Tênis

Após decidirem Copa do Mundo, França e Croácia se encontram na final da Copa Davis

Nicolas Mahut e Pierre-Hugues Herbert da França
Foto: MARCO BERTORELLO/AFP/Getty Images

Bicampeões no futebol, franceses despacharam os espanhóis nas semifinais do tênis, enquanto croatas precisaram do quinto jogo para eliminarem os tradicionais norte-americanos

Protagonistas da Copa do Mundo realizada na Rússia, França e Croácia estão novamente nos holofotes do mundo do esporte. Isso porque as duas nações acabam de alcançar a vaga para a final da Copa Davis de 2018. Atuais campeões do torneio de futebol e também de tênis, Les Bleus chegaram a decisão após despacharem a Espanha por 3×0, em Lille. Desfalcada de Rafael Nadal, seu principal jogador e número 1 do mundo, a Fúria viu suas chances de brigar pelo sexto título de sua história naufragarem. Já no outro lado da chave, a Croácia abriu vantagem, tropeçou, mas no fim arrancou a vitória sobre os poderosos dos Estados Unidos e retornou à finalíssima da competição após dois anos. Confira o resumo das semifinais!

 

França não toma conhecimento da Espanha

A ausência de Rafael Nadal no confronto já era um presságio, como adiantamos aqui, de um resultado favorável aos Les Bleus. Mas nem o mais otimista francês pensou que a ida para a segunda final consecutiva de Copa Davis seria tão tranquila. Com o Touro Miúra de fora de combate por conta das dores no joelho ocasionadas no US Open, a Espanha foi presa fácil, caindo por 3×0.

O primeiro dia foi aberto com o francês Benoit Paire (54º). Em sua estreia no torneio, o tenista de 29 anos não titubeou e bateu Pablo Carreño Busta (21º) em sets diretos, com parciais de 7/5, 6/1 e 6/0. Depois, foi a vez de Lucas Pouille (19º) levar a torcida local ao delírio ao alcançar uma improvável virada sobre Roberto Bautista Agut (26º) após quase quatro horas de jogo, com parciais de 3/6, 7/6 (5), 6/4, 2/6 e 6/4.

A partida de duplas veio e a expectativa era de que os espanhóis pudessem ensaiar uma reação, já que contavam com dois tenistas bastante experientes (Marcel Granollers e Feliciano López). Mas do outro lado também havia uma parceria de alto calibre, como Julien Benneteau, que joga sua última temporada como profissional, e Nicolas Mahut. Outro triunfo francês, por 3×0, com parciais de 6/0, 6/4 e 7/6 (7), e passaporte carimbado para a decisão.

 

Lutando pela 11ª taça

O resultado sobre a Espanha mantém a França no caminho para conquistar o bicampeonato consecutivo. Após superar a Bélgica em 2017, Les Bleus vão em busca do 11º título de sua história, que os deixarão isolados na terceira posição do ranking dos maiores campeões do torneio. Hoje, os Estados Unidos lideram com 32 troféus, seguidos da Austrália, com 28, e do Reino Unido e França, cada um com 10.

 

Recorde de Cilic e Croácia na final

Já em Zadar, a expectativa era de que a Croácia pudesse se impor de forma contundente diante dos Estados Unidos. A explicação era simples: as ausências de importantes jogadores por parte do time da Terra do Tio Sam. John Isner, principal tenista da equipe coordenada por Jim Courier, pediu dispensa para acompanhar o nascimento de seu primeiro filho. Já Jack Sock, que vinha de recente conquista do US Open com o conterrâneo Mike Bryan, nas duplas, desistiu por lesão. Além disso, havia a possibilidade de enfrentar o novato Frances Tiafoe (40º).

O confronto começou com os donos da casa mandando e desmandando. A promessa Borna Coric (18º), algoz de Roger Federer na final de Halle, em junho, bateu logo de cara Steve Johnson por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 7/6 (4) e 6/3. Na sequência, Marin Cilic, finalista do Aberto da Austrália de 2018 e sexto colocado no ranking da ATP, não decepcionou e colocou os croatas com um pé na decisão ao superar Tiafoe. A vitória rendeu ao grandalhão o recorde de maior vencedor de jogos de Davis por seu país, com 27 triunfos em simples e 10 em duplas.

Pronta para comemorar, a torcida croata viu no sábado (15 de setembro) Ivan Dodig e Mate Pavic sucumbirem para o experiente Mike Bryan e Ryan Harrison, que foi chamado às pressas para substituir Sock. O placar favorável aos estadunidenses deu uma esperança na equipe, que ficou maior ao ver Sam Querrey surpreendeu Cilic por 3 sets a 1, com parciais de 6/7 (2), 7/6 (6), 6/3 e 6/4. Porém, o jovem Coric estava lá para salvar a pele de seu país. Em jogo digno de Copa Davis, com cinco sets, o número 18 do mundo venceu Tiafoe 6/7 (0), 6/1, 6/7 (11), 6/1 e 6/3 e colocou a sua nação de volta à final do torneio após dois anos.

 

A Croácia na decisão

Finalista há duas temporadas, quando caiu para a Argentina, a Croácia tenta acabar com um longo jejum na Copa Davis. A equipe europeia não vence o torneio de seleções desde 2005, data de sua única conquista, quando bateu a Eslováquia.

 

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