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A tradição olímpica do polo aquático

No masculino, somente uma vez os americanos quebraram a hegemonia europeia; no feminino, no entanto, Estados Unidos são favoritos

Uma das mais tradicionais modalidades dos Jogos Olímpicos, o polo aquático é disputado desde Paris 1900. As mulheres, porém, tiveram que esperar por 100 anos para participar da competição. Foi somente em Sydney 2000 que o polo aquático feminino teve a chance de fazer parte do Programa Olímpico. Agora, no Rio de Janeiro 2016, com homens e mulheres em igualdades de condições, muita emoção está programada para rolar na piscina do Parque Aquático Maria Lenk, local das disputas.

Na história do torneio olímpico masculino, somente um país de fora da Europa conquistou o ouro. E isso aconteceu há bastante tempo. Em St. Louis 1904, os Estados Unidos ficaram com o primeiro lugar. De lá para cá, o continente europeu foi soberano e nos últimos tempos os países do leste da Europa vêm dominando a cena. De Sydney 2000 a Pequim 2008, a Hungria foi tricampeã. Já nos Jogos de Londres 2012, deu Croácia, que venceu a Itália na final por 8 a 6.

O time mais forte do mundo no momento, porém, é a Sérvia, bronze nas últimas duas edições de Jogos Olímpicos, mas atual campeã mundial (Kazan 2015) e bicampeã da Liga Mundial da modalidade. Comandada pelo craque Andrija Prlainovic, a Sérvia desponta como favorita à medalha dourada. Prlainovic foi o grande responsável pelo título mundial em agosto passado na Rússia, ganhando o prêmio de MVP (most valuable player, ou jogador mais valioso) depois de marcar três vezes na vitória de 11 a 4 sobre a Croácia na final. Ele também foi eleito o melhor jogador do Campeonato Europeu de janeiro, quando anotou 18 gols e 22 assistências, ajudando a Sérvia a conquistar seu terceiro título continental consecutivo. O país já era um dos favoritos em Londres em 2012, mas perdeu para a Itália nas semifinais e ficou com o bronze. Agora, chega aos Jogos deste ano com gana de confirmar seu favoritismo.

No Rio 2016, 12 equipes disputarão a competição. A Sérvia está no Grupo A com Brasil, Grécia, Austrália, Japão e Hungria. Quatro equipes avançam para a segunda fase. Na teoria, o time mais fraco da chave é o Japão. Austrália e Brasil devem brigar por uma das vagas para a segunda fase, enquanto Grécia, bronze no último Mundial, Hungria, tricampeã olímpica e a poderosa Sérvia devem disputar a primeira colocação.

O Brasil, que não disputa os Jogos desde 1984, vem com uma seleção repleta de jogadores naturalizados e outros repatriados, como Felipe Perrone, que disputou as últimas edições de Jogos pela Espanha. O país, que em 2015 alcançou o histórico terceiro lugar na Liga Mundial, conta com um reforço de peso fora da piscina: o treinador sérvio Ratko Rudic, dono de cinco medalhas olímpicas, entre elas o último ouro da Croácia, por três países diferentes. Medalha de prata com a Iugoslávia nos Jogos de Moscou (1980) como jogador, Ratko esteve – como treinador – à frente dos ouros olímpicos da antiga Iugoslávia (1984 e 1988), da Itália (1992) e da Croácia (2012), além de um bronze com a Itália em 1996. Garantia de qualidade no comando.

O grupo B terá Estados Unidos, Espanha, França, Montenegro, Itália e Croácia, última campeã olímpica e disposta a se manter no topo. O time croata foi derrotado pela Sérvia na final do último Mundial, em Kazan, na Rússia, ficando na segunda colocação. A Itália, prata em Londres, continua entre as forças da modalidade, assim como a Espanha e Montenegro.

Três dos países que formaram um dia a antiga Iugoslávia são mesmo os mais bem cotados entre os apostadores. Nos sites de aposta, a 23 dias dos Jogos Olímpicos, a Sérvia estava pagando apenas pouco mais de 1.60. A Croácia, 6.00, e Montenegro, 8.50. Os outros time pagam acima de 10.00 para 1, com o Brasil cotado em 41.00.

No feminino, oito seleções, divididas em dois grupos de quatro, disputam os Jogos Olímpicos Rio 2016. Estreante na competição, o anfitrião Brasil está no grupo A com Itália, Rússia e Austrália. No grupo B estão Espanha, China, Hungria e Estados Unidos.

Atuais campeãs olímpicas, do Campeonato Mundial e da Liga Mundial, as americanas, da craque Maggie Steffen e da goleira Ashleigh Johnson, são as grandes favoritas e terão espanholas e italianas como maiores adversárias. A Espanha foi prata em Londres 2012 e da Liga Mundial 2016, enquanto a Itália foi a terceira no Mundial de Kazan 2015. Outro país que pode chegar ao pódio é a Austrália, que foi terceira colocada na Liga Mundial de 2016, na China. A Rússia também é uma das forças mundiais da modalidade e pode brigar pelo pódio.

Nas apostas, os Estados Unidos pagam em torno de 1.62; a Austrália, 4.50; e a Hungria, 5.50. Os demais países pagam acima de 10.00 para 1, sendo que o Brasil está cotado em 51.00.

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