UFC

O futuro de Cyborg no UFC

Cris Cyborg

Se prever o resultado de uma luta de Cris Cyborg ultimamente tem sido uma tarefa fácil diante de seu amplo domínio sobre as rivais, o mesmo não se pode dizer quando tentamos prever seu futuro. Depois da atuação impecável no UFC Brasília, que lhe rendeu um nocaute no segundo round contra Lina Lansberg, a brasileira deve continuar fazendo lutas em peso casado. Mas a verdade é que ela deveria “lutar” por algo melhor.

Durante toda semana de UFC Brasília, Cyborg fez questão de divulgar sua rotina. E o que chamou mais atenção nos vídeos de bastidores publicados em seu canal no Youtube foi o sofrimento pelo qual ela passou para atingir os 64 kg – embora o acordo fosse o peso casado de 63,5kg, sempre há uma tolerância de 500g. A parte final de seu corte de peso é algo desesperador. Aos prantos, a brasileira consegue chegar ao peso, mas mostra o quanto isso é doloroso e difícil para ela, que é naturalmente uma atleta da categoria dos penas (até 66kg) e mesmo assim já sofre com o processo.

Embora o presidente do UFC, Dana White, já tenha declarado que não tem planos de criar uma divisão até 66kg para mulheres, a brasileira não pode perder as esperanças. Deveria “fazer mais barulho”. A divisão não será criada de uma hora para outra, mas, após duas lutas e duas vitórias incríveis no octógono, ela pode conseguir unir seus fãs pelo ideal e, no mínimo, mostrar para a diretoria do Ultimate que muitos anseiam por isso. Já sabemos como funciona. Se os fãs querem, o UFC (na maioria das vezes) faz.

Vale lembrar que ainda há um longo caminho a percorrer. Para se criar uma divisão peso-pena feminino no UFC, a melhor ideia seria a fraquia promover um The Ultimate Fighter para garimpar talentos nesta divisão. E isso leva tempo. Até lá, Cris deve seguir fazendo “superlutas” em peso casado ou, quem sabe, terá a sorte de encarar uma rival no UFC disposta a subir dos galos (até 61kg) para os penas para encará-la. E sabemos que essa não é uma decisão muito inteligente para lutadora alguma no planeta.

A prova de que a opinião popular pode ajudar Cris é que o comentarista oficial do UFC, Joe Rogan, fez um desabafo em sua conta no Twitter após o UFC Brasília, pedindo ao UFC que crie uma divisão dos penas simplesmente por que “Cyborg é tão empolgante que merece ser campeã da organização”. E é exatamente isso. Se, quando Cyborg fala Dana não valoriza, quem sabe se os fãs pedirem ele acabe cedendo.

 

O futuro dos destaques do UFC Brasília:

Renan Barão

O potiguar voltou a vencer após mais de um ano e meio. Com uma atuação segura, superou o jovem Phillipe Nover na decisão unânime dos juízes. Não foi uma atuação empolgante, mas ainda assim dá um sopro de esperança para o lutador, que agora está mais adaptado ao peso-pena e pode aspirar vôos mais altos na divisão.

Antônio Pezão

No duelo contra o amigo Roy Nelson, o previsto aconteceu. Apesar da boa movimentação e de um bom primeiro round, Pezão sucumbiu à poderosa mão do “gordinho do UFC” e acabou nocauteado no segundo assalto. Aos 37 anos, Pezão soma agora cinco derrotas por nocaute em suas últimas seis lutas. O queixo do brasileiro não é mais o mesmo de tempos atrás e isso tem custado caro dentro do octógono. Ele deve ter mais uma oportunidade no UFC, mas a situação parece bem complicada.

Francisco Massaranduba

Folclórico lutador brasileiro, o peso-leve venceu Paul Felder por nocaute técnico (interrupção médica) e chegou a sete vitórias consecutivas. Com uma apresentação convincente, Massaranduba pode sonhar com desafios maiores. Ele certamente terá pela frente um Top 10 em seu próximo compromisso. Apesar das limitações, conhecidas e apontadas pelo próprio após a luta, a garra dele pode levá-lo ao topo da divisão.

Nomes como Erick Silva, Vicente Luque, Michel Trator e Eric Spicely também se destacaram com vitórias no show realizado no Ginásio Nilson Nelson.

 

Confira os resultados do UFC Brasília:

  • Cris Cyborg nocauteou Lina Lansberg no segundo round
  • Renan Barão venceu Phillipe Nover por decisão unânime
  • Roy Nelson nocauteou Antônio Pezão no segundo round
  • Francisco Massaranduba venceu Paul Felder por interrupção médica no terceiro round
  • Eric Spicely finalizou Thiago Marreta no primeiro round
  • Godofredo Pepey finalizou Mike de La Torre no primeiro round
  • Michel Trator venceu Gilbert Durinho por decisão unânime
  • Rani Yahya venceu Michinori Tanaka por decisão unânime
  • Jussier Formiga venceu Dustin Ortiz por decisão unânime
  • Erick Silva finalizou Luan Chagas no terceiro round
  • Alan Nuguette venceu Steven Ray por decisão unânime
  • Vicente Luque nocauteou Hector Urbina no primeiro round
  • Gregor Gillespie venceu Glaico França por decisão unânime

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