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O segredo do ‘novo’ Knicks? O ‘velho’ Carmelo

Foto: Michael Reaves/Getty Images

Raçudo e experiente, Carmelo Anthony brilha na grande missão da sua carreira: reerguer o New York

Carmelo Anthony é pôster, figurinha e highlights para o fã da NBA no Brasil há muitos anos – 12, especificamente, pois desde 2004 (!) o ala da camisa 7 brilha como poucos outros no período.

Sua capacidade atravessa sim gerações. Primeiro, com o Denver Nuggets, onde se destacou até 2011. E tem sido assim também no New York Knicks que defende há cinco anos, mas com uma competência raramente vista como a atual – principalmente, convenhamos, depois de um desempenho horroroso como o vivido no último ano.

Carmelo voltou a tomar para si o papel que caracteriza as grandes estrelas da NBA na história e neste momento – para ficar só em três grandes nomes, falaremos de LeBron James, Stephen Curry e Russell Westbrook.

“Melo” não apenas joga bem e contribui para a efetividade dos New York Knicks, mas também esmaga o ego do adversário apenas com sua presença. Quem o enfrenta não sabe o que esperar, pois seu repertório e sua entrega em quadra têm sido compatíveis ao seu nível histórico e ao seu polpudo salário de US$ 25 milhões por temporada.
As médias – em quadra, não as financeiras – são bons termômetros para avaliar a importância de Carmelo até aqui. É no mínimo admirável que ele, aos 32 anos, esteja cumprindo 34 minutos a cada partida, fazendo uma perfeita sociedade com o armador Derrick Rose.

Uma das razões da simbiose entre os craques dos Knicks é a mescla entre experiência e juventude. Rose tem 28 anos e a metade da experiência de Anthony. Derrick está apenas em seu sétimo ano de NBA, mas solta as bolas e lê os movimentos de Carmelo como poucas vezes se viu com Anthony até mesmo na seleção.

Jogar pelos Estados Unidos é uma de suas grandes paixões. Anthony é, como cantava Bruce Springsteen, o próprio “Born in the USA”. Só o patriotismo e a paixão de suar o uniforme da seleção americana justificam o seu tricampeonato olímpico.

É avassalador pensar que Anthony ainda fazia parte da seleção que perdeu para a Argentina e ficou com o bronze em Atenas-2004…

O resultado de tamanho entendimento entre Carmelo Anthony e Derrick Rose é perceptível na campanha dos Knicks até aqui, muito condizente com as enterradas históricas dos tempos de Patrick Ewing ou das cestas acrobáticas de Alan Houston.

O New York vem em terceiro na Conferência Leste, com 14 vitórias e 10 derrotas, uma prova do alto nível que a NBA ostenta hoje e do quão difícil está manter aproveitamentos ao redor dos 60% – o dos Knicks é de exatos 58,3%.

Embora admirável na colocação, os Knicks expõem um flagrante descompasso entre defesa e ataque. O time tem a pior média de pontos entre as dez primeiras equipes da conferência (saldo de -2,3 pontos por partida), o que mostra o quanto a franquia tem a evoluir no andamento da temporada regular.

E como tal média atrapalha o jogo coletivo dos Knicks? Basta ver que na outra conferência, a do Oeste, tal déficit na pontuação só se vê no oitavo colocado, o Portland Trail Blazers, com 2,8 pontos negativos por partida.

A defesa dos Knicks é também a segunda mais vazada da sua conferência, cedendo 107 pontos por jogo, melhor apenas que a dos Nets, o vice-lanterna, que sofre 115 pontos por partida.

Resquícios do passado, na verdade. Os Knicks estão se reerguendo da temporada de horror vivida na NBA em 2015/2016, quando o time ocupou somente a 13ª posição na conferência, com aproveitamento de 39%, nada condizente com sua tradição.

O “novo” Knicks de Carmelo Anthony terá um teste bastante interessante à 0h (de Brasília) desta quarta-feira em Phoenix, quando visita os Suns na condição de favorito. Os Knicks pagam R$ 1,60 a cada R$ 1,00 apostado, segundo as cotações levantadas pelo Oddsshark.com/br. Os Suns, do brasileiro Leandrinho, são os azarões da noite. Devolvem R$ 2,34.

Além de Suns x Knicks, outras cinco partidas completam a jornada da NBA nesta terça-feira. Confira.

22h00 – Cleveland Cavaliers (1,06) x Memphis Grizzlies (9,12)
22h30 – Atlanta Hawks x Orlando Magic     *
23h00 – Chicago Bulls (1,31) x Minnesota Timberwolves (3,44)
23h00 – New Orleans Pelicans (5,46) x Golden State Warriors (1,15)
00h00 – Phoenix Suns (2,34) x New York Knicks (1,60)
01h30 – Portland Trail Blazers (1,71) x Oklahoma City Thunder (2,18)

* Odds indisponíveis até o fechamento da edição.

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