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Versátil, criativo e fulminante: qual a chance de Johnny Walker se tornar um astro no UFC?

UFC Argentina: Johnny Walker
Foto: Divulgação / UFC

O UFC Argentina, realizado no último sábado, em Buenos Aires, contou com seis brasileiros em ação. Mas um deles em especial chamou a atenção do mundo das lutas após um debute impressionante dentro do octógono mais famoso do mundo. Depois de ingressar na organização pelo Contender Series Brasil, Jhonny Walker  arrebentou em sua estreia no Ultimate e nocauteou Khalil Rountree de forma espetacular no primeiro round. Será que estamos diante de um novo ídolo do MMA brasileiro?

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Quando Jhonny participou do Contender Series Brasil, ele enfrentou Luis Henrique Frankenstein. O rival já tinha uma passagem pelo UFC, mas buscava um novo contrato com o evento. Era um adversário de nível alto para buscar seu passaporte ao Ultimate, mas Johnny arrebentou. Lembro de encontrar meu sogro na manhã seguinte ao programa que passou a luta de Walker – as edições do Contender Series Brasil com as lutas eram transmitidas na madrugada de sábado para domingo, na Rede Globo. “Rapaz, vi a luta de um tal de Johnny Walker… O cara é bom. Grandão, começou a luta dando soco, chute, joelhada… Gostei dele”! E é exatamente esse tipo de reação do público que pode tornar Walker numa promessa de sucesso. Seu estilo de luta empolga!

Aos 26 anos, nascido em Belford Roxo, Rio de Janeiro, Johnny vive em Southampton, maior cidade portuária da região sul do Reino Unido. Walker ingressou no muay thai depois de praticar musculação e dança lambaeróbica na academia. Uma professora notou seu talento para aprender movimentos de forma rápida. No MMA, ele passou por eventos como Jungle Fight e o Brave antes de chegar ao UFC e acumula um cartel de 15 vitórias e três derrotas na carreira. Foram 12 triunfos por nocaute, dois por finalização e apenas um via decisão dos juízes. Com sete vitórias consecutivas na carreira, Walker, que foi um dos destaques do Contender Series Brasil, acabou contratado e logo em sua estreia mostrou ao que veio.

Carismático e com um estilo extrovertido, no UFC Argentina, ele fez sua caminhada ao octógono dançando, como se estivesse acostumado a lutar no octógono. Nem parecia nervoso para a estreia no maior evento de MMA do mundo. E não estava mesmo. Dentro do cage, diante de Khalil Rountree, que embora não seja um nome expressivo na categoria dos meio-pesados vinha em grande fase, o brasileiro deu show. Solto, versátil e criativo, Johnny Walker logo encurralou Khalil e aplicou um nocaute brutal que expressou toda sua criatividade e talento em poucos segundos. O desfecho da luta começou com um soco. Depois, Johnny encaixou uma pegada de muay thai na cabeça do rival e aplicou joelhadas no clinch, onde emendou duas cotoveladas desmoralizadoras que derrubaram o rival. Por fim, ele aplicou um soco no adversário já caído até a interrupção do árbitro da luta aos 1m57seg do primeiro assalto.

O estilo de Walker vem a calhar numa categoria como a dos meio-pesados. Ele não vai precisar fazer muito para se destacar e subir na divisão. Absolutamente rasa, sem grandes nomes e pouco movimentada, a divisão até 94kg não tem expressividade desde os tempos de Jon Jones campeão. Hoje, o dono do cinturão é Daniel Cormier, mas ele perderá o título quando Jon Jones e Alexander Gustafsson se enfrentarem, no UFC 232, dia 29 de dezembro, em Las Vegas (EUA).

É claro que ainda é cedo para apostar que Johnny Walker será um nome expressivo no MMA brasileiro, mas ele está no caminho. Depois de ser destaque em um programa que garantiu contrato a 11 lutadores junto ao UFC,  o carioca brilhou em sua primeira apresentação no Ultimate e logo contra um atleta de nível bom. Ainda é cedo para dizer, mas se hoje nos deparamos com uma garrafa de whisky ao escrever Johnny Walker no Google, quem sabe daqui a algum tempo a primeira imagem exibida nessa busca seja a de um lutador do UFC.

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