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Paixão Nacional: remédio contra insônia

A Seleção Brasileira de Futebol foi a campo ontem à noite, na Arena Grêmio, enfrentar a Seleção do Equador pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo da Rússia de 2018. Após cerca de um ano, Tite e seus comandados reeditaram o duelo que marcou sua estréia à frente da equipe pentacampeã mundial. E, diferente do que aconteceu em 2017, a partida de ontem foi um santo remédio contra insônia.

Já classificada para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira foi à campo com uma preguiça sem fim e com Neymar “nervoso” como nos tempos de Dunga – alguém precisa ajudar esse garoto a se controlar em campo e lembrá-lo que ele não é “intocável”, nem de vidro e que o melhor jogador do time sempre será o que recebe mais faltas. Sem criatividade para furar a retranca equatoriana, o Brasil se arrastou em campo por 45 longos minutos.

De emoção mesmo, apenas o choque do goleiro Alisson com o beque Miranda – empurrado na direção do arqueiro pelo zagueiro Arboleda, do São Paulo. Embora tenha ficado até o final do primeiro tempo, durante o intervalo no vestiário constatou-se uma perda de memória temporaria no atleta que foi substituído por Thiago Silva – que ao lado de Marquinhos, compõe a zaga titular do PSG. Mais tarde, após exames médicos, constatou-se uma concussão em Miranda. Em função disso, a comissão técnica optou pelo corte e um novo zagueiro deverá ser convocado hoje – bem como um lateral-esquerdo uma vez que Marcelo, advertido com o segundo cartão amarelo, não enfrentará a Colômbia na próxima terça-feira.

Com o primeiro tempo modorrento, a torcida gaúcha começou a pedir a entrada do meia Luan, do Grêmio – houve até um princípio de vaias na ida para os vestiários no intervalo. Com o segundo tempo começando com o mesmo ritmo constrangedor, Tite mudou – mas não atendeu a torcida – e colocou Philippe Coutinho no lugar de Renato Augusto. A mudança remanejou quase todo o meio campo da seleção: Coutinho foi pro meio, atuar na armação, William, assim como Neymar, ficou aberto pelos lados do campo e Paulinho recuou para fazer a função de Renato Augusto e ajudar Casemiro na marcação do sonolento ataque equatoriano (ufa!).

Coutinho – que não estava jogando no Liverpool por conta de dores nas costas e deve ser o primeiro caso na medicina moderna de “lombalgia” curada por uma ponte aérea entre Inglaterra e Brasil – mudou a forma da seleção jogar e deu algum dinamismo ao time que, com a vaga para a Copa assegurada, se esforçava apenas até a página 2 – e olhe lá.

Em uma cobrança de escanteio, Paulinho aproveitou o rebote e mandou uma bomba pro fundo do gol equatoriano. Pouco depois, na jogada mais bonita da partida (muito provavelmente a única), Coutinho deu passe para Gabriel Jesus que, na pequena área, deu um chapéu no zagueiro devolvendo para o meia do Liverpool (ou Barcelona?) que mandou para o fundo do gol.

O resultado dá ao Brasil o título de campeão das eliminatórias – algo que, na prática, não quer dizer absolutamente nada. Com a vaga e o primeiro lugar garantido, o Brasil cumpre tabela no restante da competição– o que pode significar jogos ainda piores que o primeiro tempo de ontem.

Ah sim: quando o jogo já estava 2 a 0 para o Brasil, Tite colocou Luan em campo (38 do segundo tempo), no lugar de William. A torcida gostou tanto que parou de reclamar.

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