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Chapecoense x Atlético-MG: o jogo que não vai acontecer

Foto: AP Photo/Andre Penner

“Quem joga?”

Essa pergunta, tão corriqueira no futebol, é repetira toda semana. Geralmente, o que está em jogo é: dentre os jogadores disponíveis, quais formam a melhor opção de time? Queremos saber quais serão escolhidos pelo técnico para entrar em campo logo nos minutos iniciais.

Porém, essa semana a pergunta mudou de significado.

As lágrimas ainda não secaram. O acidente fatal envolvendo a Chapecoense deixou muitas famílias sem pais, milhares de corações apertados e nós nas gargantas. Andrei Copetti, porta-voz do clube, deixou claro na coletiva de imprensa que a única questão a ser debatida no momento é humanitária. O transporte e velório dos corpos, o conforto à família, os cuidados médicos aos sobreviventes. Quando questionado sobre o apoio oferecido pelos outros clubes, disse que “Estamos recebendo com muitos bons olhos”, porém que o assunto da reestruturação do time “não está sendo tratando de forma oficial e não é objeto de nenhuma reunião do clube nesse momento.”

Muita emoção toma conta de Chapecó, de Medellín e do mundo inteiro. O momento é de lamentação, não de traçar planos para o futuro.

 

Último jogo do ano

Diante da tragédia, a CBF decretou sete dias de luto e adiou todos os jogos marcados, inclusive a 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, que encerra o torneio, e foi transferida para o dia 11 de dezembro. Para as outras equipes, esse período para se reestabelecer pode ser razoável. No entanto, para a Chapecoense — que perdeu 19 jogadores e outros 23 profissionais do esporte — a semana “extra” mal serve para chorar a perda, muito menos para reerguer o time praticamente do zero.

Inicialmente, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, comunicou que a última partida da Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro 2016 deveria acontecer. Já o presidente em exercício da Chapecoense, Ivan Tozzo, demonstrou sua angústia, acentuando: “Não temos 11 jogadores para colocar em campo.” E a pergunta que fica no ar: Quem joga?

Vários clubes já ofereceram ajuda, inclusive com a cessão gratuita de jogadores. O time paraguaio Liberdad colocou seu time titular inteiro à disposição. Grandes ex-jogadores do futebol mundial se ofereceram para voltar da aposentadoria, apenas para jogar pela Chape. Contratos levam algum tempo, mas tudo pode ser agilizado em situações como essa.

No entanto, este não é o único problema da Chapecoense. Não faltam apenas jogadores. Não falta apenas um técnico, uma comissão, toda uma equipe de profissionais trabalhando em perfeita sintonia. O que não tem é clima. Ninguém tem ânimo para entrar em campo e dar o seu melhor. Faltam motivos para jogar.

 

Enquanto isso, na presidência do Atlético-MG…

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, declarou que o momento não é apropriado para prosseguir com a partida. Em respeito ao momento vivido pela Chapecoense, o Galo não jogará no dia 11 de dezembro, em partida que seria válida pela 38ª rodada do Brasileirão.

Em 4º lugar e com 62 pontos na tabela, a vitória em Chapecó não seria suficiente para que o Galo alcançasse o 3º colocado, Santos, com 68. O Atlético-PR, que vem em 5º, possui 56 pontos e também não tem como inverter posições. Por isso, a derrota por W.O. diante da Chapecoense não afetará negativamente o time mineiro.

Veja o pronunciamento:

 

Resultado da Copa Sul-Americana

O clube Atlético Nacional — que disputaria a Final da Copa Sul-Americana com a Chape — abriu mão do título e solicitou à CONMEBOL que a Chapecoense seja declarada campeã. Ainda não houve uma resposta, mas é provável que o título seja compartilhado entre os dois times. Transferir a partida para um outro dia está fora de discussão.

 

 

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