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Paixão Nacional: currículo não é nada

Depois de apenas 2 meses de trabalho, acabou a aventura de Rogério Micale no comando do Atlético-MG. Campeão Olímpico com a Seleção Brasileira masculina, o técnico, que havia sido chamado para o lugar de Roger Machado não resistiu a mais um resultado ruim em casa. Os 3 a 1 impostos pelo Vitória sob o comando de Vágner Mancini – para quem não se lembra, o técnico que foi demitido da Chapecoense sem grandes motivos –, deram por encerrado o ciclo de Micale na Cidade do Galo.

Tendo a medalha olímpica como jóia máxima de seu currículo, Micale assumiu o Galo com a missão de conquistar resultados melhores que os do badalado Roger Machado. Não conseguiu – e também não teve tempo. Trabalhando com um time que não foi montado por ele e que não mostra em campo muita vontade de correr atrás do resultado, o campeão olímpico fazia em Minas um trabalho semelhante ao de quem enxuga gelo: consegue algum resultado aqui e ali, mas no final, o gelo vai derreter em enxarcar tudo à sua volta.

E é mais ou menos este o cenário atual do Galo: um time que está “derretendo” no Brasileirão e caminhando a passos largos rumo à Série B (de novo). Ainda dá tempo de evitar o desastre, mas resta saber se Daniel Nepomuceno vai encontrar alguém disposto a arriscar-se na aventura que será salvar o Atlético-MG do rebaixamento contando com o apoio de um presidente que não enxerga a longo prazo e acha que trocar técnicos com a mesma facilidade com que se trocam camisetas é a solução para os problemas do time estrelado e sem vontade que ele – Nepomuceno – ajudou a montar.

Tivessem mantido Roger no cargo, tavez o time não estivesse jogando o fino da bola, mas, com certeza, não estaria em situação tão precária.

Esperemos, pois, pelo próximo gladiador a entrar na arena e se sacrificar pelo Galo Mineiro.

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