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Paulista A1

Série A1: O São Paulo venceu o Corinthians e pôs fim ao tabu; no Pacaembu, o Palmeiras largou na frente do Santos

São Paulo volta vencer o Corinthians em uma partida de mata-mata e agora precisa de um empate para chegar à final do Paulistão depois de 15 anos fora da grande decisão.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press/Reprodução

Sem vencer o Corinthians em um mata-mata desde 2002, o São Paulo, assim como o Palmeiras, agora joga por um empate para chegar à final do Campeonato Paulista.

A semifinais do Campeonato Paulista começaram, sem surpresas, no último sábado, no Pacaembu, com o Palmeiras superando o Santos por 1 a 0 – gol de William. No domingo, no Morumbi, o complicado São Paulo recebeu o “rei dos clássicos” Fábio Carille e seu Corinthians “operário” e com muita disposição – e pouco futebol – vai com a vantagem do empate para o duelo decisivo na próxima quarta-feira em Itaquera.

 

Seis volantes e nenhuma direção

São Paulo 1 x 0 Corinthians

Mais desfalcado que cofre público, o Corinthians que não podia contar com Balbuena, Romero, Fágner (convocados pelas suas seleções) e Jadson (lesionado) ganhou dois novos problemas momentos antes do clássico contra o São Paulo: Clayson com inchaço em um dos joelhos e Rodriguinho que sentiu uma lesão no aquecimento ficaram no banco, abrindo vaga para Sheik e Matheus Vital atuarem.

A solução encontrada por Carille foi escalar seu meio campo com Ralf, Gabriel e Maycon – 3 volantes e nenhuma criatividade no lado alvinegro do duelo.

Atravessando uma fase pavorosa desde 2017, com técnico novo, sem Cueva (que, no caso, pode ser considerado quase um reforço), sem Rodrigo Caio e sem vencer o Corinthians em um mata-mata desde 1º de maio de 2002 (2 a 1 na semifinal da Copa do Brasil), acumulando um total de 12 jogos – 8 derrotas e 4 empates –, o técnico Diego Aguirre não quis se arriscar e levou a campo um time também com 3 volantes: Jucilei, Petros e Liziero para garantir uma boa proteção à zaga. E funcionou.

A pobreza de futebol dos dois times durante os mais de 90 minutos de jogo foi de doer. O São Paulo, que tinha uma postura mais “ativa”, buscava movimentações e tentava sufocar – com relativo sucesso – a defesa do Corinthians que, sem ninguém minimamente acostumado a “criar” no meio campo, ficava sem saída de bola e via a zaga – principalmente com Henrique – abusar dos recuos de bola para Cássio (alguns bem complicadinhos, diga-se). O Timão, por sua vez, sofria com Júnior Dutra “morto” nos lados do campo e com o afobado Gabriel tentando armar o time. De eficiente mesmo no Alvinegro, apenas um lance de Émerson Sheik. E só.

Mas se faltou futebol e talento, sobrou agressividade. Os donos da casa entraram “pilhados” e abusaram da rispidez em alguns lances – principalmente com Militão, Reinaldo e Jucilei. Mas o destaque mesmo ficou por conta de Nene e Fábio Carille. O técnico do Timão ficou bravo com o meia do Tricolor pelo modo como ele devolveu a posse de bola para o Corinthians após uma paralisação pedida pelo árbitro.

Minutos depois, o veterano meia se aproveitou da falha medonha de Mantuan para completar para o fundo do gol o rebote da defesa de Cássio para o chute de Tréllez que puxou o rápido – e fatal – contra-ataque. Na comemoração, Nene passou gritando em frente ao banco do Timão, encarando, obviamente, Fábio Carille. Princípio de confusão contornado pelo árbitro que encerrou o primeiro tempo logo em seguida.

Mais calmos na volta do intervalo, Nene, Carille, Sheik e Diego Aguirre conversaram com a arbitragem e seguiram com o jogo que viu o Tricolor se encolher e o Corinthians ganhar espaço. Mas, sem qualidade, pouco ameaçava o gol de Sidão. O Alvingero só melhorou com a entrada de Pedrinho já no terço final do segundo tempo. Ficou perigoso para o Tricolor, mas não o bastante para valer o empate.

 

Como fica

Fábio Carille, que não perdia um clássico pelo Campeonato Paulista desde a edição de 2017, mostrou para o mundo como o elenco corintiano de 2018 é ainda pior que o do ano passado. O time que não era muito bom em criar chances de gols perdeu sua referência no ataque e sem Rodriguinho – o jogador mais efetivo da equipe nesta temporada –, pouco fez para ameaçar o limitado São Paulo que teve muita disposição e só chegou ao 1 a 0 (merecidamente) graças a uma falha do lateral Mantuan no meio de campo. Não fosse isso, era capaz de o jogo terminar em 0 a 0.

Mas, como não terminou, o São Paulo chegará ao duelo decisivo na quarta-feira no Itaquerão precisando apenas de um empate para chegar a uma final de Campeonato Paulista após 15 anos. Para isso, claro terá pela frente o tabu de nunca ter vencido o Corinthians em Itaquera – foram 2 empates e 3 derrotas em 5 jogos. Vitória corintiana por 1 gol de diferença, leva a decisão para os pênaltis; triunfo por 2 ou mais gols de vantagem, classifica o Timão.

 

Porco vai melhor que peixe

Santos 0 x 1 Palmeiras

Com um domínio incontestável no primeiro tempo do duelo do último sábado no Pacaembu, o Palmeiras sufocou o Santos e abriu o placar com William aos 11 da etapa inicial. Foram precisos mais 19 minutos para que o Santos se reorganizasse e equilibrasse o duelo – que ficou mais violento também. Aos 44 minutos, Jaílson – que atuou graças a um efeito suspensivo – salvou o que seria o gol de empate do Peixe em duas finalizações seguidas.

O Santos voltou mais ligado para os segundo tempo. Aos 9 e depois aos 19 minutos, Gabigol se enroscou com Tchê-tchê na área. Os santistas pediram pênalti e o árbitro mandou o jogo seguir. O Peixe foi aumentando a pressão em cima da defesa do Verdão que se garantia com Jaílson, verdadeira “parede” na meta palmeirense.

Com a entrada de Rodrygo no lugar de Diogo Vitor, o Peixe ficou ainda mais ofensivo enquanto que o Palmeiras – aparentemente sem fôlego – se segurava atrás e garantia o resultado que lhe dá a vantagem de jogar pelo empate amanhã no Pacaembu na partida de volta das semifinais do Paulistão.

 

Como fica

O Palmeiras fez o que dele se esperava e confirmou seu favoritismo com uma vitória. Agora, basta um empate amanhã para que o Verdão chegue à final do Campeonato Paulista. O Santos, por sua vez, precisa, ao menos devolver a derrota por um gol de diferença para forçar uma decisão nos pênaltis. Diferença por 2 gols ou mais, classifica o Peixe.

A tarefa do Santos – um time ainda em formação – é quase impossível. “Quase” porque clássicos são imprevisíveis – o próprio Palmeiras sabe o quanto – e tudo pode acontecer. Mas, se olharmos apenas para o desempenho e o elenco dos dois clubes, o Palmeiras já pode pensar em quem será seu rival na grande final : São Paulo ou Corinthians – este, sim, um duelo de prognóstico mais difícil.

 

Palpites e jogos para as semifinais do Campeonato Paulista (volta)

27/03/2018

  • 20:30 – Palmeiras x Santos – Pacaembu – palpite: Palmeiras

28/03/2018

  • 21:45 – Corinthians x São Paulo – Arena Corinthians – palpite: Corinthians

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