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Quem é Diego Schwartzman, o baixinho argentino que venceu sem perder nenhum set o Rio Open de Tênis 2018?

Foto: Buda Mendes/Getty Images

De desacreditado por médicos na infância a campeão no Rio de Janeiro, conheça a trajetória do tenista que chega nesta semana pela primeira vez ao Top 20 da ATP

O Rio Open de Tênis 2018 conheceu no domingo (25 de fevereiro) o quinto diferente campeão do torneio de nível ATP 500. Estamos falando do baixinho Diego Schwartzman, que superou na final o espanhol Fernando Verdasco por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3. O troféu foi o de número dois na carreira do argentino de 25 anos, que irá nesta segunda-feira atingir o seu melhor ranking desde que se profissionalizou. Confira como “El Peke” ganhou a competição disputada no Rio de Janeiro e os “causos” da vida do nosso vizinho de apenas 1,70m de altura.

 

Trajetória no Rio Open

Em franca evolução a cada temporada, Diego Schwartzman sabia que a gira pela América do Sul seria a oportunidade ideal para alcançar um dos principais objetivos no ano: o Top 20. Seja pelo fato de jogar em sua superfície predileta, o saibro, ou por estar perto da família. E não é que deu certo?! Depois de cair nas quartas de final do ATP 250 de Buenos Aires, em sua terra natal, o “pequenino” veio para o Rio de Janeiro com a dura missão de poder enfrentar até três Top 10: o croata Marin Cilic (3º no ranking), Dominic Thiem (6º) e Pablo Carreño Busta (10º).

Mas como sua trajetória contra adversários mais potentes mostra – vendeu caro, por exemplo, as derrotas para Novak Djokovic, em Roland Garros do ano passado, e Rafael Nadal, no Aberto da Austrália desta temporada – , o argentino não é de se amedrontar em quadra.

Ele começou o torneio no Brasil sem “praticamente jogar”. Avançou à segunda rodada após o seu oponente, o norueguês Casper Ruud se lesionar e desistir do jogo ainda no primeiro set. Na fase seguinte, Schwartzman duelou com o compatriota Federico Delbonis e não teve problemas: 6/2 e 6/3.

As quartas de final chegaram e ele passaria pelo primeiro importante teste. Estamos falando do jogo contra o ex-top 10 Gael Monfils, que havia acabado de despachar o então favorito Marin Cilic em jogo que durou dois dias por causa das chuvas no Rio. E mais uma vez o hermano não se intimidou, batendo o showman por 6/3 e 6/4.

A semifinal estava logo aí e o então Top 23 enfrentaria uma zebra: o chileno Nicolás Jarry, que havia passado por bons nomes como o espanhol Guilhermo García-Lopéz e o uruguaio Pablo Cuevas, campeão da edição de 2016.

 

Invicto

E como deu para perceber, Diego Schwartzman chegou à final sem ter perdido nenhum set em todo o torneio. O adversário na decisão era o espanhol Fernando Verdasco, que um dia antes havia faturado o troféu nas duplas ao lado do compatriota David Marrero.

Se por um lado o oponente estava com a moral lá em cima, já que além de ter sido campeão no dia anterior havia despachado os favoritos Dominic Thiem (AUT) e Fabio Fognini (ITA) nas fases anteriores, por outro o cansaço poderia bater. E foi isso o que aconteceu com o tenista de 34 anos!

E olha que Verdasco até pode igualar o jogo no segundo set, quando teve por cinco vezes a oportunidade de quebrar o saque do argentino. Mas o destino de Schwartzman no Rio Open já estava traçado. Ele não só segurou todos os break-points como venceu a segunda parcial por 6/3 e alcançou o seu segundo título na ATP – havia vencido o ATP 250 de Istambul, há dois anos.

 

Desacreditado

Ainda despontando para o tênis, no qual tem nesta segunda-feira o seu principal grande feito, atingindo a posição de número 18º no ranking da ATP, Diego Schwartzman precisou lutar e muito para torna-se profissional. E isso tem a ver com a sua estatura. Considerado extremamente baixo para jogar tênis de alto rendimento, ele “quebrou a cara” de um médico que havia acabado com suas esperanças quando tinha apenas 13 anos de idade.

E olha que o doutor até tinha certa razão já que apenas três dos 23 tenistas que já passaram pelo topo do mundo eram menores do que 1,80m: casos de Marcelo Rios, com 1,80m, e Lleyton Hewitt e Jimmy Connors, com 1,77m.

Desde aquela idade o argentino sabia que o seu “auge” seria 1,70m, o que para parâmetros do tênis – Rafal Nadal e Roger Federer possuem 1,85m; enquanto Novak Djokovic tem 1,88m de altura – não era considerado o ideal. Mas como naquelas histórias de superação, o jogador foi contra a recomendação médica e tornou-se profissional. Hoje, colhe os resultados de sua decisão!

 

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