Humor

Humor: milagre de Jesus

Foram 7 gols a favor e apenas 2 contra no espaço de uma semana. O técnico português Jorge Jesus fez sua estreia oficial no Flamengo no empate em 1 a 1 com o Athletico-PR na Arena da Baixada pela Copa do Brasil. No domingo, dia 14, pelo Campeonato Brasileiro, apresentou-se à torcida comandando o Rubro-Negro pela primeira vez no Maracanã. E chegou deixando  um belo cartão de visitas: vitória por 6 a 1 diante do competente time do Goiás. O Esmeraldino bem que tentou, mas a verdade é que o time viu a cor da bola apenas quando o Flamengo, ainda com problemas na sua última linha, falhou. Como aconteceu com Rodrigo Caio. Após o gol de Arrascaeta, aos 5 minutos do primeiro tempo, o zagueiro falhou bizonhamente e o Goiás empatou. Foram, então, 10 minutos de falta de atenção dos donos da casa – um ponto que o próprio Jesus reconheceu como algo a ser melhorado.

O fato é que o Flamengo foi intenso e focado. Passada a instabilidade, mandou no jogo e no espaço de 6 minutos – entre os 43 e os 49 da etapa inicial –, marcou mais 3: dois com a Arrascaeta e 1 com Bruno Henrique (aproveitando passe do uruguaio que não jogava com Abel Braga). Gabigol, no segundo tempo, aproveitou mais dois belos passes de Arrascaeta e fechou a fatura.

O milagre – expresso – de Jesus até aqui confirma o Flamengo como o grande adversário do Palmeiras na briga pelo título Brasileiro (apesar de o Santos de Jorge Sampaoli) ocupar a vice-liderança neste momento. E mais: mostrou de forma muito clara aquilo que era fato na época em que o Urubu estava sob o comando de Abel Braga: o time pode jogar muito mais do que jogava.

A chegada de nomes como Jesus e Sampaoli ajudam a melhorar a qualidade do futebol brasileiro e evidenciam outro ponto que muitos evitam tocar: assim como nosso futebol, nossos técnicos não estão mais entre os melhores do mundo (se é que estiveram alguma vez). Já passou da hora de enfiarem a viola no saco, olharem para o que se faz nos maiores campeonatos do mundo, descerem do pedestal em que se colocam  e crescerem de verdade. Se quiserem, algum dia, deixar o mundo árabe e conquistar o mercado que portugueses e argentinos têm nos principais campeonatos do mundo.

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