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Humor

O fim da Copa do Mundo e a imagem mundial de Neymar

O saldo final de Neymar com o “fim” da Copa do Mundo.

Foto: Reprodução

Quatro dias após os 2 a 1 que a Seleção Brasileira levou da Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, convocados e comissão técnica já se espalharam pelo mundo e a vida segue. Entre erros e acertos, Tite mantém-se como a melhor opção para continuar no comando do escrete canarinho e deverá renovar seu contrato até o final da Copa do Mundo de 2022, no Catar – exercendo, inclusive, sua influência sobre as categorias de base, numa repetição, com uns 20 anos de atraso, do modelo adotado, por exemplo, por belgas e alemães. Mas enquanto isso não acontece, no mundo do “torcedor comum” – aquele que acompanha a seleção a cada 4 anos, para de ver os jogos da Copa assim que o Brasil é eliminado e que se surpreendeu com o Neymar mimado e cai-cai que desfilou pelos gramados russos e virou piada no mundo todo – a Copa chegou ao fim junto com alguns programas esportivos da TV aberta que com pouca audiência se despedem da Rússia assim como o comercial do banco e da cerveja – inteligente foi o fast-food que investiu na divulgacão do delivery e dos brinquedos de dinossauro.

Como Zidane em 2006 (cabeçada em Materazzi), Ronaldo em 1998 (as até hoje inexplicadas convulsões), Suarez em 2014 (mordeu Chiellini), ninguém sai da Copa do Mundo da Rússia com a imagem mais desgastada que Neymar. Campeão de memes na internet – um veículo que ele e seus “parças” usam tão bem – o menino-Ney foi de “decisivo” a “humorístico” em um piscar de olhos. Longe de sua melhor condição física, abusou do recurso que todo jogador de futebol usa em algum momento do jogo: a simulação. Suas quedas espetaculares, acompanhadas de rolamentos dignos de um judoca faziam inveja a Angel Romero, atacante corintiano que é um mistério para ciência e a acupuntura (não importa se você o atinge no calcanhar, a dor refletirá sempre em seu rosto).

Com Mbappé voando baixo na Seleção da França, Neymar volta desvalorizado ao PSG. Cotado para uma transferência para o Real Madrid em substituição a Cristiano Ronaldo que cansou-se de tanta paella e optou pelos prazeres da mesa italiana, o menino mimado da Vila assiste ao prodígio francês de 19 anos tomar a dianteira na preferência do time merengue e corre o risco de seguir por pelo menos mais uma temporada no clube francês – culpa de sua desastrosa tentativa de se tornar “o melhor do mundo” e assumir um protagonismo para o qual não está preparado.

Para sermos justos, Messi também sai em baixa. Mas o argentino lutou até o final atuando em uma seleção que simplesmente não sabia como jogar com ele e tendo como companheiros atletas muito abaixo de seu talento. Por outro lado, o craque do Barcelona proporcionou a Maradona uma experiência de “quase-morte” que valeu pela conquista do título. Assim como Cristiano Ronaldo que carregou sobre seus ombros o peso de uma Seleção Portuguesa que em quatro anos não foi capaz de produzir um único zagueiro que pudesse ser titular no lugar de Pepe –  minha solidariedade a CR7.

Vá hoje a qualquer quadra ou parque onde crianças estejam jogando futebol. Grite “Neymar” e veja o resultado. Não importa o país, não importa o idioma, o efeito final será sempre o mesmo: se jogarão no chão com as mãos no tornozelo gritando mais que que gato quando sente cheiro de uma lata de atum aberta (se fizer isso ao lado de Romero no Itaquerão, ele também se jogará no chão, mas com as mãos no rosto e não no tornozelo).

Neymar que deveria ser o “líder” da seleção termina a Copa com um prejuízo enorme em sua imagem. Terá pela frente quatro anos para mudar a percepção que o mundo tem de seus talentos – ou não. O tempo dirá.

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