Tênis

Saiba o que Roger Federer tem a perder com mais uma ausência em Roland Garros

O suíço Roger Federer em ação no Miami Open de 2018, em que era o favorito
Foto: Mike Frey/Getty Images

Pelo terceiro ano consecutivo, suíço não fará um jogo sequer no saibro; desistência do torneio na França irá custar primeira posição no ranking da ATP 

O que já era um indício com a ausência na lista de inscritos para o Masters 1000 de Monte Carlo, torneio que abre a gira do saibro na Europa, se confirmou com o anúncio de sua desistência de Roland Garros. Pelo terceiro ano consecutivo Roger Federer não jogará a competição francesa, uma das quatro mais importantes do calendário da ATP. E o motivo é simples: descanso. Sem muita apreciação pela terra batida – o Maestro ganhou apenas 11 títulos no saibro dos 97 alcançados ao longo da carreira – , o atual número 1 resolveu tirar alguns meses de descanso após intensa jornada, que começou com o título do Aberto da Austrália até a retomada ao posto de número 1 com a vitória do ATP 500 de Roterdã e 17 jogos de invencibilidade. O objetivo, agora, é ir em busca do nono troféu na sagrada grama de Wimbledon. Mas quais são as consequências desta decisão? Confira agora!

 

Perda do número 1

O principal impacto da decisão de Roger Federer é em relação ao ranking da ATP. Tenista mais velho da história da bolinha a alcançar o número 1, o suíço de 36 anos perderá o posto após quase dois meses. Isso acontece porque o ele defendia mil pontos pela conquista do Masters 1000 de Miami do ano passado e tinha diferença de apenas 290 para o atual vice-líder Rafael Nadal. E como caiu logo na estreia, em uma vitória surpreendente do australiano Thanasi Kokkinakis no tie-break – parciais de 3/6, 6/3 e 7/6 (7-4) -, a vantagem para o Touro Miúra virou pó.

A decisão, inclusive, veio depois da derrota para o atual número 175 do mundo, que foi a segunda em um período de apenas seis dias – ele havia perdido o troféu de Indian Wells para o argentino Juan Martin del Potro. De fora dos torneios da ATP pelos próximos três meses, Federer irá tirar um período curto de descanso para assim iniciar os treinamentos para o calendário da grama. O retorno do Maestro às quadras deve ocorrer em junho, em Stuttgart, onde jogou os últimos dois anos.

Apesar da queda para a segunda posição, o campeão de 20 Grand Slams pode retornar à liderança mesmo sem jogar. Isso porque Rafael Nadal tem 4.680 pontos para defender nas competições no saibro depois de um ano praticamente impecável. O espanhol defende os títulos dos Masters de Monte Carlo e Madrid, ATP 500 de Barcelona e ainda o deca-campeonato de Roland Garros.

 

Razões?

Fora mais uma vez do torneio francês para desespero dos organizadores, que ainda convivem com a má fase de Novak Djokovic e as lesões de Rafael Nadal e Andy Murray, Roger Federer tem como principal motivo para sua ausência a condição física. Desde que operou o joelho esquerdo e minimizou os problemas nas costas, em 2016, data na qual se ausentou de Roland Garros, o suíço tem buscado cada vez mais se precaver de lesões. E isso passa por um plano bem detalhado, que, obviamente, tem dado resultados. O ano de 2017 chegou e mais uma vez ele não jogou RG. A decisão foi acertada, já o período de descanso e preparação para a temporada na grama culminou na oitava conquista de Wimbledon. E melhor, sem perder nenhum set!

Como o saibro é um dos pisos que mais mexem com o joelho dos tenistas, já que requer deslizes na terra e contam com vibrações em toda a articulação dos membros inferiores, como o seu próprio preparador físico Pierre Paganini já disse em algumas entrevistas, Federer não estará em Paris.

Além disso, não é novidade para ninguém que o tenista de 36 anos tem como objetivo prolongar ao máximo sua vitoriosa carreira. Ou seja, ele precisa se manter saudável para continuar jogando em alta intensidade.

Tóquio?

E quando falamos em estender a carreira, estamos falando de Tóquio. Apesar de ainda estarmos dois anos de distância dos próximos Jogos Olímpicos, o torneio de simples no Japão é sim um dos objetivos de Roger Federer. Isso porque o suíço ainda não conquistou a tão sonhada medalha de ouro na categoria. Ele foi campeão dos Jogos de Beijing, em 2008, mas nas duplas, ao lado do compatriota Stan Wawrinka, enquanto que quatro anos mais tarde ficaria com a medalha de bronze em simples, em Londres. É o título que falta para o maior de todos os tempos!

 

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