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Copa do Mundo Rússia 2018

Análise: após fim do sonho na semifinal, Bélgica e Inglaterra partem para segundo “amistoso” na Copa

França vs Bélgica
Foto: CHRISTOPHE SIMON/AFP/Getty Images

Enquanto os belgas pararam na eficiente retaguarda da França, Inglaterra teve a chance de matar o jogo contra a Croácia, mas acabou perdendo de virada na prorrogação

A inspiração do título deste artigo veio do companheiro Miguel Gonzalez e traduz a realidade do que será a disputa do terceiro lugar para Inglaterra e Bélgica, no próximo sábado, às 11h (horário de Brasília). Verdade seja dita, as duas seleções não chegaram à Rússia no pelotão dos favoritos, apesar de que todos esperavam por boas atuações e reconheciam as qualidades de ambos os elencos. Mas ingleses e belgas foram além do que podiam e estacionaram em um patamar muito honroso. Aliás, o ótimo desempenho sugere voos ainda mais altos para o Catar 2022, já que as principais estrelas das suas seleções ainda têm muita lenha para queimar nos próximos quatro anos.

 

BÉLGICA SUCUMBE À FORTALEZA FRANCESA

Os Diabos Vermelhos não ficaram com o título, mas a principal lembrança deles na Rússia 2018 será a grande atuação que culminou com a eliminação da Seleção Brasileira, então grande favorita ao título, ainda mais depois das quedas de Alemanha e Argentina. E quando os comandados de Roberto Martínez foram para o jogo da semifinal contra os Bleus, disputado na última terça-feira (10), a confiança estava nas alturas.

No primeiro tempo, os belgas deram uma vaga ideia de que realmente poderiam se classificar para sua primeira final de Copa do Mundo. Um dos pilares da equipe, Eden Hazard ganhava todas as investidas sobre Pavard e criou algumas boas tramas pela esquerda. Porém, as jogadas não se transformavam em gol porque, além de De Bruyne e Lukaku, essenciais contra o Brasil, não estarem na mesma sintonia do craque do Chelsea, a retaguarda francesa deu uma verdadeira aula de defesa.

Durante a etapa inicial, Hazard contou com duas boas chances de abrir o marcador. Na primeira, ele chutou cruzado, mas a bola passou rente ao poste de Hugo Lloris. Na segunda tentativa, o camisa 10 fez uma jogada já característica de seu estilo, ao cortar da esquerda para o meio e soltar o pé. Para sorte dos franceses, a redonda encontrou Varane pelo caminho. Na sequência, foi a vez de Alderweireld surpreender pelo alto, em cobrança de córner, mas Lloris realizou bela intervenção.

 

FRANÇA MATA O JOGO NO INÍCIO DO SEGUNDO TEMPO

Parecida com a situação dos ingleses contra os croatas (que falaremos adiante), a Bélgica pecou em não ir para o vestiário em vantagem no placar. Como o dia era mesmo do setor defensivo dos Bleus, logo aos cinco minutos da etapa complementar, após escanteio da direta, Umtiti se antecipou a Fellaini e cabeceou com violência para inaugurar o marcador. Courtois não teve como fazer nada.

Resumindo, a França se fechou com nunca e os belgas deram adeus ao título como sempre. Foi uma bela campanha, mas faltou o peso na camisa, uma dose de sorte (é bem verdade) e a crença inabalável no título. Os belgas por pouco deixaram tudo a perder contra a apenas esforçada seleção do Japão. Já os Bleus se impuseram sobre Argentina e Uruguai. Aí está a diferença.

 

CROÁCIA, A MARCA DA SUPERAÇÃO NA COPA DE 2018

Na outra semifinal, disputada ontem (11), os ingleses estavam na final até os 22 minutos do segundo tempo, quando Perisic deixou tudo igual no placar – Trippier havia feito 1 a 0, aos quatro minutos do primeiro tempo, em bela cobrança de falta. Mesmo exaustos pelas duas prorrogações e a tensão das cobranças de pênaltis que já haviam encarado contra Dinamarca e Rússia, respectivamente, os croatas deram um exemplo de superação e fome de campeão.

Mesmo quando esteve atrás do marcador e sob amplo domínio do English Team, a Croácia compensou na garra e, sim, contou com a sorte, pois os comandados de Gareth Southgate muito bem poderiam terminar os 45 minutos iniciais com dois gols de vantagem. Só que há aquela velha máxima de quem não faz, leva.

Depois que sofreram o empate, os ingleses, que contam com uma seleção muito jovem, começaram a bater cabeça. O controle defensivo da primeira etapa deu lugar aos chutões, saídas erradas e rebatidas infelizes. Se não fosse a trave, Perisic teria virado ainda no segundo tempo.

 

TERCEIRA PRORROGAÇÃO DA CROÁCIA

Na terceira prorrogação croata nesta Copa do Mundo, muitos imaginavam que o time de Zlatko Dalić iria “desmanchar” em campo de tanta exaustão e problemas físicos de muitos jogadores. Mas a classificação inédita do selecionado dos Bálcãs para a grande decisão, que acontecerá no próximo domingo (15), às 12h (horário de Brasília), em Moscou, veio na superação.

Dois lances foram capitais. No primeiro, Vrsaljko impediu um gol certo de Stones, que já havia batido Subasic, mas a bola encontrou a cabeça do lateral-direto do Atlético de Madrid, que estava em cima da linha, pelo caminho. No segundo, que entrou para a história, Perisic lutou belo rebote, que virou passe primoroso para Mandzukic fulminar a meta de Pickford.

O que realmente determinou a desclassificação da Inglaterra foi a falta de maturidade dos jovens e promissores atletas do time. Muitos pregam que é uma seleção que foi preparada para vencer a Copa do Catar, mas bem poderia ter sido na Rússia. Tivessem matado a partida no primeiro tempo, os ingleses certamente mediriam forças com a França na grande final.

 

FINAL DA COPA DO MUNDO 2018 E DISPUTA DO 3º LUGAR

Sábado, 14 de julho (Disputa do terceiro lugar)

  • 11:00 – Bélgica x Inglaterra – Palpite: Bélgica

Domingo, 15 de julho (Final)

  • 12:00 – Croácia x França – Palpite: França

 

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