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Paixão Nacional: vamos falar de planejamento?

Faltando 10 rodadas para o final do Campeonato Brasileiro 2017, podemos dizer sem possibilidades de erro que as maiores decepções do torneio nacional são Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo. Nós comentamos o desempenho do time carioca, que enfrenta o Bahia amanhã, aqui. Mas, e quanto aos paulistas e aos mineiros que tanto investiram para temporada?

As coincidências entre os “planejamentos” alviverde e alvinegro vão muito além dos caminhões de dinheiro gastos na montagem dos elencos. Com resultados muito abaixo do esperado, os dois times estão na terceira troca de técnico na temporada – ficando atrás apenas de Chapecoense e Bahia que, entre titulares e interinos, tiveram quatro “profexôres” até aqui.

 

Uma temporada para se esquecer

O Verdão começou o ano com Eduardo Baptista – que depois passou pelo Atlético-PR e agora tenta tirar a Ponte Preta do Z4. Os resultados não vieram e a paixão da torcida alviverde por Cuca tornaram a stuação do filho de Nelsinho insustentável. O campeão brasileiro de 2016 voltou, então, cheio de sorrisos, nos braços da torcida. Mas, resultado que é bom, nada. Custando bem menos, Eduardo Baptista também teria conseguido ser eliminado da Libertadores, da Copa do Brasil e ficar a uma montanha de pontos do líder do Brasileirão, sem chances de recuperação. Com praticamente o mesmo elenco campeão do ano passado, Cuca colecionou tropeços em seu retorno ao Parque Antártica até ser mandado de volta ao Sítio do Picapau Amarelo na última quinta-feira.

Alberto Valentim, membro da comissão técnica fixa do Palmeiras e ex-técnico do Red Bull, assumiu a missão de “domar o porco” e manter as coisas nos trilhos até o final da temporada. Sem inventar, o interino adotou um esquema tático muito parecido com o que Cuca usou em 2016 e já em sua primeira partida, venceu – de forma convincente – o Atlético-GO por 3 a 1, com Keno jogando tudo o que não jogou desde a sua contratação. Um sopro de alívio pros lados do Allianz Parque.

Mas parece que o Verdão não aprende com seus erros e segue desperdiçando tempo precioso no planejamento de 2018. Neste momento, o clube sonha com Mano Menzes na próxima temporada, aceita de bom grado Jair Ventura e, de olho no exemplo corintiano, cogita efetivar Alberto Valentim.

Assim fica difícil acreditar que 2018 será melhor que 2017…

 

Galo maluco

Em Minas Gerais as coisas não foram muito diferentes. Depois de começar a temporada com um time forte, comandado pelo badalado Roger Machado (e até hoje não entendo porque fazem tanta “festa” em torno do nome dele), conquistar o campeonato estadual e ir mal em todas as outras competições que disputava no ano, o Atlético-MG trouxe o técnico campeão olímpico com a Seleção Brasileira masculina de futebol, Rogério Micale, e… nada mudou.

O Galo seguia jogando mal e colecionando resultados que o levavam cada vez mais perto do Z4 – tão íntimo de São Paulo e Fluminense neste momento. Ser campeão olímpico não valia nada e Micale foi demitido sem muita cerimônia pelo presidente atleticano Daniel Nepomuceno, que não demorou muito em contratar Oswaldo de Oliveira, o homerm, o mito, a grife que orgulhosamente pode “bater no peito” e dizer: “fui treinador de todos os grandes no Rio, em São Paulo e agora em Minas!”. Não que isso signifique qualquer coisa, mas fica bonito no CV.

De todo modo, o Atlético-MG deu uma melhorada com o novo “profexô”. Está invicto há três rodadas (duas vitórias e um empate) e, se manter o embalo, pode voltar a sonhar com uma vaga na Libertadores. O que também não quer dizer nada para Oswaldão, afinal de contas, os sussurros que correm nos corredores da Cidade do Galo dizem “Cuuuuuucaaaaa” sem o menor pudor.

E ainda tem gente que pergunta o que deu errado com Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG nesta temporada… Mais fácil responder o que deu certo.

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