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Paixão Nacional: não vejo nada

Dando sequência a uma tradição que vem ganhando força nas últimas semanas no Campeonato Brasileiro, não faltaram polêmicas envolvendo arbitragem na 31ª rodada da competição.

Com dois pênaltis não marcados e um que não existiu confirmado, o árbitro Igor Junio Benevenuto que apitou o empate em 1 a 1 entre Vasco e Internacional fica com o título de “confuso da rodada” uma vez que teve participação direta no resultado final da partida – que, verdade seja dita, atrapalhou aos dois times. Houve também polêmica na vitória da Chapecoense sobre o América-MG por conta de dois gols anulados – um para cada lado –, mas, neste caso, a arbitragem acertou (confira aqui o resumo da rodada).

Antes disso, devemos lembrar que na rodada anterior houve muita reclamação por parte de Palmeiras e Ceará contra a arbitragem de André Luiz de Freitas Castro, que expulsou Lisca, seu auxiliar e tirou quatro titulares palmeirenses do jogo contra o Flamengo no último sábado (empate em 1 a 1).

Não é de hoje que erros de arbitragem acontecem no futebol. Faz parte da “imprevisibilidade do esporte” dizem uns. Mas é fato também que o nível de arbitragem no Brasil tem sido incompatível com a qualidade do futebol disputado por aqui – que não é dos melhores, diga-se.

Passou do momento de CBF e sua comissão de arbitragem pensarem em soluções permanentes para a redução dos erros de arbitragem – que seguirão existindo mesmo com o uso de 35 VARs em campo. Talvez seja o momento de se discutir à sério a profissionalização dos árbitros de futebol como um avanço rumo à redução das falhas.

Talvez.

Ou talvez seja melhor deixar tudo como está para que as mesas redondas das segundas-feiras e as rodas de botecos tenham assunto para mais de duas horas de conversa.

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