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Cristiano Ronaldo brilha, Portugal despacha Gales em Lyon e está na final da Eurocopa 2016

O duelo válido pela semifinal da Euro 2016 era entre Portugal e País de Gales, mas toda a atenção antes do confronto desta quarta-feira (06) estava voltada para o embate de dois grandes jogadores: Gareth Bale e Cristiano Ronaldo. Os companheiros de ataque do Real Madrid estiveram frente a frente no Stade des Lumieres, em Lyon, mas apenas um deles justificou os holofotes. Cristiano Ronaldo foi o diferencial em uma partida de nível técnico mediano. Ele apareceu no momento da decisão e garantiu a vitória de Portugal por 2 a 0 em solo francês.

Triunfo que dá ao craque português um sentimento especial de redenção. Ele estava ao lado de Figo e companhia na última vez que os portugueses chegaram à final da Eurocopa, no ano de 2004. Na ocasião, 63 mil torcedores presentes no Estádio da Luz, em Lisboa, viram o time da casa cair por 1 a 0 para a Grécia. 12 anos depois, Ronaldo terá a chance de ouro de apagar o dolorido revés do passado e dar ao seu país o primeiro título de sua história.

Foi uma noite inesquecível na carreira de um dos melhores jogadores de todos os tempos. Além da classificação, Cristiano Ronaldo se tornou o maior artilheiro da história da Euro. Com o gol anotado no começo da etapa final, ele chegou a nove somando as quatro edições que disputou. O português igualou a marca do francês Michel Platini. O camisa 7 também passa a ser o primeiro jogador da história a marcar e dar assistência em duas semifinais do torneio, além de ser o único a fazer gol em sete partidas diferentes.

Do outro lado, fica a decepção de quem já havia feito história na Euro 2016. Desde a Suécia em 1992 que um estreante na fase final da Euro não chegava em uma semifinal. Bale bem que tentou levar Gales ainda mais longe, mas não passou de um coadjuvante no duelo em Lyon. O time Galês não mostrou a mesma eficiência de partidas anteriores, muito por conta dos dois desfalques, principalmente do meia Aaron Ramsey. O jogador do Arsenal vinha sendo um dos destaques da competição. Antes da semifinal, o camisa 10 era líder do time em toques na bola, passes certos, assistências, chances criadas e cruzamentos.

A ausência de Ramsey teve uma influência direta nos odds antes da partida. País de Gales teve um desempenho muito melhor do que Portugal ao longo do torneio, mas mesmo assim era considerado o azarão no duelo. Cada real investido em Gales pagaria 4,33, enquanto um triunfo português pagou 2,2. O empate, que persistiu até os quatro minutos do segundo tempo, pagaria 3,17 para um. O under era de 2,5, ou seja, se o jogo terminasse com menos de 2,5 gols, pagaria 1,59.

Jogo morno na primeira etapa 

Mesmo sem Aaron Ramsey, País de Gales foi melhor no começo do duelo em Lyon. Não era um domínio absoluto – até pelo esquema mais defensivo com três zagueiros – mas suficiente para ter mais posse de bola e criar as primeiras chances de perigo. Gareth Bale foi o destaque nos minutos iniciais: sempre que o galês participava das jogadas dava qualidade à troca de passes de Gales.

Mais solto no esquema do técnico Chris Coleman, foi do camisa 11 a primeira grande chance da partida, aos 22 minutos. Bale arrancou em velocidade pela direita, cortou para o meio e finalizou de esquerda de fora da área. Atento ao lance, o goleiro português Rui Patrício salvou o que seria o gol de abertura do placar em Lyon.

Portugal apenas levava perigo quando o jovem Renato Sanches arrancava nos contra-ataques. Pouco se viu de Cristiano Ronaldo na primeira etapa, ofuscado pela boa marcação exercida pelo time galês. Mesmo assim foi do camisa 7 a melhor chance portuguesa no primeiro tempo, aos 44 minutos. Adrian Silva cruzou pela direita, Ronaldo ganhou a disputa com o zagueiro e cabeceou por cima do gol de Rui Patrício.

Ronaldo decide a partida em quatro minutos

A segunda etapa começou eletrizante, nem parecia o duelo burocrático de alguns minutos atrás. Portugal voltou avassalador, anotou dois gols logo de cara e praticamente matou o confronto em Lyon. O ponto de desequilíbrio entre as duas equipes realmente era Cristiano Ronaldo. Quando o camisa 7 resolveu jogar, decidiu o embate. CR7 abriu o placar logo aos quatro minutos: ele subiu mais do que todo mundo – após boa cobrança de escanteio de João Moutinho – e cabeceou firme no fundo do gol de Hennessey. O português saltou 2,38 metros!

A defesa de Gales sentiu o golpe. Portugal tratou logo de ampliar a vantagem três minutos depois e praticamente garantir a vitória. E mais uma vez saiu dos pés de Cristiano Ronaldo: o atacante do Real Madrid chutou forte cruzado, Nani desviou a trajetória da bola na frente da pequena área e cutucou para dentro do gol.

Em desvantagem, os galeses partiram para o ataque, mas sem força de reação. Portugal somente esperou o apito final do árbitro para comemorar a passagem para a final da Euro. Foi o primeiro triunfo do time no tempo normal. A equipe aguarda agora o vencedor do duelo entre França e Alemanha, que se enfrentam nesta quinta feira, às 16, em Marseille.

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