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Por que lutadores de MMA se aventuram no cinema?

São muitos os astros do MMA que ultimamente vêm aproveitando suas férias para trabalhar longe das lutas. Ronda Rousey, Anderson Silva, Fabricio Werdum, Roy Nelson, Cain Velásquez e muitos outros atletas já apareceram ao menos em um filme. Embora nem todos tenham grandes aspirações em relação à dramaturgia ou para seguirem carreira de atores, é muito clara a ligação e o interesse em tal experiência.

Ronda e Vin Diesel, Werdum e Van Damme, Spider e Steven Seagal… Parcerias deste tipo se tornam cada vez mais comuns. E sobram motivos para isso acontecer.

O valor que o lutador ganha com uma aparição simples em um filme – muitas vezes até em cenas que sequer contém falas – é de encher os olhos. Vale lembrar que lutadores de MMA não recebem mensalmente. Podem até ter patrocinadores que o apoiem, mas apenas recebem salários e bolsas da organização que os contratam quando efetivamente lutam. Se ficarem muito tempo sem pisar no octógono, eles correm o risco de ver seus ganhos mensais reduzidos drasticamente. Logo, um trabalho extra não faz mal a ninguém. E o cinema muitas vezes é uma experiência que ocupa pouco tempo e rende muito dinheiro. Fora o fato de que muitos atores de cinema e lutadores de MMA cultivam amizades públicas, o que estreita os laços.

Atletas de MMA são interessantes à indústria cinematográfica por diversos motivos. Além de atraírem a atenção do mundo das lutas a determinada produção, o perfil atlético é sempre desejado, principalmente em filmes de ação. Além disso, lutadores têm mais facilidade com movimentos marciais usados em filmes desse gênero. Fora que muitas vezes é mais fácil um lutador encenar um vilão ou até um atleta do que um ator fazer o mesmo.

Até hoje, Ronda Rousey foi a atleta que chegou mais longe em Hollywood. A estrela do UFC já atuou como coadjuvante nos sucessos “Os Mercenários 3” e “Velozes e Furiosos 7”. Ela chegou a ter especulado um filme sobre sua vida antes de perder o cinturão do UFC. O assunto esfriou depois que ela declarou que gostaria de ser a atriz a encenar sua própria história.

Além de algumas participações, Anderson Silva já teve parte de sua história contada em um documentário chamado “Como água”, uma alusão a uma famosa frase de Bruce Lee, seu ídolo. Recentemente, revelou em entrevista ao Combate que deve estrelar um filme estrangeiro em breve. Vale lembrar que Spider também já fez uma “pontinha” no filme brasileiro “Até que a morte nos separe”.

A relação entre luta e cinema é tão bem sucedida que quando um atleta não tem desenvoltura para atuar, ele vira filme. Campeão interino dos penas do UFC, José Aldo teve sua história contada no filme “Mais forte que o mundo”, lançado em junho.

Ah, claro, não se pode esquecer do astro Conor McGregor. Maior nome do UFC na atualidade, já declarou que esse não é o foco no momento. Sua carreira nas lutas é prioridade. Porém, deixou as portas abertas para experiências futuras. Ele, por exemplo, já foi muito elogiado e tem como “fã” o ator hollywoodiano Arnold Schwarzenegger.

Seja na vida real ou na dramaturgia, o cinema se tornou uma forma irônica de atletas encararem a realidade de que muitas vezes é preciso sair do mundo das lutas para ganharem o dinheiro que merecem.

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