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Paixão Nacional: bye, profexô

O glorioso retorno do “profexô” Vanderlei Luxemburgo ao futebol chegou ao fim nesta quinta-feira após a derrota do Sport por 2 a 0 diante do Junior Barranquilla (Colômbia) em plena Ilha do Retiro. Demitido ainda no vestiário enquanto fazia guerra de toalha com os atletas, Luxemburgo caiu atirando e não poupou críticas na coletiva.

“Aconteceu uma coisa que eu falei para o Gustavo (Dubeux, vice-presidente do Sport) há três, quatro meses, que ele ia chegar lá na frente e me mandar embora. E me mandou embora no vestiário, eu tinha certeza que isso ia acontecer. O futebol é dessa forma, a culpa vai ser sempre do técnico”, disse o treinador aos repórteres enquanto calculava mentalmente quanto receberia de multa rescisória – para quem não se lembra, há pouco mais de um mês, no início da “crise” (ou queda de rendimento) do Sport, a diretoria do clube bancou Luxemburgo e renovou seu contrato até 2018, mostrando mais uma vez que no Brasil sem espaço para amadores (como bem disse o advogado Sérgio Müller), contratos servem para serem rasgados.

Não que o trabalho de Luxa – apesar dos elogios protocolares de Dubeuax – justificasse sua permanência no clube: em 34 jogos, o técnico registrou um aproveitamento de 40.19% com 11 vitórias, 8 empates e 15 derrotas. Com 35 pontos, o clube é o 15º colocado, apenas 2 pontos à frente do Vitória, primeiro na fila do visto de entrada para a Série B.

Há 8 rodadas do fim do Brasileirão, o Sport corre agora contra o rebaixamento e para encontrar um técnico que vá cuidar do planejamento de 2018. Cumprindo aviso prévio no Santos, Levir Culpi pode ser uma opção, em um mercado que ainda conta com os talentos de Cuca, Roger Machado, Rogério Micale e Rogério Ceni – citando apenas os que seguem desempregados. Afinal de contas, na dinâmica dos técnicos brasileiros, Gilson Kleina, Eduardo Baptista, Vágner Mancini, Zé Ricardo, Antonio Carlos Zago, Jorginho e Vinícius Eutrópio já estão empregados.

O que não quer dizer muita coisa, afinal, na lógica esportiva, contratos existem para serem rasgados…

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