Futebol: Podcast

Diego não faz e, nos pênaltis, o Cruzeiro é o novo campeão da Copa do Brasil

Foi um jogo com cara de decisão.

Depois do empate em 1 a 1 no Maracanã no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil, Cruzeiro e Flamengo precisavam de uma vitória ontem para ficar com o título da Copa do Brasil.

O rubro-negro carioca não tomou conhecimento do recorde de público no Mineirão – um verdadeiro “mar azul” com mais de 61 mil pessoas – e pressionou o Cruzeiro desde o início. Mas apesar da maior posse de bola – e seguindo o “fenômeno” que temos acompanhado no Brasileirão –, este domínio não se converteu em chances de gols.

Melhor para o Cruzeiro, que logo aos 4 minutos viu Mano Menezes precisar trocar Raniel por Arrascaeta e perder sua referência no ataque. Os donos da casa levaram mais de 20 minutos para equilibrar as ações em campo, mas apesar da boa movimentação das duas equipes, os goleiros pouco trabalharam – foram, se muito, duas chances realmente claras de gol para cada lado e mais nada.

A Raposa voltou melhor no segundo tempo com Rafinha no lugar de Robinho – que sentiu uma contusão – e passou a pressionar o Flamengo, que tinha dificuldades para chegar ao ataque. Mas a pressão celeste também não era das mais efetivas. Susto mesmo apenas em uma bola fácil que Muralha entregou e que, por pouco, não foi aproveitada por Arrascaeta. Guerrero também deu um susto em Fábio e foi só o que realmente de bom aconteceu no segundo tempo.

 

A emoção dos pênaltis

A decisão ficou para o cenário que os flamenguistas não queriam: cobrança de pênaltis.

Como bem lembrou Paulo Vinícius Coelho na Fox Sports, até aquela decisão, Muralha havia sido testado em cobranças de pênaltis em 16 oportunidades. Dessas, 14 entraram e 2 foram fora do alvo – trocando em miúdos, Alex Muralha não defendeu nenhum pênalti com a camisa do Flamengo. Ontem, sua marca pessoal chegou a 19 gols sofridos em 21 batidos. Péssimo para a carreira de um goleiro.

Fábio do Cruzeiro, por outro lado, já havia feito estrago contra o Grêmio, também na decisão por pênaltis no mesmo Mineirão.

E não deu outra: com a bizarra estratégia de pular sempre no mesmo canto, Muralha não defendeu uma única cobrança sequer e engrossou negativamente a sua estatística na Gávea.

Num momento melhor e com muito mais sangue-frio, Fábio esperou pela cobrança mal-batida. E ela veio dos pés de Diego, o habilidoso meia que não vive um bom momento. Mais uma vez, ele jogou abaixo do que pode e selou o destino do Flamengo na decisão.

 

E agora?

Festa azul em Minas com o Cruzeiro celebrando sua 5ª Copa do Brasil e a vaga na Libertadores do ano que vem. Mano Menezes – que pôs um fim ao seu jejum pessoal de títulos – deve, agora, ter o sossego que precisa para preparar o elenco do ano que vem sem a pressão de conquistar o título ou garantir vaga no G-6 do Brasileirão.

Ao Flamengo resta juntar os cacos e lutar pela Sul-Americana, competição na qual o rubro-negro está nas quartas de final – porque o Brasileiro segue sendo um sonho quase impossível. Podendo contar com o goleiro Diego Alves, o time da Gávea encara o Fluminense no próximo dia 25 de outubro tentando uma vaga na semifinal do torneio internacional.

Quanto a mim, tirarei o resto do dia de folga para comer pães de queijo e comemorar o título do Cruzeiro – que eu previ neste mesmo espaço na última terça-feira e meu parceiro de Ganhador, Miguel Gonzalez, classificou como loucura.

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