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O acerto de contas entre José Aldo e o UFC

José Aldo UFC

Está marcada para esta quarta-feira uma reunião entre José Aldo e Dana White, em Las Vegas. O campeão interino dos penas viaja aos EUA acompanhado de seu treinador e empresário, Dedé Pederneiras, para sentar com o presidente do UFC e tentar entrar em um acordo com a franquia, após ter anunciado que quer a liberação de seu contrato com a organização para se aposentar do esporte e buscar novos sonhos fora do MMA.

O presidente do Ultimate já anunciou que não irá rescindir o contrato de Aldo, que, inclusive, ainda conta com seis lutas a serem cumpridas. É claro que sempre existe uma cláusula ou brecha que pode ajudar Aldo a “se livrar” do UFC, mas não será uma tarefa fácil. Se quiser mesmo consolidar sua decisão, vai precisar de muita paciência. O Ultimate sabe que o descontentamento do lutador não é exatamente com o esporte, e sim com as decisões da organização. Se liberar Aldo, o evento corre um grande risco de entregar de bandeja um dos maiores astros da modalidade para uma franquia concorrente. Mesmo que Aldo garanta que não quer mais lutar em lugar algum, nunca se sabe o dia de amanhã. O UFC certamente não irá pagar para ver.

Aos 30 anos, o brasileiro ainda tem muito o que conquistar no MMA. Apesar da firmeza ao anunciar a decisão de parar de lutar, os últimos discursos dão sinais de que a ideia pode ser ao menos repensada — ou isso, ou ele já teve algum sinal de que será difícil travar uma batalha com o Ultimate no tribunal. E a tendência é essa. Apesar de irritado (com razão) com as últimas decisões do Ultimate, é mais fácil Aldo “dançar conforme a música” do que enfrentar a organização em um tribunal. Para conseguir a liberação do contrato, o brasileiro vai precisar de advogados experientes, e essa “guerra” será desgastante. Muito mais para o lutador, que ficará preso ao contrato até tudo se resolver, do que para a organização, que continuará funcionando sem pesar a falta do manauara.

Não há como prever o que pode acontecer na reunião entre Dana White e José Aldo. O dirigente provavelmente vai exaltar os feitos do campeão, mostrar que ele ainda é jovem e pode conquistar muito com o UFC — inclusive dinheiro — e, quem sabe, oferecerá uma grande luta que possa fazer a cabeça do brasileiro mudar. Por outro lado, Aldo vai fazer o que puder para sustentar sua decisão. Talvez ele desista caso veja que a ideia de rescindir com o UFC lhe dará mais dor de cabeça do que a situação atual. Mas só ele mesmo poderá falar sobre o futuro.

Espero que tanto Dana quanto Aldo compreendam que uma “re-união” nada mais é do que reatar os laços. Que ambos possam chegar a um acordo e entender que, quando duas pessoas têm interesses diferentes, a solução mais justa é fazer algo igualmente bom para os dois. E isso não é tão difícil quanto parece.

Enquanto isso, Conor McGregor, o principal causador do “circo” que virou o UFC — na opinião de José Aldo e de muitos fãs — segue se preparando para fazer sua quarta luta em 11 meses, sendo três delas em categorias diferentes. Mas esse já é assunto para um próximo dia…

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