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UFC Rio: Amanda Nunes e a chance de cair nas graças do público brasileiro

Foto: Alexandre Loureiro/UFC

Se você perguntar a um torcedor comum de lutas se ele está empolgado com o combate de Amanda Nunes no UFC Rio, ele provavelmente dirá que sim, mas não vai demonstrar qualquer empolgação. A baiana se fez gigante no MMA feminino nos últimos anos. Conquistou o título peso galo na luta principal do histórico UFC 200, contra Miesha Tate, o defendeu pela primeira vez com um nocaute relâmpago aterrorizante em Ronda Rousey e em sua última apresentação superou Valentina Shevchenko em uma batalha de cinco rounds. Credenciais não faltam para reconhecer o talento de Amanda no esporte. Mas o que falta para ela cair nas graças do povo brasileiro?

É claro que gera interesse ver uma campeã como Amanda Nunes defendendo seu cinturão dentro de casa, no Brasil. Mas, convenhamos: a baiana ainda está longe de alcançar o mesmo nível de popularidade dos três nomes responsáveis por liderarem os cards ocorridos na Cidade Maravilhosa: José Aldo (cinco vezes), Anderson Silva (duas) e até Demian Maia, que já encabeçou uma edição do UFC Fight Night no Maracanãzinho. É claro que a brasileira só chegou ao topo agora e talvez eu esteja com um pouco de pressa. Então ao invés de questionar os motivos que ainda não fazem dela uma grande personalidade no Brasil, é hora de incentivá-la a aproveitar a oportunidade de cair nos braços do público e assumir o papel de ícone do esporte brasileiro. No atual momento, onde o fã de lutas está carente de uma grande referência no MMA, Amanda, junto a Cris Cyborg, pode assumir o papel de ídolo e colher os frutos que merece.

É bom lembrar que o fato de Amanda viver nos Estados Unidos dificulta muito sua popularização por aqui. Ela não pode sempre cumprir compromissos com a imprensa, participar de programas de TV, eventos do Ultimate, entre outras coisas que ajudam no desenvolvimento de sua imagem. Mas esse não é o maior dos problemas. O importante é agarrar as oportunidades que tem diante do público. Defender um cinturão do UFC em casa, no Rio de Janeiro, é uma oportunidade única que a brasileira deve valorizar.

Neste sábado, ela encara Raquel Pennington em busca da terceira defesa de cinturão consecutiva no octógono. Grande, Amanda já é. Seu talento no MMA é indiscutível, ela só precisa permitir que os fãs brasileiros apreciem isso mais de perto. Um ídolo brasileiro precisa performar diante de seu povo para ser reconhecido como tal.

Luta principal, disputa de cinturão, holofotes brasileiros apontados, uma bandeira a defender, um cinturão a defender… Esta será a terceira luta de Amanda no Brasil atuando pelo UFC. Já são duas vitórias. Quem sabe a terceira vez é a melhor delas? Diante dos olhos do povo brasileiro, será difícil ignorar seu talento e seu poder no MMA. Que o UFC Rio sirva para impulsionar a força dessa baiana arretada que tem tudo para ser uma estrela do esporte brasileiro. Pra cima, Amanda!

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