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Werdum Vs. Velásquez 2: um mal necessário

Werdum Vs. Velásquez

Embora Fabricio Werdum tenha pedido uma revanche contra Stipe Miocic logo após a segunda vitória contra Travis Browne, conquistadaem setembro no UFC 203, parece que o brasileiro terá que encarar novamente Cain Velásquez para garantir a chance de recuperar o cinturão dos pesados. E isso não é ruim. Pelo contrário.

Segundo o treinador de Werdum, Rafael Cordeiro, o brasileiro enfrenta Velásquez pelo UFC 207, dia 30 de dezembro, em Las Vegas (EUA), no último evento da franquia no ano. O confronto, claro, deve definir o próximo desafiante ao título dos pesados enquanto Miocic descansa de uma temporada agitada.

É claro que, por um lado, ter de fazer uma revanche contra um rival como Velásquez não é tarefa nada simples. Mas é exatamente por isso que o duelo é bom (e necessário) para o brasileiro.

Após a perda do cinturão contra Miocic, em maio, por nocaute, Werdum sofreu com o ódio que lhe foi oferecido na internet. Fãs descontentes com o resultado negativo o criticaram e machucaram seu ego. Como resultado, o brasileiro prometeu não largar a “Happy Face” (sua careta famosa característica), mas anunciou que uma fase “malvada” estava prestes a surgir. E foi exatamente o que aconteceu. Contra Browne, Werdum lutou de forma irreconhecível. Arriscou golpes bizarros (alguns entraram e impressionaram, mas foram riscos desnecessários) e, para completar, no fim ainda brigou com o técnico do rival em cima do octógono, algo que independentemente do motivo é condenável. Ele venceu a luta, mas…

A aura malvada pode até ser benéfica para promover lutas e se destacar na mídia, se tornar mais popular, entre outras coisas. Mas dentro do octógono ela não ajuda em nada.

Em uma revanche contra Cain, Werdum sabe que terá de lutar com 100% de foco, da mesma forma que atuou ao finalizar o americano em junho do ano passado, na Cidade do México, quando chocou o mundo e conquistou o título dos pesados. O americano é perigoso, virá com sede de vingança e atuou bem em sua última luta, o que lhe dá confiança. Caso pense em atuar no mesmo estilo da luta contra Browne, Werdum será certamente “forçado” por Velásquez a performar em seu mais alto nível, ou o desfecho não será bom. Ele sabe disso, e também já sabe o caminho para vencer o rival. Não há motivo para inventar.

Por estes e outros motivos, Velásquez se faz um péssimo — mas ao mesmo tempo perfeito — rival para Werdum, antes de uma nova disputa de cinturão. Se passar por Cain, o brasileiro terá provado que está pronto para retomar o cinturão dos pesados contra Miocic. É um mal necessário.

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