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Superliga Feminina de Vôlei: vem aí a semifinal mais equilibrada dos últimos tempos?

Foto: João Pires/Fotojump

Embora o Dentil/Praia Clube e o Sesc-RJ despontem como favoritas, tanto o Camponesa/Minas quanto o tradicional Vôlei Nestlé também podem surpreender            

Com apenas as quatro melhores equipes do país vivas na Superliga Feminina de Vôlei, a hora é de saber como estão os nervos e as preparações de cada uma delas para os duelos que costumam ser mais interessantes até do que as próprias finais. Como as decisões são marcadas pelo nervosismo extremo e pela impossibilidade de errar, as equipes costumam jogar mais soltas na semifinal e proporcionar um espetáculo mais interessante.

Confira a análise do Ganhador para as duas semifinais que ocorrem nesta sexta (23):

 

Dentil/Praia Clube (1º na fase de classificação) x Vôlei Nestlé (4º)

Grande equipe da Superliga até aqui, o Praia Clube vai precisar encarar esta decisão sem aquela que talvez seja a grande jogadora. A central Walewska continua com dores no joelho e deve seguir cedendo espaço para a surpreendente Natasha, de 32 anos.

“Estar em quadra é sempre muito bom, ainda mais nessa fase. Passamos toda a temporada treinando para esse momento. Não é fácil substituir uma atleta como a Wal”, ressaltou a central. “Trabalhamos muito e estudamos bastante os nossos adversários. Além disso, nosso conjunto é forte e jogamos como um grupo. Estamos focadas em alcançar nossos objetivos até o final da temporada.”

Ela prevê um enorme equilíbrio nesta série melhor de cinco diante da tradicional equipe do Osasco. “Sabemos da qualidade delas, mas seguimos trabalhando forte e buscando o nosso melhor dentro de quadra.”

O grande pilar do Vôlei Nestlé é a central Bia. Além de ser uma arma importantíssima para o time, ela é também um verdadeiro xodó da fanática torcida de Osasco. Bia é também um verdadeiro paredão no bloqueio, com nada menos que 95 pontos no fundamento.

Ela sabe que a semifinal promete ser muito parelha. “Na semifinal, o Praia tem a vantagem do mando de quadra em três jogos. Sabemos o quanto vai ser difícil. Vamos jogar contra uma equipe que só perdeu um jogo na competição. É o time a ser batido e de maior investimento. Mas sabemos que podemos e estamos com foco total nessa semifinal.”

 

Sesc-RJ (2º) x Camponesa/Minas (3º)

A força do Sesc-RJ dispensa apresentações. A maior campeã da história da Superliga busca seu 13º título e conta com uma levantadora espetacular: Roberta, de 27 anos. “Liderança sempre foi algo que cobraram de mim, dentro de quadra era mais quieta, e nunca fui de falar muito. Tive que trabalhar isso com o passar dos anos e ainda tenho muito que melhorar, mas já sinto um crescimento grande”, disse Roberta, que encara a pressão de uma forma tranquila.

“Ser levantadora de uma equipe campeã e com tanta responsabilidade às vezes pode ficar pesado, mas tento levar da forma mais leve possível e saber que estamos crescendo na competição me deixa muito contente. A levantadora precisa guiar o time ao melhor desempenho e espero poder ajudar cada vez mais”, explicou.

Embora o desempenho do Sesc seja realmente excelente, o Camponesa/Minas se vê vivo na batalha e aposta muito na central Carol Gattaz, a grande líder deste grupo. “É uma fase decisiva, que exige tudo. Sabemos que o Sesc tem um time excelente, mas temos também algumas coisas muito bem preparadas”, avaliou.

“Nosso time cresceu bastante nesta temporada. A gente se sente forte e com um grupo bem encaixado. Se controlarmos nossa ansiedade, podemos fazer bons jogos”, finalizou.

 

O adeus de Dante

A Superliga Masculina está prestes a abrir a sua fase de quartas de final. Daqui por diante, uma das grandes expectativas vai ser saber como será a aposentadoria de Dante, de 37 anos.

Campeão em Atenas/04 e prata em Pequim/08 e Londres/12, o ponteiro do EMS Taubaté Funvic fecha um ciclo de 22 anos de carreira – 13 deles na seleção brasileira.

“Ao mesmo tempo em que sua cabeça diz ‘vai’, o corpo não responde como você pensa. Minha vida toda pensei em encerrar minha carreira jogando um vôlei no nível que imagino que posso jogar, e não jogando menos do que gostaria. Quero deixar uma imagem muito boa para meus fãs e para quem acompanhar o voleibol.”

O EMS Taubaté Funvic enfrenta em casa o Minas Tênis Clube (MG) na abertura do playoff, neste domingo, às 19h (de Brasília).

 

Jogos das semifinais da Superliga Feminina

Sexta-feira, 23 de março

  • 19:00 – Dentil/Praia Clube x Vôlei Nestlé – Palpite: Praia Clube
  • 21:30 – Camponesa/Minas x Sesc-RJ – Palpite: Sesc

 

Jogos das quartas de final da Superliga Masculina

Sábado, 24 de março

  • 15:00 – Sesc-RJ x Vôlei Renata – Palpite: Sesc
  • 19:00 – Sada Cruzeiro x Lebes Canoas – Palpite: Cruzeiro

Domingo, 25 de março

  • 14:45 – Sesi-SP x Corinthians-Guarulhos – Palpite: Sesi
  • 19:00 – EMS Taubaté Funvic x Minas Tênis Clube – Palpite: Taubaté

 

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