Humor

Uma jogada de sorte no Timão?

A maior prova de que o ambiente no Corinthians para Fábio Carille não era dos melhores está no desempenho do time nos últimos dois jogos do Campeonato Brasileiro – vitória por 3 a 2 sobre o Fortaleza e empate em 1 a 1 com o Palmeiras após uma série de oito rodadas sem vitórias. Carille saiu por uma porta, Dyego Coelho (técnico do sub-20) entrou por outra e com os mesmos atletas – e alguns desfalques – a disposição do time em campo mudou. Boselli que “não se encaixava” no sistema engessado do antigo treinador, marcou dois contra o Fortaleza, foi perigoso contra o Palmeiras e mostrou, em campo, aquilo que toda a imprensa esportiva e grande parte da torcida sabia: é o melhor atacante do elenco corintiano.

Pedrinho, foi outro que se beneficiou com a mudança. Coelho já disse que para ele a jovem promessa da base alvinegra atua no meio e não nos extremos do campo como insistia Carille. Até mesmo Ramiro, que seguia esquecido no CT Joaquim Grava, teve oportunidades e mesmo sem brilhar foi mais útil em campo do que era com o comando anterior.

Isso não quer dizer que Coelho é um gênio estrategista como técnico. Apenas mostra que atletas e técnico não falavam a mesma língua e que, em campo, não havia aquele 1% à mais que se vê hoje. Isso é mérito, sim, do novo treinador que aliviou o ambiente e limpa o terreno para a chegada de Tiago Nunes em 2020.

No final, o Corinthians mudou sua sorte no Brasileirão usando um Coelho inteiro e não apenas seu pé. A dúvida que fica é se o desempenho do interino nesta reta final de Série A será o bastante para criar uma sombra incômoda sobre Tiago Nunes ou se o novo treinador terá tempo para dar sua cara ao time que luta agora para se reinventar após anos de uma filosofia de jogo implantada por Mano Menezes, aprimorada por Tite e consolidada por Carille na campanha do título Brasileiro de 2017.

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