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Max Holloway conquista cinturão no UFC e garante luta com Aldo

Foto: Steve Marcus/Getty Images

O UFC 206, realizado no último dia 10 de dezembro, em Toronto (CAN), entrou para a história como um dos eventos de MMA mais eletrizantes dos últimos tempos. Com um card recheado de lutas emocionantes e desfechos espetaculares, a “cereja do bolo” foi a atuação de Max Holloway, que atropelou Anthony Pettis com um nocaute no terceiro round, conquistou o cinturão interino dos penas e garantiu um confronto com o campeão absoluto da divisão, José Aldo, em 2017.

O havaiano alcançou o expressivo número de dez vitórias consecutivas no octógono. E não foi enfrentando atletas medianos. Na lista de vítimas de Holloway nos últimos meses, além de Pettis, estão lutadores duros como Ricardo Lamas, Jeremy Stephens, Charles Oliveira e Cub Swanson. Todos estão no top 10 da categoria até 65,8kg. E mais importante do que vencer tais atletas foi a forma como Holloway os superou. Agressivo, rápido e resistente, Max se tornou uma força a ser respeitada dentro do octógono. Independente de agora ser dono do cinturão.

No UFC 206, Holloway mostrou estar pronto para atuar sob os grande holofotes. Diante de um ex-campeão do UFC, ele não teve pressa ou nervosismo para liquidar a fatura. Pettis teve um corte de peso sofrido para a luta, o que obviamente prejudicaria seu desempenho no octógono na noite de sábado. Max sabia disso e usou a seu favor. Andando para frente, com grande diversidade de golpes, mas com paciência, ele soube minar o jogo do rival até alcançar o nocaute no terceiro round da disputa.

Com o título interino dos penas em posse, as provocações já começaram. Após a luta, o havaiano mandou um recado para José Aldo e criticou o brasileiro, insinuando que ele não é confiável, pois “vive se machucando”. O duelo deve acontecer no primeiro trimestre de 2017. Até lá, Holloway vai falar mais. Ele é jovem, habilidoso e não tem medo de “vestir a capa” que comanda o jogo atualmente. Ele pode não ser um dos desafiantes mais conhecidos que Aldo já enfrentou, mas ele tem a coragem de poucos para aproveitar bem a oportunidade e se promover da maneira que deve.

No papel, José Aldo é mais lutador que Holloway. Talvez o único problema seja o ritmo de luta. Holloway fez dez lutas nos últimos 35 meses, enquanto Aldo pisou no octógono apenas quatro vezes no mesmo período – sendo uma dessas lutas o encontro com Conor McGregor, que durou apenas 13 segundos e nem pode ser considerado como tempo gasto competindo. Isso nunca chegou a ser, de fato, problema para Aldo. Independente do tempo fora de ação, ele sempre se apresenta bem. Mas o tempo passa e um dia isso pode vir a ser uma questão valha a atenção. Melhor se prevenir.

É verdade que Aldo Vs Pettis seria uma luta mais vendável. Um confronto entre os dois atrairia mais atenção e seria mais saudável à categoria que acabou de perder o astro Conor McGregor. Mas o confronto entre Aldo e Holloway também tem seu potencial. Esportivamente, é o encontro de dois atletas agressivos, nocauteadores e habilidosos. Certeza de espetáculo! Pensando pelo lado do entretenimento, é um novo combate a ser bem promovido pelos próprios lutadores, imprensa e organização. A valorização pode vir de outras formas, eles sabem disso. Basta querer.

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