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Apesar de derrota, Belfort tem motivos para comemorar

Vitor Belfort UFC

Vitor Belfort amargou mais uma derrota dentro do octógono. No último dia 8 de outubro, o brasileiro acabou nocauteado por Gegard Mousasi no segundo round da co-luta principal do UFC 204, ocorrido em Manchester (ING). Mas embora a fase seja ruim, o lutador tem motivos para comemorar. Nesta terça-feira, 11 de outubro, o “fenômeno” completa 20 anos de carreira, um feito único e expressivo numa modalidade como o MMA.

Aos 39 anos, Vitor coleciona feitos históricos e fatos expressivos na carreira, dentro e fora dos cages, ringues e octógonos onde pisou. Mais do que um ex-campeão, o carioca é conhecido por ter desempenhado durante anos o papel de embaixador do MMA no Brasil. Grande parte da popularização da modalidade no país teve a participação de Vitor. E isso é motivo de orgulho. Difícil encontrar outro lutador em atividade na atualidade que tenha conseguido aliar qualidade dentro e fora do octógono por duas décadas inteiras.

Dono de um cartel de 25 vitórias e 13 derrotas, Belfort ainda é o recordista de nocautes no UFC. Dos 18 triunfos por nocaute na carreira, 12 foram pelo Ultimate. Ele está à frente de Anderson SIlva (11) e Chuck Liddell (10). Além disso, foi um dos poucos a conquistar um título da organização em duas categorias diferentes. Ele foi campeão do GP dos pesados, em 1997, e conquistou o cinturão dos meio-pesados em 2004.

Veterano, Vitor encarou nomes como Wanderlei Silva, Dan Henderson, Alistair Overeem, Kazushi Sakuraba, Anderson Silva, Jon Jones, entre outros gigantes da história do MMA. Venceu, perdeu, se envolveu em polêmicas com doping, mas sempre foi um dos nomes mais populares da franquia no mundo. No Brasil, disputa o título de nome mais popular do MMA com Anderson Silva. Nesse quesito, ambos estão muito à frente dos demais.

O tempo passou, e aquele Belfort jovem que ganhou o apelido de fenômeno não é mais tão incrível no octógono. Mas, assim como tantos astros do esporte, Vitor merece respeito e apoio, especialmente em fase delicada na carreira. Rico, realizado e empresário que é, talvez seja a hora de uma luta de despedida, quem sabe no Brasil? Mas isso só ele tem o direito de decidir. Até lá, ficamos com o reconhecimento de sua trajetória inspiradora no MMA.

Sim, a fase dentro do octógono não é nada boa. Mas um ícone como Vitor Belfort tem, sim, motivo para comemorar. Completar 20 anos de carreira com a relevância que cultiva desde o início é raro e respeitável. Algo que derrota alguma jamais irá apagar.

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