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Sérvia surpreende Brasil e conquista Liga Mundial de Vôlei na Polônia

Como de costume, o Brasil fez ótima campanha na Liga Mundial de Vôlei. Na decisão, porém, não encontrou maneiras de superar a força e a pressão da Sérvia, que venceu a partida disputada neste domingo (17/07) em Cracóvia, na Polônia, e ficou com o título da competição.

O placar final foi de 3 sets a 0, parciais de 25/22, 25/22 e 25/21, em 1h25min de uma partida que surpreendeu pela potência e apetite da seleção campeã.

O favoritismo brasileiro antes da decisão era tamanho que a cotação da vitória do time comandado por Bernardinho era de 1.25. A Sérvia rendia lucro de 3.60, ou seja, – 3.60 de retorno a cada dólar apostado.

Com 12 vitórias e somente uma derrota, o Brasil iniciou a decisão sempre correndo atrás da Sérvia na contagem do primeiro set. Na parada técnica inicial, o placar já estava 8 a 6 para os europeus que forçavam o saque e ditavam o ritmo dos pontos. Contando com muitos erros da seleção do Brasil, a Sérvia rapidamente disparou em 18 a 13 no placar. Ataques de Wallace e Lucarelli permitiram ao Brasil encostar em 20 a 17, mas a Sérvia foi mais eficiente no fundo de quadra, errou menos e manteve a margem de segurança até fechar a parcial em 25 a 22, para desgosto do sempre enérgico e irritado técnico Bernardinho.

Os sérvios mantiveram o ritmo no segundo set e voltaram a jogar com uma margem de conforto ao abrir 11 a 7. O ponto alto do Brasil na partida era então o bloqueio, o que permitiu a aproximação e o momento de maior emoção do jogo ao ameaçar a adversária chegando a 21 a 20 no placar. Ficou no quase. A Sérvia voltou a cravar todos os ataques e repetiu o desempenho do final da primeira parcial. 2 sets a 0, os dois em 25 a 22.

Precisando desesperadamente da vitória no terceiro set, o Brasil até adiou a disparada da seleção da Sérvia. Em boa passagem de Bruninho pelo saque, o time brasileiro se aproximou em 7 a 6 e logo depois empatou em 8 a 8. A Sérvia então voltou a exibir a arma que a acompanhou durante toda a campanha na Liga Mundial: um saque violento de difícil recepção.

Daí para o domínio em 20 a 15 foram poucos minutos. Em notável exibição de toda a equipe, a Sérvia fechou o jogo e conquistou o título com um contundente 25 a 21 no terceiro set.

“Nosso caminho não vai ser fácil”, alertou o técnico Bernardinho. “Depois de uma final como essa, uma série de coisas vão vir. O lado positivo é que foi agora. Temos que aprender com isso, seguir em frente, nos fortalecer. Sabemos que vamos sofrer para conquistar o que queremos e essa é uma lição que temos de aprender. A partida de hoje foi dura, difícil e as coisas não aconteceram da forma como gostaríamos”, concluiu.

Levantador e capitão da equipe, Bruninho ressaltou a importância de a seleção rapidamente mudar o foco para o próximo (e gigante) compromisso, a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

“É decepcionante, mas não temos nem muito tempo para ficar assim. Já precisamos logo virar a chave para o que vem pela frente, uma edição olímpica, e continuar a treinar e aprimorar todos os nossos fundamentos”, enfatizou Bruninho.

Ele citou também o que fez a equipe ficar tão atrás da Sérvia na decisão: “Cometemos mais erros do que o normal e sofremos uma pressão enorme desde o início, principalmente no saque. Isso foi minando a confiança do nosso time. Eles defenderam muito bem e colocaram uma energia muito grande em quadra. Com isso, cresceram e ganharam muita confiança.”

Nem tudo foi tristeza para o Brasil na Liga Mundial. Dois integrantes da equipe estiveram entre os melhores da competição que reúne a nata das quadras a cada ano. Wallace foi eleito o melhor oposto e Maurício Souza, o melhor central. Wallace ainda foi o maior pontuador da final, com 18 acertos, um índice impressionante para uma equipe que perdeu por 3 sets a 0.

O pódio da Liga Mundial de 2016 teve também a seleção da França. A campeã da competição em 2015 venceu a Itália com facilidade por 25/23, 25/21 e 25/20 no jogo disputado instantes antes da decisão.

A vitória da França já era esperada: sua cotação era 1.45. A Itália, gigante da modalidade nos anos 90, era a zebra. Pagava 2.60 a cada dólar investido.

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