Copa do Mundo Rússia 2018

Brasil x Suíça: Tite, Quadrado Mágico e retrospecto fazem do Brasil favorito na estreia da Copa do Mundo. Confira o prognóstico!

Seleção Brasileira
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Com Neymar 100% fisicamente, Brasil tenta fazer valer a condição de favorito diante da Suíça, uma equipe que evoluiu seu setor ofensivo nos últimos anos e está invicta há seis jogos

O que nós esperamos pelos últimos quatro anos finalmente vai começar. Temos uma nova chance de escrever algo diferente na história do torneio mundial de futebol. Ainda é duro esquecer aquela fatídica Copa do Mundo que arruinou nossos corações com 7×1 para a Alemanha, mas é hora de nos juntarmos, pensarmos no presente porque ele está logo aí, com Neymar, Gabriel Jesus e Philippe Coutinho liderando a camisa verde e amarela na Rússia. Novamente respeitada e, acima de tudo, temida pelos adversários, a Seleção Brasileira dá o pontapé inicial neste domingo (17 de junho), às 15h (horário de Brasília), em Rostov, contra uma Suíça que evoluiu nos últimos anos e promete não ser aquele time defensivo dos últimos Mundiais. Confira a análise da partida válida pelo Grupo E, que ainda tem Sérvia e Costa Rica.

 

Quadrado mágico

Doze anos após o quadrado mágico que dava sinais de ser o grande combustível brasileiro para o hexacampeonato na Alemanha, com Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano, mas que naufragou nas quartas de final em meio à farra de “Weggis”, a Seleção Brasileira volta a apostar em um quarteto ofensivo. As peças da vez são Neymar, principal nome do novo projeto do PSG; Gabriel Jesus, garoto de confiança de Pep Guardiola no Manchester City; Philippe Coutinho, o sucessor de Neymar no Barcelona; e Willian, o queridinho do Chelsea.

É com eles que o técnico Tite espera melhorar ainda mais a produção ofensiva e superar os ferrolhos montados pelos adversários. Mas também é com o quadrado que a Seleção precisará de muita sintonia para se defender, já que os zagueiros Thiago Silva e Miranda necessitarão de proteção lá atrás.

 

Retrospecto em estreias

O Brasil que entrará em campo logo mais em Rostov não precisa se apegar aos números para alcançar os primeiros três pontos na Copa, mas eles podem ajudar. Isso porque a Seleção Brasileira tem retrospecto extremamente favorável em estreias. Com exceção das duas derrotas nos primeiros mundiais, em 1930 (2×1 para a Iugoslávia), e 1934 (3×1 para a Espanha), a equipe canarinho soma 16 vitórias e apenas dois empates. A última igualdade ocorreu há 40 anos, quando abriu o Mundial na Argentina em 1×1 com a Suécia. Por outro lado, um triunfo importante que certamente Neymar deve se lembrar foi o 3×1 alcançado sobre a Croácia, há quatro anos, na Arena Corinthians. O camisa 10, por sinal, anotou dois gols, sendo o nome da partida.

 

Fator Tite

Se Neymar é o fator de desequilíbrio em campo, temos um comandante que mostrou ao longo dos últimos anos que é um dos melhores na profissão. Responsável direto por resgatar a Seleção Brasileira, que vivia em ondas perigosas das Eliminatórias Sul-Americanas com o técnico Dunga, Tite terá pela frente o maior desafio da carreira. Apesar do Campeonato Mundial com o Corinthians, o gaúcho agora é o representante de 200 milhões de brasileiros, que estão famintos pelo hexa.

Desde que assumiu a seleção canarinho, Tite conta com uma campanha quase impecável e 82% de aproveitamento. Além de garantir o Brasil na Copa do Mundo de logo mais com dez pontos de vantagem sobre o vice-líder Uruguai nas Eliminatórias, o treinador teve dez vitórias, três empates e apenas uma derrota, esta para a Argentina, em um amistoso sem valor na Austrália. Agora, terá a chance de ampliar tal marca no torneio mais esperado dos últimos anos.

 

A Suíça

Tradicionalmente considerada uma equipe que aposta no jogo defensivo, como ocorreu na Copa do Mundo de 2006, quando se tornou a primeira seleção da história a ser eliminada do torneio de forma invicta e sem levar gols, a Suíça tem mostrado evolução em seu jogo. E isso passa pelo cérebro Xherdan Shaqiri, que um dia já foi do Bayern de Munique e hoje defende as cores do Stoke City, da Inglaterra.

Com o meio-campista, os suíços marcaram 23 gols na fase de grupos das Eliminatórias Europeias. A vaga direta para o Mundial na Rússia só não veio porque a equipe sucumbiu ao poderio de Cristiano Ronaldo na última rodada. Após nove vitórias consecutivas a liderança da Chave B, a equipe colorada caiu na derradeira partida para Portugal e, consequentemente, foi para a repescagem. A 11ª participação dos helvéticos no Mundial começou a ser construída fora de casa, quando o técnico Vladimir Petkovic e seus comandados bateram a Irlanda do Norte por 1×0. Depois, seguraram o 0x0 na Basiléia.

Invicta há seis jogos, sendo quatro vitórias e dois empates, e considerada a segunda força de um grupo que ainda conta com Sérvia e Costa Rica, a Suíça tentará atingir o melhor resultado de todas as Copas, que ocorreu justamente quando sediou a competição, em 1954, parando nas quartas de final.

 

As escalações

Brasil: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

Suíça: Yann Sommer; Lichtsteiner, Fabian Schär, Manuel Akanji (Johan Djourou) e Ricardo Rodríguez; Granit Xhaka, Valon Behrami, Blerim Dzemailli, Xherdan Shaqiri e Steven Zuber; Haris Seferovic. Técnico: Vladimir Petkovic.

 

Jogos da 1ª rodada do Grupo E da Copa do Mundo 2018

Domingo, 17 de junho

  • 09:00 – Costa Rica x Sérvia – Palpite: Sérvia
  • 15:00 – Brasil x Suíça – Palpite: Brasil

 

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