Copa do Mundo Rússia 2018

Valeu a pena? Dez dos onze traidores do Brasil já estão fora da Copa do Mundo

Mario Fernandes da Rússia
Foto: Robbie Jay Barratt - AMA/Getty Images

Mário Fernandes ainda sonha em ser campeão mundial pela Rússia

Valeu a pena ter traído a pátria mãe gentil? De dez brasileiros alistados para guerrear por outras seleções na Copa do Mundo, só Mário Fernandes restou nas trincheiras. Os outros nove já voltaram para seus lares ou para o país que adotaram como casa. Já Léo Lacroix, o décimo-primeiro, foi cortado da lista de 23 nomes da Seleção da Suíça entregue à FIFA antes mesmo do Mundial. Confira abaixo como foi o desempenho brazuca por outros times.

 

Mário Fernandes (Rússia)

Mário Fernandes começou na base do São Caetano em 2006 e levou três anos para chamar a atenção do Grêmio. O Tricolor Gaúcho o levou para Porto Alegre, onde o lateral-direito trabalhou por três anos. Em 2012, ele acabou negociado com o CSKA de Moscou.

Mesmo na Rússia, em 2014 defendeu a Seleção Canarinho num amistoso contra o Japão. Em 2017, terminou de cumprir todas as exigências da FIFA e passou a defender as Águias Douradas.

Nesta Copa do Mundo, ele foi titular em três dos quatro jogos: 5 a 0 sobre a Arábia Saudita, 3 a 1 diante do Egito e 1 a 1 contra a Espanha. Frente ao Uruguai, o atleta começou no banco de reservas mas precisou entrar quando Igor Smolnikov recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Isso aconteceu aos 37’ minutos do primeiro tempo. Mário Fernandes recompôs o sistema defensivo russo.

Contra a Fúria, o defensor teve sua melhor atuação. Apoiou muito bem o ataque, nas raras vezes que a Rússia saiu de seu campo de defesa, e foi muito bem na proteção, na marcação e na cobertura de sua retaguarda.

 

Diego Costa (Espanha)

Dos “brasileiros estrangeiros”, Diego Costa é o mais odiado pela nação, pois tinha a opção de continuar vestindo a Amarelinha, mas optou pela Vermelha. Enfim…

Se o ataque da Espanha foi muito mal nesta Copa do Mundo, Diego Costa pelo menos deixou sua marca. Ele balançou as redes três vezes.

Apesar dos gols, os espanhóis querem esquecer rapidamente esta participação melancólica.

 

Thiago Cionek (Polônia)

Depois do gol contra marcado a favor de Senegal, Thiago Cionek teve que esquentar o banco de reservas contra Colômbia e Japão. Será que ele queimou seu filme para sempre com o selecionado alvirrubro?

A Polônia foi uma das maiores decepções deste campeonato, pois esperava-se quem um top 10 do ranking da FIFA avançasse pelo menos às oitavas de final.

 

Thiago Alcântara (Espanha)

Thiago Alcântara completa bem o elenco da Roja. Não jogou contra Portugal, atuou 25 minutos no triunfo sobre o Irã, foi titular contra o Marrocos e não entrou em campo contra a Rússia.

Diante dos africanos, ele acabou substituído aos 28’ do segundo tempo. Em seu lugar entrou Asensio.

 

Celso Borges (Costa Rica)

Celso Borges se firmou como titular absoluto dos Ticos. Ele atuou todos os 270 minutos de sua esquadra mais os descontos. Trata-se de um volante limitado, como toda a equipe costarriquenha, e não conseguiu repetir o sucesso de 2014. Ele é filho de Alexandre Guimarães.

 

Pepe (Portugal)

Famoso por ser uma espécie de Júnior Baiano de Portugal, posso afirmar, baseado nos números, que Pepe mudou muito. Ele foi titular nos quatro jogos do combinado português (contra Espanha, Marrocos, Irã e Uruguai) e não recebeu nenhum cartão amarelo. O total de faltas cometidas foi de quatro (três contra os africanos e uma no dérbi europeu). Finalmente, contra os sul-americanos, ele marcou um gol que deu esperanças a Cristiano Ronaldo e companhia.

 

Rodrigo Moreno (Espanha)

Rodrigo poderia ter feito mais contra a Rússia. Ele foi lançado somente aos 14’ minutos do primeiro tempo da prorrogação. O atacante do Valencia entrou muito bem e correu muito. Graças a ele, a Espanha conseguiu ameaçar a meta russa, coisa que parecia ser impossível de fazer.

Antes das oitavas de final, ele entrou aos 43’ do segundo tempo contra o Irã e aos 38’ do segundo período contra o Marrocos.

 

Bruno Alves (Portugal)

Bruno Alves passou a Copa do Mundo toda ao lado do professor Fernando Santos no banco de reservas.

 

Giovani dos Santos (México)

Na sofrida vitória contra a Coreia do Sul, Giovani dos Santos substituiu Carlos Vela aos 31’ minutos do segundo tempo.

Muito pouco para quem já foi referência na El Tri.

