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Oitavas de final da Libertadores da América 2018: 5 motivos para ver o imperdível Racing x River Plate de hoje

Rafael Santos Borre do River Plate
Foto: Gabriel Rossi/Getty Images

Clássico argentino promete tensão e entrega total a partir das 19h30 (de Brasília) no mítico Cilindro de Avellaneda

Maior campeã da Libertadores da América, com 24 conquistas, a Argentina vai concentrar as atenções do mundo todo nesta quinta-feira (9) com um espetacular clássico local que leva a campo a raça e o caráter tão peculiar dos clubes do país. A partir das 19h30 (de Brasília), Racing e River Plate abrem o duelo no melhor dos estilos “salve-se quem puder”. Quem pregar os olhos na TV não vai se arrepender, e o Ganhador conta, a partir de agora, cinco razões para não perder este fantástico confronto que será disputado no Cilindro de Avellaneda.

 

1 – Gustavo Bou, o gente ‘boua’

O Racing vendeu Lautaro Martínez para a Inter de Milão, e para o seu lugar voltou ao clube o goleador Gustavo Bou, que estava jogando no Tijuana, do México. Segundo o técnico Chacho Coudet, Bou, com 28 anos, vive o seu auge como atleta – e como pessoa, então, nem há o que falar dele.

Bou se caracteriza por um forte trabalho social que o faz virar madrugadas descarregando caminhões de mantimentos em zonas de risco na Argentina. Ele foi revelado pelo River e nesta semana deu uma profunda mostra de elegância ao se referir aos dois clubes – o passado e o atual – com enorme respeito.

 

2- Centurión, o maluco beleza

A sua passagem pelo São Paulo não deixou saudades, mas os torcedores do River não podem ver Ricardo Centurión pela frente. O meia-atacante enfrentou o River seis vezes e ganhou simplesmente quatro (empatando uma e perdendo outra). É torcedor declarado do Boca e já reconheceu que sente um prazer especial toda vez que vê o vermelho e branco pela frente. Deve ser caçado em campo e seguir pedindo a bola para encarar os zagueiros e forçar expulsões.

 

3- Coudet, mais maluco ainda

Chacho Coudet, técnico do Racing, foi um ídolo efêmero quando jogou no River como volante na virada do milênio. Explosivo e irrequieto, cansou de provocar a torcida do Boca e transformou-se no personagem mais autêntico do futebol argentino, um verdadeiro barril de pólvora. Ele, por enquanto, está comedido no discurso e prega o respeito ao seu ex-clube. Veremos por quanto tempo.

 

4- Pinola, o alemão

Como dois gigantes argentinos que são, River e Racing têm mesmo muitas histórias cruzadas. E uma delas envolve o excelente zagueiro Javier Pinola, hoje no River, mas que atuou no Racing entre 2002 e 2004 antes de defender o Nuremberg, da Alemanha, por uma década exata, de 2005 a 2015.

Pinola mescla o estilo alemão e argentino com uma rara propriedade. Sabe ocupar espaço, sabe adiantar a marcação e sabe, claro, marcar as pernas do adversário. E sabe de futebol como poucos – suas entrevistas são uma aula de clareza.

 

5- Armani, o novo Fillol

Poucos goleiros geraram tanto impacto no futebol argentino como o sensacional Franco Armani, que hoje calça as luvas do River Plate. Um dos poucos sobreviventes do fracasso azul e branco na Copa do Mundo, Armani sabe bem o que é frustrar os sonhos do técnico Coudet – foi com uma histórica sequência de defesas suas que o Atlético Nacional eliminou o Rosario Central, então comandado por Coudet, da Libertadores 2016.

Armani parece mesmo talhado a ser um gigante do arco. Sua presença é firme e especialmente competente nos jogos mais difíceis. Pelo River, ele já brilhou no título da Supercopa Argentina em cima do Boca Juniors e fez a diferença também em inúmeros confrontos tanto pelo Argentino quanto na Libertadores. Está no clube há apenas quatro meses, mas parece que veste vermelho e branco desde sempre.

 

Escalações

RACING: Arias; Saravia, Sigali, Orban e Soto; Zaracho, Nery Domínguez, Neri Cardozo e Centurión; Lisandro López e Bou. Técnico: Eduardo “Chacho” Coudet.

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Martínez Quarta, Pinola e Casco; Ponzio, Palacios e Nacho Fernández; Pity Martínez; Pratto e Scocco. Técnico: Marcelo “El Muñeco” Gallardo.

 

Palpite

Será um jogaço, daqueles para se lembrar por muito tempo. Faz sentido, porém, imaginar uma partida das mais trancadas – como dizem os argentinos, um “concerto de golpes e patadas”.

Os dois times têm atacantes excelentes e que devem chegar ao gol ao menos uma vez para cada lado. Faz sentido imaginar um 1×1 ou um 2×2. O River tem mais time e é favorito – até por decidir a vaga em casa, no próximo dia 28. Vai jogar com mais cautela e aproveitar deslizes do Racing.

 

Jogos de ida das oitavas de final da Libertadores da América 2018

Quinta-feira, 9 de agosto
  • 19:30 – Racing x River Plate – Palpite: Empate
  • 21:45 – Atlético Tucumán x Atlético Nacional – Palpite: Empate
  • 21:45 – Cerro Porteño x Palmeiras – Palpite: Palmeiras

 

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