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Fórmula 1

Lewis Hamilton já é melhor que Ayrton Senna?

Foto: Mark Thompson/Getty Images

Inglês estreia status de tetracampeão justamente em Interlagos, casa do seu grande ídolo. A comparação entre os dois é bem possível, sim          

Lewis Hamilton pode ser considerado o “inglês mais brasileiro” de todos os tempos da Fórmula 1 e de qualquer outro esporte. Demonstrando afinidade incrível com o nosso país, o piloto da Mercedes vai viver neste fim de semana mais um momento marcante na ligação com Interlagos e com o público verde-amarelo. Fica então a grande pergunta: Hamilton já pode ser visto como um piloto melhor que Senna?

 

Um mestre e um pupilo

Que Hamilton é fã de Senna, isso se conhece antes mesmo de o inglês estrear na Fórmula 1. A cor do capacete não mente: o amarelo sempre esteve ali como uma homenagem ao tricampeão morto em Imola no dia 1º de maio de 1994. É a típica situação tão comum no esporte de um atleta se espelhar em uma referência até conseguir superá-la. Os tempos são outros, óbvio, mas os números de cada um são um bom termômetro para medir o quão alto Hamilton está voando nesta sua incrível trajetória.

Senna disputou 161 GPs; o inglês fará em Interlagos a sua corrida de número 207 na Fórmula 1. E não há estatística de Lewis que não seja melhor que a de Ayrton: em vitórias, 62 a 41; em poles, 72 a 65; a diferença nas voltas mais rápidas é exatamente o dobro: 38 a 19. E a quantidade de títulos também é favorável a Hamilton, que acaba de conquistar, no GP do México, seu quarto título mundial, contra três de Senna, campeão nos anos de 1988, 1990 e 1991.

E que linda poesia: qual será a primeira curva que Hamilton vai percorrer como tetracampeão mundial? Exatamente o “S” do Senna criado pelo seu enorme ídolo. O inglês vai estrear seu status de tetracampeão em Interlagos – algo que por si só já deveria prender qualquer um diante da TV ou do celular para acompanhar como vai ser este GP do Brasil de Fórmula 1.

 

Como colocar Senna acima de Hamilton?

Tentar diminuir os feitos de Lewis é muito complicado. Senna foi um mágico de seu tempo. Isso é indiscutível. Talvez o único piloto que tenha causado tamanho impacto enquanto estava em atividade tenha sido o escocês Jim Clark, na década de 60. Mas talvez a enorme diferença que caracteriza a Era Senna para a Era Hamilton é que antes havia espaço para mágicas. Hoje não. A F-1 é tão sofisticada que praticamente não há mais vazão para engenhos humanos. A mágica cedeu espaço para a eficiência. E Hamilton pode ser chamado de tudo, menos de ser um piloto extremamente eficiente.

Dizer que Senna correu contra pilotos melhores é igualmente discutível. Sim, Ayrton ao longo da carreira duelou com Niki Lauda, Keke Rosberg, Nelson Piquet, Alain Prost, Nigel Mansell e Michael Schumacher.

Hamilton, como são as coisas…, também dividiu retas e curvas com Schumacher. E também com campeões como Fernando Alonso, Jenson Button, Kimi Raikkonen e agora com este fantástico Sebastian Vettel. E a nova geração está toda aí para mostrar que a genialidade das pistas não é exclusividade do passado. Max Verstappen é o calouro mais talentoso da história da F-1. E há outros excelentes nomes como Esteban Ocon, Pascal Wehrleim e o já quase veterano Daniel Ricciardo, uma máquina de fazer belas ultrapassagens.

E para reforçar os caminhados cruzados, o mais recente título de Hamilton lembra demais também o último campeonato de Senna, em 1991.

Naquele ano, Senna se viu em uma luta das mais acirradas contra uma equipe diferente da McLaren que defendia: a briga foi com a Williams, que tinha como grande nome o inglês Nigel Mansell. O duelo de Hamilton em 2017 foi contra Vettel, da Ferrari, ao contrário das disputas caseiras dos últimos anos contra Nico Rosberg, na Mercedes.

Tanto Senna em 1991 como Hamilton em 2017 precisaram contar com uma boa dose de sorte. Mansell quebrou seguidas vezes há 26 anos; nesta temporada, foi a vez de Vettel derrapar enquanto Hamilton acelerava firme para conquistar a taça.

Taça que já está em sua estante. E é bem capaz que a partir de agora, sem a pressão pelo título, Hamilton guie ainda melhor. Sorte de quem vai a Interlagos. Que ninguém duvide que o inglês, caso vença, pegue a bandeira do Brasil e preste mais uma homenagem a Senna e ao público brasileiro.

 

19ª etapa da temporada 2017 da Fórmula 1 – GP do Brasil

Sexta-feira, 10 de novembro

  • 10:30 – Primeiro treino livre
  • 13:00 – Segundo treino livre

Sábado, 11 de novembro

  • 11:00 – Treino livre
  • 14:00 – Treino classificatório

Domingo, 12 de novembro

  • 14:00 – Largada (71 voltas)

 

Comentários

1 Comentário

1 Comentário

  1. saude coletiva pos graduação ead

    23 de dezembro de 2017, às 04:06

    Então ele não é cansativo, nem chato. http://www.tagata-vet.com/aska2/aska.cgi

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