 a 2.

A decisão aconteceu em Minsk, capital de Belarus. Novamente, foi pau a pau e os Estados Unidos venceram por 3 a 2, em estádio fechado por causa do frio, da chuva e do vento.

Além dos já mencionados, Alemanha, Espanha, França, Holanda e Suíça também participaram desta edição da Fed Cup.

 

Grupo Mundial 2018

Os Estados Unidos tentarão o bi em 2018 contra Belarus, República Checa e Suíça, que alcançaram as semifinais deste ano, além de Alemanha, Bélgica, França e Holanda que precisaram passar pela Repescagem. As belgas são as únicas que conseguiram subir da série B.

 

A Seleção Brasileira

O tênis feminino brasileiro anda mal das pernas. No Grupo I da Zona das Américas, a Verde e Amarelo quase foi rebaixada.

Na chave B da primeira fase, perdeu três duelos diante de Chile (2 a 1), Argentina (2 a 1) e Colômbia (2 a 1) e superou apenas o México (3 a 0).

Com estes resultados, as tupiniquins tiveram que encarar a Bolívia para permanecer na terceirona. Sem sustos, as brasileiras venceram por 2 a 0. Bolivianas e mexicanas acabaram caindo para o quarto nível.

As tenistas brasileiras foram Gabriela Cé e Luisa Stefani.

Nossos rivais de 2018 são Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, Paraguai, Porto Rico e Venezuela.

O Brasil pode melhorar seu contar com Bia Maia na Fed Cup. Ela é atualmente a 71ª do ranking da WTA e a maior esperança tupiniquim em qualquer certame ao longo da temporada. Sua diferença técnica para demais compatriotas é tremendo. Teliana Pereira é apenas a 357ª, Laura Pigossi é a 395ª e Gabriela Cé a 407ª. Luisa Stefani caiu para a 574ª posição.

 

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