Tênis

Serena Williams próxima de recorde, rivalidade entre Nadal e Djokovic e duelo de grandalhões Anderson e Isner agitam reta final de Wimbledon

Serena Williams
Foto: BEN CURTIS/AFP/Getty Images

Com queda precoce de Roger Federer, espanhol e sérvio, que se “matam” nesta sexta-feira, são os principais favoritos na chave masculina; podendo igualar marca de Margaret Court, Serena Williams enfrenta a alemã Angelique Kerber na decisão feminina 

O terceiro Grand Slam da temporada se encaminha para o final com parte dos favoritos ao título ainda vivos no All England Club. Dissemos “parte” porque o principal nome desta edição, Roger Federer, sucumbiu nas quartas de final (ficou a um ponto da vitória) e viu suas chances de alcançar o nono título de Wimbledon irem para o espaço. A chave masculina chega às semifinais nesta sexta-feira (13 de julho) com um duelo considerado “final antecipada” entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, dois dos melhores tenistas da última década ao lado de Federer e Andy Murray. Com uma vitória de vantagem no retrospecto com o espanhol, o sérvio confia na evolução de seu jogo na grama sagrada para bater o atual número 1. Já no outro lado de chave, um duelo de gigantes e ótimos sacadores entre Kevin Anderson, algoz do suíço, e John Isner, promete uma chuva de aces. Já entre as mulheres, uma Serena Williams renovada após dar à luz à sua primeira filha Alexis enfrenta na decisão a alemã Angelique Kerber.

 

Nadal x Djokovic

51 confrontos. 26 vitórias de Novak Djokovic e 25 de Rafael Nadal. Mais do que dar combustível para os números do apertado confronto, o jogo desta sexta servirá para o vencedor se encher de confiança rumo ao principal objetivo: o título de Wimbledon.

Apesar de estar fazendo uma temporada sólida, na qual venceu quatro troféus, incluindo o 11º título de Roland Garros e recuperar a liderança do ranking da ATP, o Touro Miúra, bicampeão do GS na grama, foi para Londres tentando se desapegar dos últimos resultados no All England Club. O espanhol não atingia a fase de quartas de final desde 2011.

Com o tabu exorcizado, Nadal teve uma prova de fogo nas quartas, pegando um Juan Martin Del Porto em grande momento. Após sair perdendo por 2 sets a 0, o atual número 1 se recuperou e viu seu físico “falar mais alto”, conseguindo uma virada épica. Agora, terá pela frente um adversário que venceu 11 dos últimos 14 jogos disputados entre ambos.

Pelo lado do sérvio, a sensação é de que finalmente o velho Djoko está de volta. Passando por altos e baixos na temporada desde a cirurgia no cotovelo, o tricampeão de Wimbledon viu seu jogo decolar nos últimos dois meses. A boa campanha em Roland Garros (parou nas quartas de final) e o vice-campeonato em Queens foram um sinal para a redenção do tenista, que necessitava de resultados para recuperar a confiança. Mesmo estando há um ano sem levantar uma taça de ATP, o sérvio tem demonstrado frieza e, ao que parece, está próximo de quebrar tal jejum.

Após ter despachado duros adversários como Kyle Edmund, Karen Khachanov e Kei Nishikori, Novak Djokovic terá o seu principal desafio contra um Nadal que também está pronto para quebrar a seca de títulos em Londres.

 

Anderson x Isner

Os nomes de Kevin Anderson e John Isner certamente não estavam entre as principais apostas para chegar à final de Wimbledon. Mas quase duas semanas se passaram e o sul-africano, que surpreendeu o mundo do tênis ao derrotar Roger Federer em batalha de 13-11 no último set, e o norte-americano, que neste ano venceu o Masters 1000 de Miami, se enfrentam na semifinal.

No duelo dos grandalhões, Anderson (2,06 metros) e Isner (2,08 metros) fazem um confronto que é conhecido desde os tempos de universidade. Isso porque ambos jogaram por instituições dos Estados Unidos. Há 11 anos, Isner, atuando pela Universidade de Illinois, superou o concorrente, da Universidade da Georgia, pela final da NCAA, por 2 sets a 0.

Agora, os dois tenistas brigam por uma vaga na decisão de Wimbledon, que deve ser marcada pela força do serviço. Isner, 10º colocado ATP, teve até agora 160 aces no All England Club, contra 123 do sul-africano, oitavo no ranking. Os números do norte-americano são ainda mais contundentes se lembrarmos que ele ainda não teve o saque quebrado em Londres. Já Anderson teve oito quebras. Mas até aí, só estatística que ficará para trás quando o jogo começar.

 

Williams x Kerber

Depois de as favoritas Garbiñe Muguruza e Simona Halep decepcionarem nas primeiras rodadas, a chave feminina começou a focar em Serena Williams. Se antes do torneio começar sua condição física era duvidosa, já que vinha lutando para entrar em forma desde o nascimento de sua filha Alexis, a evolução a cada partida foi colocando a norte-americana como séria candidata ao troféu do Grand Slam.

Hoje, não resta dúvida que ela é favorita contra a alemã Angelique Kerber. Com 6-2 no confronto com a número 10 do mundo, a octacampeã não perde desde 2015 na grama sagrada do All England Club e possui a marca de 20 vitórias consecutivas. Se bater a rival no sábado, a norte-americana alcançará a incrível marca de 24 títulos de Grand Slams, se igualando a Margaret Court como a maior vencedora de todos os tempos de Majors.

 

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