Brasileirão Série A

Quem sobe, quem desce e o possível saldo final do Campeonato Brasileiro

Quem foi bem e quem mandou mal

O Campeonato Brasileiro está acabando e independente da posição final na tabela já é possível dizer quem foi bem e quem foi mal na temporada 2018.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Faltando duas rodadas para o seu final, o Campeonato Brasileiro pode conhecer o seu campeão neste domingo quando o Palmeiras – favorito à vitória com odds em 1,93 segundo o Bet365 – encara o ainda ameaçado de rebaixamento Vasco e o Flamengo – único time que pode tirar o título do Verdão – visita o sonolento Cruzeiro, que segue cumprindo tabela, com odds em 2,52 para a vitória rubro-negra. Por sua vez, o Cruzmaltino e a Raposa pagam, respectivamente, 4,16 e 2,96 a cada real investido em caso de vitória. O empate está em 3,27 e 3,45 para cada jogo (confira o prognóstico completo aqui).

Com o campeonato chegando ao seu final é possível fazer um rápido balanço do que podemos considerar como um balanço para os 20 clubes que disputaram a Série A em 2018: quem subiu, quem caiu e quem deve passar por mudanças profundas em 2019.

Melhores sites de apostas

Saque em

1-2

Dias

R$200

Bônus

+4

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

R$150

Bônus

+3

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

Transmissão

ao Vivo

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

R$200

Bônus

+2 More

Saque em 1-2 - Dias

Saque em

1-2

Dias

R$777

Bônus

+8 More

Saque em 1-2 - Dias

Quem se deu bem

Independente da posição final na tabela de classificação, é possível identificar os grandes vencedores do Campeonato Brasileiro da Série A.

Felipão

Luiz Felipe Scolari, que saiu em baixa do Brasil para o futebol da China, retornou sem um único conceito novo em seu modo de enxergar o futebol e, mesmo assim, levou o Palmeiras ao recorde histórico de rodadas invictas no Brasileirão – recorde este que pertencia ao Corinthians de 2017 – e, muito provavelmente confirmará o título nesta ou na próxima semana. Falhou nas missões de conquistar a Libertadores e a Copa do Brasil, mas nem de longe seu trabalho pode ser considerado ruim. Fecha a temporada em alta e valorizado como nos velhos tempos pré-7 a 1. E ainda fez de Deyverson um ídolo.

Odair Hellmann

Fora da luta pelo título desde o final da 36ª rodada do Campeonato Brasileiro – quando foi derrotado em casa pelo Atlético-MG por 2 a 1 –, o Internacional fez uma campanha surpreendente e fechará a temporada em alta. Seu técnico, principalmente. Odair Hellmann pegou um time que voltou da Série B neste ano e o conduziu de forma segura até a Libertadores de 2019. Não houve títulos, é verdade. Mas são poucos os técnicos que conseguem em um espaço de tempo tão curto uma resposta tão positiva de uma equipe. É outro que fechará a temporada em alta e valorizado.

Tiago Nunes

O técnico campeão estadual com o Time B do Atlético-PR assumiu a equipe principal após a demissão de Fernando Diniz. O Furacão flertava com o Z-4 e apresentava um futebol no mínimo inconsistente. Nunes assumiu a equipe, conseguiu uma boa arrancada – principalmente com os bons resultados conquistados em casa – e chega às rodadas finais, brigando com o Atlético-MG pela última vaga no G-6 e na Libertadores 2019.

Gabigol

De volta ao futebol brasileiro após uma passagem frustrante pela Europa, o atacante demorou a engrenar, mas encontrou seu lugar no Santos sob o comando de Cuca e deverá terminar a temporada por cima, como artilheiro do Campeonato Brasileiro. Deve voltar à Europa no final da temporada.

 

Quem decepcionou

Os clubes cariocas

Exceto pelo Flamengo – que saudável financeiramente, segue vivo na disputa pelo título de Campeão Brasileiro –, o clubes cariocas fizeram feio no torneio nacional. O Fluminense ainda pode salvar sua temporada se conseguir chegar à final da Copa Sul-Americana – mas para isso precisará devolver, no próximo dia 28, o 2 a 0 que levou do Atlético-PR na ida da semifinal – algo muito difícil para um time que não vence e não marca gols há seis rodadas. Culpa, evidentemente da bagunça administrativa e financeira pela qual passa o clube.

Mesmo caso do Vasco que tem bastidores políticos agitados e ainda corre o risco – assim como o Fluminense – de cair para a Série B. E independente de queda ou não, 2019 começa a se definir com os mesmo problemas em São Januário.

Melhor foi o Botafogo, que demorou mas se encontrou nas mãos de Zé Ricardo, afastou o risco de rebaixamento e deve se garantir na Sul-Americana. Mas também com sérios problemas de caixa, terá dificuldades em 2019.

A nova geração de técnicos

A temporada não foi boa com os novos – e os nem tão novos assim – nomes no mercado de treinadores.

O badalado Roger Machado não convenceu no Palmeiras e deu lugar a Felipão que pode erguer o troféu de campeão neste domingo jogando um futebol previsível mas que deu resultados. Desvalorizado, Machado não começará 2019 com o mesmo status que tinha quando chegou ao Palmeiras no início deste ano.

