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Paixão Nacional: Comentaristas

Uma das grandes diversões de acompanhar os campeonatos de futebol pela TV é ver a performance dos comentaristas que foram jogadores de futebol. No Campeonato Brasileiro, temos mestres do óbvio como os divertidos Casagrande e Murici Ramalho – que sempre me dá a impressão que puxa o fôlego umas três vezes, no mínimo, pra não soltar um xingão pra cima do narrador – e os “eruditos” como Caio Ribeiro e o mestre-supremo-faixa-preta na arte de complicar o simples, Falcão, que falava tanto e de modo tão complicado que deixava Galvão Bueno, o verborrágico, com saudades dos comentários de Pelé na Copa do Mundo de 94.

Há poucos dias, não consegui segurar o riso enquanto assistia ao duelo entre Avaí e Coritiba. O narrador informava que este seria o último jogo do atacante Kléber por um bom tempo – ele pegou um gancho por ter cuspido em um jogador do Bahia em partida da 7ª rodada do Brasileirão. Nos comentários, o ex-jogador Paulinho Criciúma não conseguiu disfarçar sua indignação. Para ele, a punição foi branda. Ele contou da vez em que, durante um jogo, recebeu uma cusparada e de como levou semanas para se livrar da sensação da saliva no rosto – por mais que o lavasse. E à medida que contava, ia se alterando, ficando irritando e criticando a punicão por achá-la branda. Não deixava de ser engraçada a forma como ele se alongou no assunto – e se irritou também. O narrador, sabiamente, mudou o rumo da prosa antes que Paulinho fosse até o gramado dizer a Kléber o que achava da sua cusparada.

São estas histórias, além das constatações óbvias como “se não chutar, não tem como fazer gol”, que fazem a graça das transmissões esportivas no Brasil – e no mundo.

Para nossa alegria, hoje tem Flamengo e Palmeiras, um clássico. E clássicos são sempre ótimas oportunidades para nossos mestres da análise brilharem.

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