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Brasileirão Série B

Mito ou mico? Confira os cinco desafios de Rogério Ceni à frente do Fortaleza

Foto: Divulgação Fortaleza EC

Após frustrante passagem comandando o São Paulo, ex-goleiro dá sequência à vida de treinador com o time nordestino

A carreira de Rogério Ceni como técnico de futebol começará para valer a partir de 2018, quando o Mito inicia sua trajetória no Fortaleza. Não que a passagem pelo São Paulo, seu time de coração, não tenha valido a pena, mas o ex-goleiro terá com os cearenses, que completam no próximo ano 100 anos, a verdadeira sensação do que é ser treinador de futebol brasileiro. Com estrutura simples, estádios acanhados e reforços modestos, RC recomeça “por baixo”, como nove em dez brasileiros gostam de palpitar em relação ao início da jornada de um treinador. Ele estará em um clube que deposita todas suas fichas nele e confia em seu QI para fazer frente ao rival Ceará e se destacar no retorno à Série B.

 

Reforços modestos

Se estava acostumado em pedir contratações milionárias, como a possibilidade do retorno de Kaká quando ainda era técnico do Tricolor Paulista, Rogério Ceni terá que ser bem mais econômico em sua nova casa. Ele terá que se contentar com peças bem “mais em conta”. Com um orçamento infinitamente inferior que o São Paulo, o Fortaleza aposta justamente na vitrine “Mito” para atrair jogadores e fazer frutos com a era do bom e barato.

Ativamente no mercado, o clube já “entregou” 13 novos jogadores ao novo comandante. O principal reforço é o meio-campista Alan Mineiro, de 30 anos, que fez 11 gols na Série B pelo Vila Nova, e Léo Natel, jovem das categorias de base são-paulina e conhecido de RC. Agora, cabe a Rogério dar liga ao time!

 

Torcida

Muitos vão falar: se o Rogério Ceni se deu bem com a torcida do São Paulo, por que não seria o mesmo com a torcida do Leão do Pici? Neste quesito, o novo treinador não pode reclamar, já que tem sido abraçado pela massa do Tricolor de Aço desde que aterrissou em Fortaleza. Porém, como sabemos no mundo da bola, é só uma sequência de resultados negativos aparecer que a o clima de lua de mel vai por água abaixo. Por isso, se RC mostrar resultado logo de início, a Arena Castelão certamente estará completamente lotada e os tricolores serão o 12º jogador.

 

Maldição do centenário

Não é novidade para ninguém que o esforço do presidente Marcelo Paz para a temporada 2018 é única e exclusivamente pensando no centenário do clube. Afinal, que time não gostaria de levantar uma taça ou, como no caso do Fortaleza, subir para a elite do futebol brasileiro? O clube completa 100 anos apenas no dia 18 de outubro, mas a temporada inteira será totalmente de pressão. E mais uma vez Rogério Ceni será fundamental para segurar os ânimos de seus atletas e recuperar o clube, que no primeiro semestre deste ano foi de mal a pior, caindo ainda no início na Copa do Nordeste e não sendo páreo para o Ceará no Estadual.

É com ele que a equipe tenta acabar com uma espécie de “maldição do centenário” instalada entre as equipes brasileiras. Dos grandes clubes que já celebraram a marca de três dígitos, o Vasco é o que mais celebrou. Em 1998, os vascaínos ganharam pela primeira vez a Copa Libertadores e o Campeonato Carioca em meio aos 100 anos.

Do outro lado, o Flamengo é o clube mais lembrado pela decepção que foi sua temporada centenária. O time que tinha Romário, Sávio e Edmundo deu vexame em 1995 e ficou de mãos abanando.

Rogério Ceni e o Fortaleza têm, a princípio, a “obrigação” de igualar a marca do rival Ceará, que há três anos faturou o Cearense em seus 100 anos. Se ganhar o Estadual e bater, de quebra, o Vovô na final, reerguendo pela 42ª vez o título da competição, o Fortaleza saberá que a contratação de RC não terá sido em vão.

 

Série B

O Campeonato Cearense é uma das obsessões, mas Rogério Ceni e sua trupe precisam ficar ligados na falsa impressão que o Estadual passa aos vencedores. É só lembrarmos nas dificuldades que muitos campeões regionais têm na sequência da temporada, com a chegada do Nacional. E é aí o principal objetivo do Mito!

Depois de oito anos, o Fortaleza está de volta a segunda divisão. Mas por que não sonhar com a elite? A última participação do Leão de Pici no Brasileirão da Série A aconteceu em 2006, quando a equipe foi rebaixada na 18ª posição.

 

Sombra de Zetti

Coincidência ou não, Rogério Ceni terá a oportunidade de realizar a mesma façanha que um antigo e importante ídolo seu conseguiu defendendo as cores do Fortaleza. Bicampeão Mundial com o São Paulo e antecessor de RC, Zetti se aventurou posteriormente na carreira de técnico e comandou justamente o Tricolor de Aço. O ex-camisa 1 são-paulino foi o responsável por recolocar o time cearense na Série A, em 2004. Será que chegou a vez do Mito?

 

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