Fã do tiki-taka, Fernando Diniz não convenceu no Atlético-PR e deu lugar a Tiago Nunes. É outro técnico que volta aos clubes de menor expressão.

Thiago Larghi e Maurício Barbieri – que tinham contra si a pouca experiência – foram “fritados” pelas diretorias de Atlético-MG e Flamengo. O caso de Larghi talvez seja o pior uma vez que seu trabalho, em termos de resultado, pouco difere do de Levir Culpi.

Osmar Loss foi outro que se queimou na sua nova tentativa como técnico do time principal e foi substituído no Corinthians por Jair Ventura que também não convence, tem números piores que os de Loss e não deverá continuar no clube em 2019.

 

Ficam na mesma

Cruzeiro

A Raposa cumpriu seu objetivo na temporada: apostou nos mata-mata em detrimento do Brasileirão e com a conquista da Copa do Brasil garantiu um título nacional e uma vaga na Copa Libertadores de 2019. O time agora “cumpre tabela” no Brasileirão e inicia sua preparação para a próxima temporada alguns passos à frente dos demais clubes.

Santos

O Peixe começou o ano com Jair Ventura, flertou com o rebaixamento, trouxe Cuca, se reergueu mas agora, sem chances de entrar no G-6, fecha o ano com o mesmo status que começou: não sobe nem desce e já sabe que não contará com Cuca em 2019 – o treinador, responsável pela “virada” do Santos, se afastará do futebol para um tratamento médico.

Bahia

Outro clube que passou por um rodízio de técnicos na temporada, flertou com o rebaixamento, mas se estabilizou nas mãos de Enderson Moreira e terminará o ano no meio da tabela.

São Paulo

O time chegou a brigar pelo título, mas problemas dentro e fora do campo minaram o desempenho da equipe que termina a temporada sob o comando de André Jardine – técnico da base que pode ou não permanecer para 2019. Garantiu-se na Libertadores do próximo ano – o que é muito para um clube que namorou com o rebaixamento em 2017 e segue tumultuado em seus bastidores. Vai precisar mudar muita coisa, mas fechará o ano na média.

Grêmio

Mudou, perdeu jogadores, encontrou soluções onde ninguém imaginava haver e continuou sendo um dos melhores times do país. Caiu na Libertadores mas segue em alta. Se renovar com Renato Gaúcho, manterá as expectativas para 2019 elevadas.

 

Quem caiu feio

Corinthians

Faltando ainda duas rodadas para o final do Campeonato Brasileiro é possível afirmar que o Corinthians foi o grande perdedor do ano. De campeão brasileiro em 2017 foi ao status de ameaçado de rebaixamento. Perdeu técnico, comissão técnica, jogadores e receitas. Deverá seguir na Série A, mas precisará rever tudo e mais um pouco se não quiser passar vergonha em 2019 – a começar pela política sem sentido de investir em salários de jogadores como, por exemplo, Sheik, que nada fez pela equipe em 2018. 12 meses guardando os valores que foram gastos com ele – e outras contratações altamente duvidosas – dariam para pagar pelo menos um reforço que chegasse para resolver parte dos problemas do time. De exemplo de clube organizado e vencedor nas últimas temporadas, foi à vala-comum do futebol brasileiro e seguirá pagando o preço na próxima temporada.

Atlético-MG

Embora não tenha despencado na tabela, perdeu jogadores importantes, não repôs à altura, perdeu rendimento e entregou a cabeça do promissor Thiago Larghi para a torcida trazendo de volta Levir Culpi – que pouco mudou o desempenho do time e já corre o risco de não seguir na Cidade do Galo em 2019 (numa clara demonstração de que a diretoria do clube nada aprendeu em 2018).

 

JOGOS DA 37ª RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A 2018

SÁBADO, 24 DE NOVEMBRO
  • 20:00 – Santos (R$ 2,56) x Atlético-MG (R$ 2,84); empate (R$ 3,09)
DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO
  • 17:00 – Atlético-PR (R$ 1,61) x Ceará (R$ 5,94); empate (R$ 3,63)
  • 17:00 – Cruzeiro (R$ 2,96) x Flamengo (R$ 2,52); empate (R$ 3,02)
  • 17:00 – Vasco (R$ 4,16) x Palmeiras (R$ 1,93); empate (R$ 3,27)
  • 17:00 – Vitória (R$ 4,05) x Grêmio (R$ 1,90); empate (R$ 3,45)
  • 19:00 – América-MG (R$ 1,74) x Bahia (R$ 5,20); empate (R$ 3,34)
  • 19:00 – Corinthians (R$ 1,89) x Chapecoense (R$ 4,38); empate (R$ 3,24)
  • 19:00 – Internacional (R$ 1,40) x Fluminense (R$ 8,05); empate (R$ 4,41)
SEGUNDA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO
  • 20:00 – Botafogo (R$ 1,35) x Paraná (R$ 9,32); empate (R$ 4,61)
  • 20:00 – São Paulo (R$ 1,44) x Sport (R$ 7,56); empate (R$ 4,15)

Comentários

Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Voltar