 

Jonathan dos Santos (México)

Jonathan dos Santos só estreou na Rússia 2018 aos 09’ da segunda metade do duelo contra o Brasil.

 

Léo Lacroix (Suíça)

Filho de mãe brasileira, Léo Lacroix acabou cortado da lista final de convocados da Suíça para o Mundial.

 

ATUALIZAÇÃO ANTERIOR: 21/06/208

Diego Costa é o melhor “brasileiro” que defende outras seleções

Artilheiro espanhol já soma três gols na competição

Os traidores brasileiros que agora defendem outros países estão tendo estórias diferentes para contar sobre a Rússia 2018. Um deles acabou cortado, enquanto outro conseguiu algo pior e marcou um gol contra. Outros estão “turistando” sentados no banco de reservas, enquanto alguns estão suando a camisa e até brigando pela artilharia da competição. Confira o desempenho dos brazucas que vestem camisas vermelhas, verdes e brancas.

 

Diego Costa (Espanha)

Diego Costa passou a ser odiado pelos brasileiros desde que ele preferiu jogar pela Espanha do que pelo Brasil em 2013. Ele foi intensamente vaiado durante a presença espanhola em terras tupiniquins durante a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Hoje, ele passou a ser a maior referência no ataque da Fúria.

O maranhense espanhol jogou as duas primeira partidas da Espanha na Rússia. Contra Portugal, ele marcou dois jogos em três chutes durante 77 minutos. Ele seria o protagonista do clássico europeu se não houvesse um certo Cristiano Ronaldo do outro lado, que conseguiu balançar as redes três vezes.

Contra o Irã, ele também marcou o gol decisivo, num momento chave para os da Península Ibérica, que não conseguiam furar a retranca persa. Ele correu durante 91 minutos. Neste período deu três chutes e cometeu uma falta.

De temperamento explosivo, ele provocou o goleiro iraniano Alireza Beiranvand que fazia muita cera enquanto sua seleção segurava o 0 a 0 e quase armou uma confusão generalizada. Sorte que o árbitro não tinha tanto pulso firme e nem cartão amarelo mostrou.

 

Thiago Cionek (Polônia)

Se Diego Costa é o craque, Thiago Cionek é o bola murcha. O zagueiro é natural de Curitiba, oriundo de avós poloneses e se naturalizou para jogar pela seleção alvirrubra. Na estreia da Copa do Mundo, contra Senegal, ele marcou um gol contra a favor dos africanos. Ele desviou contra seu patrimônio um lançamento de Idrissa Gueye. Ainda bem que ele não joga pelo Brasil!

Veja o que ele disse depois da falha: “Para um jogador de futebol, as piores coisas que podem acontecer são lesão ou gol contra. O gol foi em um chute que tentei dar cobertura para o goleiro e infelizmente saiu o gol contra. Mas o jogo não acabou ali. Temos potencial e começamos a reagir. Sabíamos que o forte deles é o contra-ataque.”

 

Mário Fernandes (Rússia)

O zagueiro Mário Fernandes ganhou definitivamente a posição de titular da Rússia. Ele mora no país anfitrião há seis anos e em 2017 conseguiu a cidadania russa. Desde então, vestiu a camisa das Águias Douradas sete vezes, incluindo nas vitórias de 5 a 0 sobre a Arábia Saudita e 3 a 1 diante do Egito.

 

Thiago Alcântara (Espanha)

O filho de Mazinho não atuou contra Portugal, mas substituiu o fora de série Andrés Iniesta contra o Irã. Ele entrou na metade do segundo tempo e jogou durante 25 minutos.

 

Celso Borges (Costa Rica)

Celso Borges jogou os noventa minutos contra a Sérvia e não comprometeu. Ao contrário, ajudou a seleção Tico a perder de apenas 1 a 0 para os europeus, que foram melhores ao longo do embate. Ele deverá ser escalado contra o Brasil na sexta-feira.

 

Pepe (Portugal)

O zagueiro Pepe entrou em campo tanto contra a Espanha, quanto o Marrocos. No clássico da Península Ibérica, ele cometeu três faltas e contra os africanos mais uma. Conhecido por ser um zagueiro violento, ele não comprometeu e não recebeu nenhum cartão amarelo.

No entanto, ele ainda é capaz de conquistar novos fãs com a mesma facilidade que adquire novos inimigos. O árbitro Mark Geiger, que apitou o jogo contra o Marrocos, foi acusado de ter pedido a camiseta do zagueiro antes do início da partida. Já o treinador Hervé Renard, que dirige os Leões do Atlas, protestou duramente contra as faltas de Pepe que não foram marcadas pelo juiz.

 

Rodrigo Moreno (Espanha)

O atacante do Valencia ficou no banco de reservas contra Portugal. Na batalha contra o Irã, ele entrou aos 43’ do segundo tempo no lugar de Diego Costa. Correu durante cinco minutos, mas não deu tempo de mostrar seu valor.

 

Bruno Alves (Portugal)

O zagueiro ficou no banco de reservas tanto contra a Espanha, quanto frente ao Marrocos.

 

Giovani dos Santos (México)

O camisa dez da El Tri sentou no banco de reservas contra a Alemanha. Não posso nem questionar a decisão do treinador, pois o México ganhou da temida Mannschaft.

 

Jonathan dos Santos (México)

Irmão de Giovani, Jonathan Santos tampouco entrou em campo contra a Alemanha.

 

Léo Lacroix (Suíça)

Filho de mãe brasileira, Léo Lacroix acabou cortado da lista final de convocados da Suíça para o Mundial.

 

ATUALIZAÇÃO ANTERIOR: 30/05/2018

Até sete seleções poderão contar com reforços brazucas

“Verás que um filho teu não foge à luta / Nem teme, quem te adora, a própria morte”… e se estes filhos estiverem do outro lado, justamente combatendo o Brasil, contra a sua pátria de chuteiras? Listamos abaixo uma relação de onze nomes que podem entrar em campo contra a Seleção Canarinho, marcar gols e até nos eliminar do Mundial. A lista final dos 23 jogadores de cada país deverá ser entregue à FIFA no dia 04 de junho.

 

Espanha conta com o polêmico Diego Costa

A Espanha é a esquadra que mais “brasileiros” têm. Dentre estes, Diego Costa é o que tem mais raízes com a América do Sul. Nascido em Lagarto (Sergipe), não conseguiu passar nos testes do Lagartense. Atuou pelo Barcelona carioca até se transferir para o Braga português. Seu melhor momento foi defendendo o Atlético de Madrid, onde está novamente agora, depois de uma passagem frustrada pelo Chelsea. Ele defendeu o Brasil em amistosos em 2013, mas depois de conseguir a cidadania espanhola, virou a casaca e foi vaiado durante a Copa do Mundo de 2014.

Rodrigo Moreno é ídolo do Valencia. Ele começou na base do Flamengo e foi ainda muito pequeno morar em Vigo. Depois de mostrar muito talento no Celta, foi negociado com o Real Madrid, onde se profissionalizou.

De brasileiro, Thiago Alcântara só tem as raízes da família. Nascido na Itália, o filho de Mazinho trocou a cidadania italiana pela espanhola, onde decidiu viver. Hoje, ele defende o Bayern de Munique.

 

Portugal e o famoso Pepe

Pepe ficou conhecido mundialmente ao defender o Real Madrid entre 2007 e 2017. O zagueiro que não gosta de perder a viagem, nasceu em Maceió e começou jogando pelo Corinthians local. O Marítimo o descobriu e o levou para a Ilha da Madeira. De lá, ele foi para o Porto. Hoje, tem contrato com o Besiktas.

Bruno Alves nasceu em Varzim e é filho de brasileiros. Jogou pelo Varzim, pelo Porto, rodou a Europa e hoje está no Glasgow Rangers.

 

México e a família Dos Santos

Os irmãos Giovani e Jonathan dos Santos são figuras fáceis na lista de convocados das seleções mexicanas. Ambos são descendentes de brasileiros, mas nasceram em Monterrey. Os dois foram descobertos durante treinamentos na La Masía, o centro de treinamento da base do Barcelona espanhol.

Giovani rodou por vários clubes, como Tottenham, Galatasaray e Mallorca, antes de chegar ao Los Angeles Galaxy. Desde 2007 está com El Tri.

Já Jonathan deixou o Barça para o Villarreal e acabou assinando com o Los Angeles Galaxy também. Já fez 29 apresentações pelo México desde 2009.

 

Mário Fernandes também optou por tirar a camisa pentacampeã

Nascido em São Caetano do Sul, Mário Fernandes deu seus primeiros chutes no São Caetano. Pelo Grêmio ele se destacou e em 2012 foi vendido ao CSKA de Moscou. Com grande talento, ele foi convocado para dois amistosos do Brasil de Mano Menezes e entrou em campo contra o Japão em 2014. Ao obter a nacionalidade russa, decidiu tirar a camisa amarela e a vestir a vermelha.

 

Bom só na Polônia

Nascido em Curitiba, o zagueiro Thiago Cionek parece que se firmou na zaga polonesa. No Brasil, ele chegou a trabalhar no Cuiabá e no CRB, antes de se transferir para o Jagiellonia Bialystok polonês. Ele roda por clubes médios e pequenos desde então. Já defendeu os italianos Pádova, Modena, Palermo e agora está no SPAL, que conseguiu permanecer na Série A.

 

Costa Rica conta com o filho do homem

Celso Borges é filho de Alexandre Guimarães, ex-treinador da seleção Tico. Ele nasceu em San José e foi revelado pela maior agremiação da nação, o Saprissa. Transferiu-se para a Europa, onde jogou pelo Fredrikstad norueguês e pelo AIK sueco. Está no La Coruña desde 2015 e acaba de cair para a segunda divisão da La Liga.

 

Suíça também tem seu brasileiro

Léo Lacroix tem apenas metade do sangue verde e amarelo. Sua mãe é brasileira, mas ele nasceu na Basileia. Começou sua carreira nas categorias de base do Sion onde integrou o time principal do alvirrubro. Seu passe foi vendido ao Saint-Étienne francês e hoje ele se encontra emprestado ao Basileia.

 

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